NOITE, SEMPRE NOITE

NOITE, SEMPRE NOITE
NOITE

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

O ADVENTO

Não consegui mais falar com o Advento.
Sinto falta dele.
Estou realmente abandonada.
Quando me sentia triste, sentia a alegria do Advento.
Procuro, rasteio, e nada.
Fico preocupada.E Claro, sempre comigo mesma, sempre na minha individualidade.
Daquelas 3 almas que tento salvar, nenhuma até agora.
A minha nem se fala. Apesar das boas notícias profissionais e tudo bem na faculdade e cursos e amigos e amigas, me convidando prá sair e eu nada, apesar de que as pessoas continuam dizendo que apesar dos meus olhos tristes e calada, eu continuo bonita, estou só na expectativa. A minha alma, está sangrando.
Ainda penso muito no Corsário, ainda choro por ele. 
Mas sinto tanta falta do Advento,,,,!
Estou tentando gravar uma músic linda  prá ele,achei que ele vai gostar. Vou colocar no Orkut e no face, ele vai ter que ver. Eu sei que ele está me vendo, mas não quer falar comigo.
Gostaria de saber por que. A última vez que nos falamos, eu nem falei...só ele falou. 
Então, por que?
Me sinto tão só ADVENTO, te procuro, adoro tua loucura insana. Nunca pensei prá onde vc. vai me levar, mas sei que gosto. Penso que ele descobriu meu blog. Certa vez, ele queria saber o endereço, disse que estava lançado o desafio então ele esperto do jeito que é...achou.
Bom se ele achou. Já sabe tudo. Que bom.
Coisas que não conseguia dizer e que não iriamos dizer um para o outro.
ADVENTO, saudade, silêncio completo, sem vontade de vídeos, sem vontade de palavras, onde?
Onde está meu ADVENTO. Saudade. Palavra que só existe em português. Saudade. Sentimento que busca a mais pura emoção de suspiros, dor, alegria, amor, vida, lembranças. Saudade. 
Ás vezes penso que ele está aqui. Pertinho de mim, me observando, vendo meus passos. Por isso, faço questão de sair de manhã, bem arrumada, linda. Á tarde, cabelos soltos, batom, tênis da moda, como ele gosta, blusinha apertada, calça jeans, tudo como ele gosta. E quando ligo o som do meu carro, com as musics que ele me deu, tenho a impressão que ele está ouvindo.  Tudo isso, com a vontade de que ele está me observando. 
Vou deixar uma music, um vídeo, ele vai gostar. 
ADVENTO, NÃO ME DEIXE SÓ. Te aguardo, janelinha aparecendo no msn, todas as incansáveis noites. E agora, vou falar algo que sempre falo prá ele. TE ADORO, TE ADORO.
THE MUSIC IS....





