NOITE, SEMPRE NOITE

NOITE, SEMPRE NOITE
NOITE

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

'"A FALTA É A MORTE DA ESPERANÇA" - NANDO REIS



PROSTITUTA



Tentamos por diversas vezes não querer estar mais juntos. Mas a saudade e o vício de ter CORSÁRIO comigo e eu com ele, é maior que nossas vontades. Então, CORSÁRIO decidiu ligar. Não atendi na primeira chamada, nem na segunda e tão pouco no terceira. Estava me arrumando para um jantar com minhas colegas de trabalho em um restaurante da cidade. Então fui. Ambiente bom, muita comida, muita bebida, inclusive, nesta noite me diverti muito, pois decidi fazer uma homenagem e cantar uma música fazendo em forma de  paródia para minhas colegas. Mas quando abri o celular, lá estavam 6 chamadas não atendidas. Fui para fora, já meia embriagada, acho... e resolvi retornar. Já com o pensamento que eu não iria dizer não se eu escutasse a voz dele, resolvi como quem não quisesse nada falar,  e perguntar o que ele queria. CORSÁRIO me disse com todas as letras e sem receio: "Quero te ver hoje, agora". Disse para ele que não, pois estava em um compromisso. Ele desligou o telefone. Voltei para dentro e continuei a brincar, conversar, beber. Mas então pensei: "Por que não? Chega de bobagens, vou e vou mesmo, e preparar uma surpresa." Fui até o banheiro, tirei minha calcinha sem receio, pois estava com uma saia longa e não era transparente. Coloquei-a dentro da bolsa, grande por sinal e disse tchau para as meninas. Liguei prá ele. Ele disse,que era prá eu ficar ali na frente, que ele ía me pegar, pois eu havia comentado que estava de carona. As gurias, até que me perguntaram:" Como você vai? "Disse que eu ía de táxi, no entanto, resolvi ir caminhando e na rua, sozinha, no escuro. Alguns automóveis passavam por mim e buzinavam, afinal uma mulher sozinha na rua, com uma bolsa e saia longa parecia uma doida e não exatamente uma prostituta...kkkkkkk. Ele me ligava e eu respondia- pode vir, pode vir bem a frente.Ele me alcançou. Quando CORSÁRIO parou o carro do outro lado, eu atravessei em direção ao carro dele, e ergui a saia no rosto dele no vidro do carro. Os olhos dele brilharam e me chamou de louca. Coloquei minha cabeça prá dentro do carro e o beijei e a bunda de fora. Outros carros passavam , mas acredito que ninguém sabia quem eu era. Entrei no carro e ali mesmo fizemos sexo, sem tirar a saia, apenas ele me penetrava e eu correspondia. Foi tudo muito rápido, os automóveis passavam, buzinavam, acendiam nossos corpos com os faróis. Tudo muito lindo e gostoso. Fomos para casa dele, amanhecemos nos deliciando entre frutas, sexo, água e gemidos, ele não parava, estava com saudade. Na luz do sol ele me levou para casa, pedi que não acelerasse o carro para não acordar a vizinhança, eu ainda sem calcinha, CORSÁRIO se despediu de mim me dando um beijo e colocando o rosto na minha vagina me lambeu. Fiquei toda molhada novamente apesar de ardida, me molhei, me lubrifiquei. Queria ficar o dia inteiro com ele.

