terça-feira, 26 de fevereiro de 2013
PÃO
Ás vezes penso que tirar a roupa para CORSÁRIO é a coisa mais comum que eu poderia fazer. Naquela tarde, ele me ligou. Muito raramente diz meu nome, apenas me chama, diz o que quer e suspira. Naquela tarde ele disse: "CORSARIA DA SILVA, vem aqui, estou fazendo um pão e quero que me ajude". Eu ri, e disse prá ele, que iria, mas ajudá-lo a fazer o pão impossível. Fui. Cheguei liguei, "Estou próxima a tua casa, abra o portão". Ele veio com seu cão maravilhoso, amarelo, tirei foto. Os dois sorrindo para mim. Entrei, beijei todo o seu rosto e beijei o cão dele eu estava feliz, ele também. Então amassamos o pão, mãos sujas, massa grudando nos dedos, nos meus anéis. Botamos nas formas, ele ria, da minha falta de experiência, então me olhou fixamente. Eu parada em frente do forno, ele me disse: "Tire a roupa" ali em pé, foi o que fiz, ele me olhando fixamente e rindo. Ele estava só com aquela bermuda seu físico seco e magro, suava e a medida que ía tirando minhas peças, minha blusinha transparente, meu short de jeans, meu sutiã, minha calcinha, ele ali estagnado, olhos brilhavam corpo suava, mais e mais. Então sorri.CORSÁRIO passava as mãos em mim, silenciosamente, só mãos, me apalpava como se eu fosse uma obra de arte, me olhava atentamente, eu parada, ainda estagnada, sorria, adorava. Passava as mãos na minha cintura, na minha vagina, colocava os dedos dentro dela e me dizia, fique aí parada, assim, assim. Longe de mim, sempre longe, somente mão, loucura insâna. Guentei. O forno esquentava, a casa esquentava, portas e janelas abertas, o medo e a vontade que alguém me visse assim.CORSÁRIO de repente, riu, riu muito, estava possuído.eu fiquei triste, séria. "Coloca a roupa" O quê?CORSÁRIO entrou no banheiro, eu sentei no sofá. Ele voltou me olhou sentada nua no sofá de pernas abertas. Ele tirou a bermuda e me penetrou, muito, muito forte, numa vez só, me fez gozar. Me virou, com aquela força descomunal que ele adquire, então chorei, chorei muito, me penetrava por trás, seca, infame, sem vergonha. CORSÁRIO gritava, gritava, gemia. Quanto mais eu gritava, mais ele gritava. Então quando ele viu que meu grito era maior, me jogou no sofá de maneira rude e me beijou as costas, passando a mão no meu peito. "Não Chora, se vc chorar, choro contigo." Choramos, choramos muito. "Coloque a roupa", coloquei. Sorri, chorei. O pão ficou pronto, o forno acusou. Tomei banho dolorida, toda dolorida, CORSÁRIO ainda com as mãos sujas do meu sexo, tira o pão e corta um pedaço prá mim. e me diz: "Te adoro CORSARIA DA SILVA".
sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013
SEISCENTOS TONS DE OBSCURIDADE
Estou pensando agora, neste exato momento, dez dias depois de estar e somente estar com meu CORSÁRIO que viverei apenas de lembranças. E que daqui por diante escreverei detalhes, momentos que passei ao lado dele. Coloquei no meu celular: "E assim os dias vão passando lentamente" indiquei este blog para duas pessoas leem, penso que vou indicar também para o PREFEITO pessoa que está se comunicando comigo . Não, não vou fazer isto agora!
A última vez que estive com CORSÁRIO, ele me pediu dinheiro. Fui até a casa dele. Me chamou de querida, lia nos seus olhos que queria me comer, me saborear. Mas eu por sem motivo nenhum, naquele momento, não quis. Não quis talvez porque estava cansada, minhas forças chegando ao fim. Ele me deu um beijo, e neste beijo ele sentiu que minha energia para ele, estavam acabando, estavam por um fio, um último suspiro.Carregava comigo um vestido "tomara que me coma", um salto alto, somente calcinha branca embaixo, exatamente como ele gosta. Até pensei em algo, quando me arrumei, mas ao chegar perto dele, além da calcinha molhada, não consegui imaginar ele me tocando. Me perguntou várias vezes onde iria. Contei-lhe com detalhes, que tinha uma janta de pessoa influente da cidade vizinha, gente que ele não conhecia, onde ía rolar champagne e comida boa, gente bonita e assuntos agradáveis. Ele se distanciou de mim, como um pássaro negro na plantação, que ao ver o espantalho, segura firme seu coração na boca e voa para bem longe. E foi o que ele fez. Voou. Foi para bem longe, desde então, não tenho notícias dele. Fico imaginando, quantas coisas ele está vivendo na beira do rio, ouço sua voz gritando ás margens, quando alcança o pear, escuto rizadas de mulheres loquaz da beira do cais, tocando o corpo dele, também cansado de tudo. Sinto o cheiro do fumo que ele puxa para os pulmões, o arrepio nas costas, quando ele exala a branquinha, e o ardume da cachaça em sua garganta. Consigo acompanhar seus passos de volta prá casa lentamente e trazendo peixe podre nas costas, BR em frente, Ouço o choramingar dele, vejo seus cabelos crescerem e sua barba. Vivo tudo que ele está vivendo. Mas decidi: Vou apenas escrever com detalhes, tudo que tenho na minha memória, o sexo, o diálogo a vida que tive ao lado de meu CORSÁRIO. Cinquenta Tons de Cinza? Que nada, Seiscentos Tons de Obscuridade.
quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013
27 de janeiro
Tava lá na casa dele, marcado no calendário: 27 de janeiro, data que não passou. Último dia que me entreguei pro meu CORSÁRIO. Tava lá, o tempo parado. 27 de janeiro. Ha vida!
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