terça-feira, 20 de setembro de 2011

SOMOS TÃO JOVENS


NOSSO SUOR SAGRADO É BEM MAIS BELO QUE ESSE SANGUE AMARGO

Eu sabia, que Corsário tinha problemas, muitos problemas. Então compreendi, que um final de semana com ele na praia, bastaria prá eu esperar a morte dele chegar. Estamos com os dias contados. Penso ás vezes que não são 6 anos, nem 6 meses, nem 6 dias, talvez 6 horas, ou então 6 minutos que este momento chegará. 
O feriadão de 4 dias na praia, se resumiu em 2. 
Tudo que havíamos nos prometido e que ninguém prometeu...acabou por efeito da dor, da tristeza, da realidade, da miséria e da dor. Eu sei que ele tentou. Eu não, ficava fria, congelada, não estava preparada. Mas quem ficou calada, desta vez foi eu. 
Esperei de tarde ele retornar. Ouvi seus passos na grama, ele tinha saído. Foi em algum lugar. Tossia muito.
Dormi. Nosso quarto estava lindo, perfeito, e melhor ainda com o nosso cheiro. 
Olhei pela janela e vi que o seu olhar era tão escuro e caminhava passos solenes de encontro á rua, não em direção ao mar. 
Fiquei sozinha o resto da tarde.
Levantei. Não ouvi ele chegar. Quiz tomar um banho.
Entrei na cozinha e sala, interligados como quase todas as casas de praia, e vi ele sentado no sofá. TOSSIA MUITO. 
Fui ao encontro dele. Beijei-o. O rosto dele parecia que ía pegar fogo. Me afastei.
Decidi tomar banho. Chorei muito no banho. Acho que ele não percebeu. Ele não me procurou. Pedi prá ele que me alcançasse o meu creme que havia esquecido, ele trouxe, abri a porta. Ele ficou parado. Não o convidei para entrar. Eu estava nua e nua fiquei até passar o creme. Pensei em chamá-lo para me ajudar. Não.
Isso não aconteceu. E sentado, na mesma posição ele estava, quando saí do banho, linda, cheirosa, cheia de esperança ainda. INGÊNUA!
Disse que eu ía no mercado e fui.Ele ficou. 
No mercado, entrei, chamei atenção de muita gente. Dois homens me olharam fixamente, me comendo pelos olhos. Eu estava com cabelos soltos, um lenço colorido indiano por cima dos cabelos, por causa do vento, um casaco de tricô e uma calça jeans bem apertada. Um deles disse: "GATONA", eu sorri. Pensei que se eu quisesse fazer a festa naquela noite que se aproximava, tava na mão. Dois lobos do mar. Bonitos por sinal, saudáveis, me pareciam. Diferentes do meu Corsário. 
Fui ao caixa, eles atrás de mim. Um deles, passou a mão na minha bunda. Fiz de conta que não percebi. Paguei e fui caminhando, sentindo o vento me levar e pensando se Corsário estaria ali em casa, quando eu 
chegasse. 
Realmente estava daquele jeito que eu deixei ele em casa. No mesmo sofá, olhando o mesmo canal e talvez o mundo que ele estava foi interrompido quando eu cheguei com as compras.
Jantamos. Perguntei se ele não ía tomar banho. Ele me sorriu daquele jeito que não sei descrever e disse que não, que queria ficar com meu cheiro.
Tomei muito vinho e ele guaraná.
Tomei muito vinho e ele remédios.
Tomei muito sangue amargo e ele febre alta.
Quando ele tomou o último, eu pensei: "Nada mais vai acontecer."
Ele saiu pela porta, como um risco, inesperadamente, noite escura e eu ali.
Aguardei a chegada dele, tomando o meu vinho.
Quando ele chegou, não me olhava. Pensei. "Ele foi usar".
Arrumamos a cozinha. Ele foi deitar. Não no nosso quarto, mas no quarto que ele tinha na casa.
Entendi. NADA MAIS VAI ACONTECER.
Recolhi-me, dei boa noite. Apaguei as luzes e fui para o "nosso" quarto.
"MAS DEIXE AS LUZES ACESAS, AGORA..."(LEGIÃO).
A noite foi com febre alta, eu com a minha...meu corpo suado, molhando a cama de tristeza, dor, solidão e incertezas, sofri muito...COMO EU ESTOU CHORANDO, MEUS OLHOS DOEM...ele, com a febre doentia ardente, doente, tristeza do passado, sem poder me tocar, sem poder falar. Eu não consegui. Só pensava em mim.
Deveria ter feito algo, ir ao encontro dele, abraçá-lo, beijá-lo. Não consegui, minha febre de egoísmo me consumia. 
Passei a noite assim: Dormia, acordava, vomitava, vomitei todo o vinho de sangue que tomei.
Seis horas da manhã, fui olhar o mar.
Minhas lágrimas salgadas, pesavam no meu rosto. O sol se levantava, tão imponente, tão vigoroso, que me dava medo.
Na minha mente, pensava que não era justo, o Sol levantar-se daquele jeito...ele tinha que ir embora, deixar que a noite continuasse. Ele não podia clarear o dia. Mas não, lá estava o Sol, o Rei, Rei do Abismo, iluminando tudo, fazendo doer meus olhos, secando minhas lágrimas, deixando que as gaivotas começassem novamente voar sobre os meus pés. 
De repente, uma nuvem escura, cai sobre a minha cabeça, e na mistura do sol no horizonte, e a nuvem na minha cabeça, começou a chover. Meu lenço, molhou rapidamente, meu pijama ficou transparente e mostrava minha calcinha.
Fui para casa e a nuvem escura de chuva me acompanhando.
Ele, Corsário sentando na frente de casa, olhou-me admirado e nada disse.
Eu o beijei, disse Bom dia.
Disse que tinha passado mal a noite inteira, ele só me olhou.
Fui me trocar, arrumei a cama, não queria ficar mais ali.
Tomei a decisão. Vou embora.
Disse prá ele. Tbm falei que se ele quisesse ficar ali, seria bom. Na realidade, eu queria ir sozinha.
Não. Ele arrumou as coisas e veio comigo.
E no caminho de volta, mais silêncio, mais dor, mais tosse mais febre.
Falei, do ar, das montanhas, do sol e do mar.
Ele concordava com a cabeça.
Corsário está morrendo, só eu não sei.
Senti seu corpo dolorido e cansado, triste, podre. Nada mais a fazer.
Deixei ele sentado na área da casa dele. E Sentado ele ficou. Talvez esteja até agora.
Vim prá casa, há dois dias que choro sem parar.Que escuto músicas da Legião, que tendo sorrir.
Meus filhos, me deixaram, foram prá casa do pai.
Meu único amigo, inseparável, meu cachorrinho Lulu, sempre ao meu lado, enquanto choro e digito.
SOBRE LULU TAMBÉM VOU FALAR.
Amanhã começa tudo de novo. Trabalho, faculdade e tenho que começar.
CORSÁRIO...não sei, não sei, não sei.
SOMOS TÃO JOVENS.
AMO CORSÁRIO, SOFRO POR ELE, SOFRO COM ELE.
E hoje, a manhã está tão cinza." A TEMPESTADE QUE CHEGA LÁ É DA COR DOS SEUS OLHOS CASTANHOS"





