NOITE, SEMPRE NOITE

NOITE, SEMPRE NOITE
NOITE

segunda-feira, 8 de junho de 2015

"A NOITE TÁ NO FIM"


A FADA DO MEU BOTEQUIM

Tanto tempo sem vê-lo, tanto tempo sem tê-lo. Saudade, dor que geme no ser. Dor que frutifica no ventre, nas entranhas do corpo suado, molhado, das noites sem dormir. CORSÁRIO sumiu. Acredito que no Rio Jacuí, talvez no Rio Guaíba, talvez em Triunfo, em Rio Grande ou no grande Oceano. Tantas coisas aconteceram. Tantas pessoas, me viram, sorriram prá mim, me consolando dos últimos acontecimentos, a falta dos meus pais, a falta da minha filha, vida, vida loka. De repente, não mais que de repente, me sinto isolada numa grande ilha com tanta gente que pega seus barquinhos, vêm e vão e assim os dias vão passando de "par em par".E no meio de tudo um pequeno ar de solidão. E de repente a coisa vai andando, a vida vai andando. Sinto ainda as mãos de CORSÁRIO, mãos longas, cheias, longa, sinto ainda seu hálito na minha boca. E assim vou indo. Sempre com vontade de estar no mar, no bar, no ar. Bebo meu vinho, minha cerveja, oro, oro muito prá esquecer, to indo pro litoral. Reviver coisas, amar coisas. Respirar o ar das coisas. Amo, amo e penso onde ele está? Á Deus rogo, Maria mãe dos aflitos e dos perdidos. Sinto e choro. Ele nunca está ausente. Aos que foram para outro plano, foram e nada mais. Aos que ficam orações.