domingo, 2 de novembro de 2014

LEMBRAR

Um dia Silencioso, tem sabor de vida calma. Apesar de muitos lugares prá eu ir, só eu ir e ninguém, quase ninguém me visitar, optei por ter um dia silencioso. Mas este dia silencioso, me dá a impressão que realmente estou sozinha, que as pessoas estão fazendo algo e eu em casa, pensando, pensando. Claro pensando em minha amada mãe, pensando em CORSÁRIO. Agora, começaram a chegar os que são da casa, os que são de fato da casa. Meus filhos.CORSÁRIO, não é da casa, nem nunca será desta casa não. Penso que um dia, quem sabe um dia, iremos morar juntos. Sonho.Talvez em uma casa na praia.CORSÁRIO não ligou.Mas em compensação passei o dia pensando nele. Das coisas que vivemos, como por exemplo: O dia da calça branca.
No dia da calça branca, foi um dia especial que eu me considerei a rainha do mar. Estava eu, ansiosa para a festa de ano novo (2012) maravilha! Vida loka....Show do Armandinho na praia, virada do ano na praia do Farol em Torres - RS.Com CORSÁRIO. Coloquei uma coisa na cabeça, ir de roupa branca. A batinha muito linda com bordados e tecido de fru-fru branca eu já tinha, a sandália dourada também, porém faltou uma calça branca. Procurei em muitas lojas a semana inteira e nada. Bom, pensei, vou ir, chegou o dia comparei por lá mesmo. Eu na estrada, com o som bem alto, fumando meu cigarro, sozinha, curtindo, com telefone ligado, de repente uma ligação, já tinha feito muito caminho, atravessado duas cidades então minha amiga me ligou e disse que achou uma calça linda, branca, claro. Procurei o próximo retorno, busquei a calça, 5 cidades depois inclusive, passando pela minha. Cheguei no shopping, fui direto na loja que ela me falou, nem experimentei, algum ajuste, com certeza MADAME BURTERFLY  iria fazer. Voltei para meu caminho, com a calça branca na sacola. Cheguei na praia, na casa dele, meia noite do dia 30 de Dezembro. Muito congestionamento e ele me disse que já estava cantando "Analua", kkkkkk eu ria e fiquei quieta por fora. entrei, e claro ele me botou na casa dele e como sempre, ele ficou no kit-net dele. Assim passamos a noite, eu descansando e ele também, ansiosos pelo dia 31 de dezembro eu, eu muito mais. Ver Armandinho na praia, algo surreal. Finalmente, o dia,
 a noite tão esperada. O dia foi normal, praia, surf, sorrisos e a certeza de que MADAME BURTERFLY não sabia de nada. Mas a noite, inesquecível. fomos eu, CORSÁRIO, a irmã e o cunhado. Praia, cheia, farol aceso, gente feliz, champagne, Armandinho, cantando nossas vidas. Ele me agarrou, me beijou e eu linda, feliz com minha calça branca. Achamos um casal companhia, fomos jogar bilhar. CORSÁRIO, me olhava de uma maneira que me deixava em dúvida, gostava ou não gostava, sei lá...O que queria dizer aquele olhar? Fomos  para casa, ele tirou minha roupa de uma maneira carinhosa e servil e outra noite que se vai. De manhã, acordei com os gritos de MADAME BURTEFLY "Guria, olha aqui..."Fui olhar, minha calça branca no tanque toda picoteada, em pedaços, pedaços.Até hoje, não falamos no assunto. Apenas CORSÁRIO acordou me olhou virou o rosto e ficou sério. Eu, também não disse nada, nada apenas com a certeza de que meu CORSÁRIO, por um motivo ou outro tomou esta decisão.

sábado, 1 de novembro de 2014

50 PILAS

Resolvemos então ir dançar. Era a coisa que CORSÁRIO mais queria naquela noite. Contando todo o dinheiro que nós dois tínhamos...50 pilas. Bom resolvemos ir. Bancos fechados, caixas fechados e o dinheiro que tínhamos gastamos de tarde na festa. Mas ríamos da situação, sem saber o quanto iríamos rir mais depois. O mais estranho é que chegamos na frente do Bar, e ele olhou prá mim e disse que não tinha documento. Que raiva....pensei que aquilo não era prá mim. Depois de fazermos 20 km no meio da noite distante da nossa casa, pensei que aquilo não era prá mim. Cheguei a imaginar que ele estava me testando prá ver até onde ía minha paciência com ele. Mas meu amor, minha bobeira, minha cegueira é maior do que tudo. CORSARIO dizia que então podíamos ir em outro lugar mais próximo e deixar a dança para outro dia. Eu não quis e novamente pegamos a estrada, chegamos na casa dele e retornamos. Bem no total: 50 km numa noite, para dançar. Chegamos no local finalmente. Eu vestida com uma camisa e salto alto, bem alto, ele, mais alto que eu com um blusão preto de malha, com capuz e aquele quase sem cabelo, mostrando o pouco rosto que ele tem. "Acho que CORSÁRIO é parecido com Eminem." Bom só para chegar, gastamos 35 reais de entrada, então fizemos as contas, quase não vai dar para nada. Beber nada. E foi o que fizemos, uma cerveja...20 reais, uma água 10 reais e tínhamos que voltar e pagar pedágio. Resultado: Ele então sorriu e me disse: "Água somente da torneira". E foi o que fizemos á princípio. De repente, não mais que de repente, vimos uma turma com uma mesa cheia de cerveja e gelo "abandonada" os donos estavam dançando, curtindo a festa e nós ali morrendo de sede. Então ele olhou prá mim, e disse que fosse o que acontecesse, eu deveria ficar calada e fingir que não o conhecia. Deu certo. Fui na  frente saí do lugar da visão. Finalmente, ele chega sorridente e com o balde com as cervejas na mão. Tomamos saborosamente, numa alegria....Quanto prazer!. kkkkkkkkkk. Voltamos para casa, paramos um buteko e compramos de cerveja, do dinheiro que sobrou. E novamente, rizadas. Noite boa, vida boa. Sexo bom, novamente no carro, como apreciamos e gostamos. As mãos de CORSARIO, continuam grandes e macias. Eu sem calcinha ele, com a língua no meu rosto, seu pênis penetra fundo dor de amor. Sangrei, sangrei, adoro, sentei em cima da minha camisa, em cima dele e abri a janela. Ao fundo, a cidade ficou escura, faltou luz e cada vez mais crescia nosso tesão. Sorríamos, gritávamos e como sempre como se fosse a primeira vez. Não queremos nada, apenas nossa vida loka para nos completar.