VENTO NO LITORAL

Tentei de todas as maneiras, realizar nossos projetos.Eu e Corsário na praia brincando, correndo caminhando, sorrindo de mãos dadas como ele dizia.Tentei, de todas as maneiras, carregá-lo prá esse momento. Consegui colocá-lo dentro do meu carro e irmos. Fomos.
Estrada livre, dia bom, vento no rosto, janelas abertas, cigarros, som, músicas preferidas e o silêncio. O Silêncio além do motor do carro e as musicas que escutávamos.
Quando o silêncio era quebrado,...NÃO CONSIGO ESCREVER, SÓ CHORO...eu falava alguma coisa.Paramos para tomar um café, conversamos sobre várias coisas, mas senti que o olhar dele era cada vez mais distante, mas também a paixão nos consumia, não víamos a hora de chegar no nosso canto. Nossa pele pedia socorro Ele tentava ás vezes sorrir prá mim e disfarçar a ansiedade, eu tbm, claro. 
Chegamos. Fizemos o almoço, arrumas o quarto.
Mas quando chegamos, a frieza dele, estava tornando meu momento tão planejado, em solidão, e fria eu estava ficando.
Antes de almoçar, fui até a praia, não vi ele na casa, me parece que tinha ido no mercado, então fui. Vi o mar, como era antigamente, como era naquele momento e como sempre será. Sempre de encontro a mim, sempre querendo me levar prá algum lugar. 
Gaivotas, lindas, soberanas passeavam nos meus pés. Silêncio. Eu sorria, agradecia á Deus por aquele momento. Meu coração bombeava mais sangue, do que o normal. Meus pulmões recebiam tanto ar, tanto sal, que me sufocava de alegria e dor."BEM, OLHA SÓ O QUE ACHEI...CAVALOS MARINHOS"(LEGIÃO)
Tinha certeza e esperança que ele fosse ali, me encontrar, me abraçar pela cintura e dizer que estava feliz. Isto não aconteceu.Voltei prá casa, estava bem, mas minha primeira decepção, foi essa.
Almoçamos,  eu fui para o quarto, tão lindo, tão perfeito. Arrumei a cama com  tanto primor...só faltavam as rosas vermelhas. Coloquei minha melhor langerie, vermelha como ele gosta. Esperei.Ele veio. 
Entrou no quarto, sentou na cama, me olhou fixamente. Aquele olhar que não consigo mais descrever. Levantou a coberta. ESTAVA FRIO...Sorriu, aquele sorriso que não sei descrever. Deitou-se do meu lado. E eu disse: Me conta uma história prá eu dormir? "Vc tá cansada?" Um pouco. Ele me ofereceu o peito dele, me encaixei no peito dele, como uma pequena concha, quis escutar o coração dele,...PARADA PRÁ EU CHORAR NOVAMENTE...não conseguia, tão silencioso, pequenos batimentos cardíacos, quase imperceptíveis. Quantas dores, quantas lágrimas...Ele tocava a minha pele,tirou minha langerie rapidamente.
Sufocou-me com seu beijo, como sempre...me deixava ser ar. Eu nua, ele com roupa, queria que eu deixasse o meu cheiro na roupa dele.E assim, durante muito tempo, a gente ficou. Eu me esfregando na roupa dele.
Eu quase não percebi, quando ele tirou a roupa, foi tão rápido, me penetrou num impulso, eu quiz, eu deixei, era isso mesmo, a vontade, a vagina tão molhada, que parecia uma cascata. Era este o propósito.SEM CAMISINHA. Sem camisinha aconteceu. 
Penetramos várias vezes, ele prometeu cuidar, confiei, mais uma vez, confiei. AIDS, HIV, DST, tudo estava fora do meu controle. 
Consegui ir por cima, comandei.Meus seios saltavam do meu peito, de tão freneticamente eram os movimentos. Ele olhava tudo com atenção.GELATINOSOS MEUS PEITOS.
Falou da minha langerie e da cama...tudo caprichado, parecia estar feliz. E me prometeu:" Vc não sabe a surpresa que tenho prá vc á noite." Me sorriu aquele sorriso que não sei descrever, e disse que ía fazer xixi.
"Vc não vai voltar",eu disse: "Eu ía volar, mas como vc disse isso, não vou voltar mais."Me olhou com ar de reprensão. E FOI. ESTOU CHORANDO....

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

SE EU PUDESSE

Se eu pudesse, queria ser Deus, durante 5 min. Cinco minutos me bastava. Queria mandar parar tudo, todos parados, onde quer que estivessem. mas parados.Inertes a sua vontade, só parados.Eu iria passar a mão na cabeça de todos, um por um, caminharia no meio da rua, entraria nos automóveis, nos lares, embaixo da ponte, em cima da ponte, nas escolas, nas casas de recuperação, nas igrejas, nos hospitais, na prisão. Passaria minha mão em cada cabeça. Na atividade, na preguiça....Passaria minha mão. COMEÇAR DE NOVO. Isto. Todos iriam começar de novo, começar sua vida, da melhor maneira possível, sem sonhos, nem planos, só vida. Começaria tudo novamente. Meus amores: Filhos, pais, Corsário, Advento, Eu, felizes, felizes, sem vícios, sem decepções, sem vontades, só alegria. 
ADVENTO hoje, chorou muito, contou muitas coisas ruins que acontecem com ele. Seus fantasmas que o perseguem. Ele quase não dorme. Diz que vê as pessoas buscando-o para uma nova internação. Me falou, que não era bom a gente TC todos os dias, e que saudade é bom. AGORA ELE ESTÁ ABSOLUTAMENTE CALADO.Não quero puxar e insistir com ele. Pensei em chamá-lo a atenção quando eu TC que meus mamilos estava duros de frio, perfurando a minha camiseta, nem isso. Ele está calado.Continua calado. Tenho medo que ele morra na frente do msn, e então ficará o silencio para sempre. Vou sentir falta dele. Ele também está no fim, só que ele não sabe disso. Já o CORSÁRIO, tem consciência plena. Nunca mais o vi. Tenho saudade, vontade desejo de Corsário. ADVENTO é meu consolo. Hoje ele está assim, amanhã estará melhor. Lembro-me que ele após ter escrito toda a vida dele e o tormento que está vivendo, ele me perguntou: "Qual o conselho?" Eu disse nenhum conselho eu tenho prá te dar. Tenho só carinho, clikando nos vídeos que vc me manda. Ele apareceu, me mandou 2 musicas que vou postar hoje no blog. Ele é maravilhoso. Adoro ADVENTO. Digo tanto isto prá ele! Ele fica bravo comigo quando falo dos filhos e o amor que dou prá eles.Ri de mim, quando falo em eu ser uma loba. Disse prá ele, que agora ía dar atenção pros meus lobinhos, tomar café. E que loba recolhe sua prole prá dormir olhando a lua e hoje é noite de lua cheia. FICO LOKA.
Disse tchau e mais uma vez que adoro ele. e dseliguei msn. FUIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIII.

domingo, 11 de setembro de 2011

PENSAR NO QUÊ?

Eu até que pensei, juro que pensei que nada ía ser prá sempre e que "O prá sempre, sempre acaba" LEGIÃO
Mas de repente, a gente orava e depois transava.Tomava passe e se renovava na paixão. Minha paixão. 
Naquele dia, ele não estava bem. Sentia calafrios e gemia, como se a temperatura daquela noite, que já estava 5ºC, era de -5ºC. Liguei o ar do carro, botei um som. Ele até balbuciou a letra de uma música, penso que ele gostou, UNDER PRESSURE (QUEEN) por um momento, dei um sorriso, eu tbm estava começando a não sorrir e ainda não sorrio muito, penso que vou sorrir quando ele for embora, pra outra dimensão, entende né?
Naquela noite, quando fui buscá-lo, senti o cheiro de maconha, ele tinha fumado um. Á princípio não me importei, pois um baseado que mal faz? Eu poderia até ter fumado com ele, se ele me oferecesse, mas não. Quer fazer tudo sozinho, na solidão, na escuridão. Durante a sessão da casa espírita, senti que aquela 3ª seria a última, pois tinha lá uma amiga minha trabalhadora da casa que olhava muito prá ele, como se tivesse apontando algo, até hoje, não perguntei o que significava aquele olhar. Talvez ela tenha visto que ele estava chapado e eu fazia de conta que não. Não falei nada prá ele, pensei que se eu falasse, seria o fim. Também pensei que se eu falasse, ele iria ver que eu não estava tão tapada. Mas enfim, realmente foi o fim. 
Naquela noite, vi ele, tão lindo, tinha cortado os cabelos, não tinha guardado nenhum caxo prá mim, que tinha pedido, mas tava lindo, limpo, perfumado, tinha caprichado, me parecia feliz e afim, muito afim de mim, tinha desejo. Segurei na mão dele e comecei a fazer o câmbio, com as mãos dele grudadas na minha. Bom, muito Bom.Momento tão pequeno, mas inesquecível. Fazia isto com outro gatinho que eu tinha há dez anos atrás, mas as mãos do Corsário....únicas, quentes, suadas, molhadas, apesar dos inícios de surtos que ele teve naquela noite, várias vezes. 
Fomos primeiramente para um bar. Tomamos cerveja sem álcool, ele reclamou muito e ria de mim. Eu sabia. Que cena idiota. Saímos dali e queria procurar um cantinho para nós, queria voltar de onde viemos, na cidade vizinha, ele disse não. Eu iria gastar mais combustível com ele. Então eu em tão de irônia, disse: "É verdade...gastar com vc." Ele ficou bravo. eu quis concertar, não consegui, ficou calado até chegarmos num campinho de futebol. Paramos, tiramos a roupa rapidamente, misto de vontade, idolotria, paixão, sobrevivência, guerra, paz e loucura. Ele me acariciou no rosto, sues abraços eram intensos, como se fosse a última vez. E foi. Quando ele penetrou em mim, penetrava histericamente, numa velocidade descomunal, suava muito. Gozamos juntos, mais uma vez. Daí eu vi, novamente a camisinha tinha caído e desta vez, não fizemos nenhum esforço para parar ou recuperar, vi ela caída atrás de mim, grudada na minha bunda.Fiquei calada, triste, chorei, lágrimas caíam e ele? Ele tbm chorou. Não dissemos nada, nossas lágrimas diziam tudo. AIDS, GRAVIDEZ, HPV,dor, solidão...Tudo nas lágrimas, tudo em mim. Eu tinha me entregado. E aquela era a última vez. Senti tanto frio...Quando consegui me libertar dele, do abraço, quando minhas pernas que estavam para o alto encostando os pés no teto do carro, finalmente se libertaram, eu disse no ouvido dele, ainda chorando. TE ADORO.Ele olhou prá mim, fixamente, não disse nada. Pegou minha calcinha na mão, me entregou, sinal de que tinha que acabar. Olhou muito para ela, e balbuciou." Vermelha?" Tenho várias assim.Ele gostou, passou ela no rosto dele, cheirou, como se fosse a última vez e a colocou em mim, cuidadosamente. Colocamos as roupas, liguei o carro, acendemos um cigarro. Queria deixar ele em casa, ele disse que não, iria na casa de um amigo. Pensei. perdi, perdi mesmo. Adeus meu pequeno Corsário. Me abraçou intensamente, como se fosse a última vez. Eu abri a porta do carro, porque não queria começar de novo,estávamos  ali na rua e ía começar.Ele saiu, bateu a porta do carro com uma força...como se fosse a última vez. E foi.

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

ENCONTRO MARCADO


ESPERMA

Na segunda vez que fomos na Casa Espírita, já fomos contando os momentos, as horas, os minutos, ansiávamos que terminasse logo. Pedi a atenção de Deus. Nos consultamos e ao falar do porquê eu estava ali, senti que a mentora auxiliar notou nos meus olhos a paixão, o amor que me carregava até ali. Mesmo eu sabendo que não ía ser prá sempre, eu estava ali, com os olhos cheio de lágrimas falando dele, da vida dele, da família dele. De mim, nada. Não havia nada, minha concepção de amor, atenção, eram voltados prá ele naquele momento.Ele também, fez tudo conforme eu pedia. "Vamos nos consultar?Vamos ouvir palestra?, Vamos fazer passes?" Quatro passes para cada um, 4 vezes que íamos passar por ali, isto eu tinha certeza. Pois na realidade, nem isso aconteceu. Corsário, não é homem que se possa ter certeza nenhuma. Corsário é uma criatura perdida no mundo. Mas assim mesmo, lá estávamos nós, novamente. Corsário e eu, juntos de mãos dadas, felizes. Ao terminar a sessão, caminhamos para o carro, com a certeza de que iria acontecer novamente. Aconteceu. Mais uma vez. Luzes de faróis, carro suado, calcinha molhada, só de pensar, respiração ofegante e ele me tomou nos braços,mais uma vez.Erguia minhas mãos, lambia meus peitos cuidadosamente, me fazia menina-mulher, sua língua percorria minha barriga, entrava no umbigo.Segurando meus braços para cima da minha cabeça, me prendia, me deixava sem reação. E eu gostava. Ele queria.Eu tamb., gostava muito de estar presa ás mãos dele. SAUDADE.E mais uma vez, eu me desfalecia. Penso que ele sabia e ás vezes penso que ele não sabia. Hoje, minhas incertezas são tão grandes! Mas eu consegui terminar com tudo, quando comecei a cobrar dele, ações mirabolantes, coisas que ele não podia e nem pode me dar.  ESTOU COM MUITA SAUDADE DELE. Corsário, ser inanimado, ser da fantasia da minha cabeça. A última camisinha estourou. A 3ª eu acho...correria, abrimos o carro, ele foi para um lado, eu pro outro. Saímos ambos nus prá fora...rimos muito, mas ao entrar no carro, que vi: manchamos a poltrona do carro.E assim está até hoje.Quando olho pro lado, lá está. O pecado, o medo, a insegurança.Os espermas, fortes, consistentes, lágrimas que vem de dentro da vida. Nunca tinha visto algo antes.Ía ficar ali prá sempre, prá sempre... Fomos prá casa dele. Ele me convidou para continuarmos no quarto. Não quiz...mamãe estava em casa. Ele dizia que não dava nada, mas eu não quiz. Me arrependo até hoje de não ter ído...quantas coisas, quantos suores, tinha acontecido .Óh vida. 


domingo, 4 de setembro de 2011

DEPOIS DE TUDO

Corsário para mim, significa algo indescritível. Corsário para mim, roubou tudo que eu sabia de sentimento.
Louco, incompatível, busca, dor, morte. Corsário para mim, não é vida. É luta. Anceio pelo beijo dele, anceio pelo abraço dele. Sinto vontade dele. Na cama, no banho, na janela, no cigarro, nas minhas unhas, na rua, em casa, no meu cão. Vejo ele em tudo, nos outros homens. Estou com febre, doente. Corsário para mim, significa mente insana.Meu sorriso, esconde Corsário. Minha mente, respira Corsário, minha comida tem gosto de Corsário. Sonho com ele, acordo com ele, dirijo com ele, trabalho com ele.Corsário, minha pele, minha boca. E nada. Eu não sou nada prá ele. Senti tudo isto no primeiro momento, sinto até hoje. Não consigo olhar meus filhos, meus pais, minha imagem no espelho, não consigo mentir. A doença tomou conta de mim. Corsário loucura, infâme, criança abandonada pela vida. Corsário. Viva, amor, não vá embora. Por que me abandonastes?
Estamos morrendo juntos, e você não entende. Quer me poupar, me poupar de quê? Eu não entendo. Eu sei minha vida vai continuar. Um dia a gente vai se encontrar. Sei de tudo isto. Mas queria você agora, neste lugar. 
AIDS, HIV, comprimidos, drogas, magreza, olheiras, perdas de cabelo, monstruosidade. Mas você é o Corsário. Queria assim mesmo te ter nos meus braços. Do que você está me poupando? Da Lua, da Rua, do Cigarro, da Bebida? Não, nada disso. 
Advento, está cuidando de mim, daquele jeito, mas está. Eu sei que o Advento vai estar assim também daqui há pouco. Mas ele me faz sorrir. Daquele jeito dele, cheio de malícia. Eu Adoro o Advento. Amo você. 
CORSÁRIO, NÃO ME DEIXE SÓ. Eu sei, isto vai acontecer. Está acontecendo. Corsário, tristeza insana.

CONSOLO


O MOMENTO QUE TEM QUE SER.


O MOMENTO QUE TEM QUE SER.


Entramos na casa espírita. Oramos de mãos dadas.Momento bom. bom Momento. Meu coração saltava ,minhas veias giravam em volta do meu pescoço, numa velocidade imensa, ele sabia disso. Não conseguia me concentrar. Sentia novamente aquelas mãos quentes, suadas. Morria, desfalecia como sempre. Terminou. Eu sorri, ele sorriu. Ele mexeu os lábios, ele não sabe sorrir.Saímos acendemos outro cigarro. Perguntei se ele queria ir para o carro. Não. Vamos caminhar. Na praça, um casal se beijando calorosamente.Ele me olhou e disse: Felizes. Estão felizes. Beijo.Fiz de conta que não escutei. Tinha que me conter.  Caminhamos muito. Falamos de muitas coisas. Ele falou do que fazia nos anos que não nos víamos.Sempre internado e voltando. 
Ele estava limpo. Apesar da grande quantidade de remédios que toma para superar a dependência química. Mas ali...ele estava limpo. Voltamos pro carro, senti sede. Paramos num posto de conveniência, tomamos água, muita água. Noite boa, amena. o posto fechou. Nós ficamos. Caonversamos, rimos, chorarmos. Senti medo, alegria, dor, saudade, calafrios. "TE ADORO", pensei. Deitei no colo dele. Por que? Porque ele me disse que não estava casado e aquela mulher tinha vindo de livre e espontânea vontade. Ele não tinha convidado e nada haver. Deitei no colo dele. Botei minha cabeça no colo dele. Ele me abraçou no meu peito. Meus mamilos saltaram e ele sentiu. Quando vi que ele sentiu...Abracei-o...Estou escutando ADELLE....
Quando eu o abracei, ele me beijou. Beijou? Não me engoliu. Me sufocou, "Vou morrer", morte boa. Boa morte. Nos beijamos durante muito tempo...ele fez a volta em meu corpo com seus braços enormes, um  dos braços, agarrou minha perna, puxou para junto dele, quase na cabeça. Ele tinha poder...nos entrelaçamos, como duas cobras no cio. O Beijo interminável. Os vidros do carro suado. E ele ali, me agarrando, suas mãos percorriam meu corpo de uma forma descomunal. Não tinha como reagir. Entrava na minha blusa, pegava meus mamilos e o beijo continuava. Viramos de posição, eu batia com as mãos na porta do carro. Beijava o pescoço dele, procurava os seus caxos pretos enormes.Minha calcinha, exalava um cheiro que não era mais só meu, era dele também e de tudo que vivíamos ali.As luzes se apagaram. Ficamos. Mas decidimos num impulso sair dali.Fomos parar em um loteamento de casas ainda inacabadas. A chuva começou a cair. O vidro do carro tava tão lindo. 
Tão rápido tiramos nossas roupas. 
O Beijo dele, transmitia prá mim, tudo que não tínhamos vivido há anos.
Não terminava, nos procurávamos incansavelmente. Sorria, chorarva, gritava. Certeiro. Tudo Certeiro.
Passsei a mão nos cabelos dele, tirei da testa. E no gesto louco,puxei prá trás prá sentir e ver o rosto dele. Como o momento que tinha que ser  o primeiro e último.
Ele parou. Das poucas palavras que saem da boca dele, ele me perguntou porque tinha feito aquilo.Não dei resposta. 
Infelizmente, chamei-o por outro nome num impulso de agarrar de pescoço e quando lambi todo o rosto dele. Ele sorriu, não disse nada.
Três camisinhas, roupas atiradas em todo o carro. Marcas de mãos no vidro. Corpos suados, quentes, resbalando um no outro, nos bancos do carro. Eu desfalecida e feliz. Ele? Até hoje não sei.
"PORQUE ACABOU DERREPENTE,POR QUE FOI DIFERENTE.O DESTINO NOS ENGANOU. MAS TENHO UM ENCONTRO MARCADO PRA FICAR DO TEU LADO.BASTA DORMIR EM PAZ" Banda Fatale.



CORSÁRIO



O CORSÁRIO


O Corsário tem medo da sua própria sombra.
O Corsário tem pernas finas.
O Corsário não acredita em ninguém, nem nele mesmo.
O Corsário é triste e cabisbaixo.
O Corsário não sorri, não respira fundo, não se emociona com nada.
O Corsário carrega consigo, algo inevitável, a morte. 
Talvez ele já nasceu com a  morte e só o corpo físico cresceu. 
Eu amo o Corsário. Me apaixonei por ele.
Tento de todas as maneiras, quebrar pratos, jogar na parede, falar algo para ele, tentar  falar o que eu penso dele. Mas não, caminho em cristais e estes tenho medo de quebrar.
Quero continuar vendo ele, só vendo, porque falar ele não fala, só eu que falo e falo muito!
Conto do que eu fiz, do que eu não fiz, do que vou fazer e conto algumas mentiras, prá ver se ele respira. E nada.
Meu boneco Corsário.Lindo.
É um sonho. É um pesadelo, não sei, mas é lindo.
Ele tem uma versão para nossa pequena história . Eu tenho outra.
As poucas palavras que ele me falou até agora, foi da nossa história.
Eu choro,quando escuto Adelle - Rolling in the Deep. Porque gostaria de quebrar os pratos e não tenho coragem.Caminho entre cristais.Caminho pisando nos cristais.
A VERSÃO DELE:
Numa festa de formatura, eu cheguei com um vestido longo (Que nem me lembro mais qual é), ele me olhou pela primeira vez e diz que me desejou. 
A noite inteira, andei de um lado para o outro, sorrindo, abraçando, beijando as pessoas que eu conhecia, menos ele.Dancei, ri, bebi, estava feliz como sempre, mas não dancei e nem bebi com ele. A noite acabou, o dia estava começando, me despedi de todos, menos dele. Não!. Parece que dei a mão prá ele ao saber que ele era parente da formanda.Voltei prá casa, feliz, como sempre. Ele? Voltou prá clínica de recuperação de onde ele pediu autorização prá ir na festa. Das poucas palavras que saem da boca dele, ele me conta que ficou com minha imagem no pensamento, no dia posterior e no posterior também. Mas tudo foi passando e um ano depois, lá estávamos nós novamente, reencontro, (Daí eu me lembro). Ele fala, que quando eu abri a porta do carro e saí, novamente com um vestido longo, desta vez praiano, bem reggae, estávamos na praia, ele fechou os olhos e pensou:" Nunca, nunca vou tê-la."E os dias se passaram, como sempre, eu sorrindo muito, dançando muito, levava meu cãozinho prá passear, nós, os da casa da praia, saíamos á noite, menos ele. Sempre isolado, longe de tudo e de todos. Até que eu cheguei e sorri prá ele, no dia que estava indo embora e disse: "Eu gosto de Vc".Das poucas palavras que saem da boca dele, ele me conta que o coração dele palpitou. E assim ele ficou no dia posterior e mais no posterior seguinte.Até que o próximo verão chegou e o próximo e o próximo e nossa amizade ía crescendo. Festa a beira-mar, fogos de artifícios, shows, banho de mar á noite, tudo de mãos dadas,abraços, fotos. A nossa amizade cresceu.Ele lembra com os olhos cheios de vibrações, que nós íamos na sorveteria, no bar em noites de chuvas sem guarda-chuvas e sempre de mãos dadas, éramos felizes naqueles instantes. Até que...veio uma nova internação.
 A MINHA VERSÃO:
Até que veio uma nova internação.Estou chorando....
Parei de escrever durante 10 minutos.
Numa festa, na cidade local, eu cheguei como sempre sorridente, passos firmes, tinha me preparado o dia inteiro, cabelo bonito, pele bonita, unhas, não, as unhas eu roo.Mas enfim, tinha ído prá arrasar um carinha que eu tava a fim.Sabia que ele ía estar lá com outra e eu queria deixar ele perturbado. Se eu deixei? Não sei 
até hoje. Mas acredito que sim. 
Eu estava perfeitamente bem, daquele jeito que eu gosto. 
Ao caminhar no meio do povo, muito povo, esbarrei nele, no Corsário. Ele estava quase perfeito, se não fosse a toca que tinha na cabeça, provavelmente para esconder os caxos da longa cabeleira preta. Ele me abraçou, me deu um beijo carinhoso, as gurias me puxavam pelo braço e eu erguendo a pontas dos pés para poder falar no ouvido dele que logo a gente ía se encontrar.Dei um beijo na orelha dele e fui. O Beijo na orelha? Efeito da pegada, a pegada que ele me deu. Eu não me controlei. Senti calafrios, aperto no peito, senti suas mãos esquentando minha cintura, o rosto dele, colando no meu, naquele singelo abraço e eu fiz aquilo, beijei a orelha dele.
Continuei minha caminhada pelo pavilhão enorme e vi o carinha que eu tava a fim. Realmente ele estava com ela. Não me contive. Quando vi Corsário se aproximar de mim, puxei-o pelo braço. Pensei. Vou fazer uma fita.Que fita, que nada. Aquela pegada novamente...Tudo quente, o rosto dele quente, as mãos quentes e ele das poucas palavras que saíran da sua boca, momentos inesquecíveis que nós passávamos na praia, ele lembrou das noites da chuva, falou da sorveteria, dos shows de ano novo. Meu corpo, estava se dilacerando, perdia o controle de tudo, eu tremi. Fiquei mole, coração disparava...e ele me agarrando, é ele me agarrou e me falando tudo aquilo, com uma voz lenta e chorosa. Eu voltei ao normal. Pensei. Não vou segurar a barra. Afastei-o do meu corpo, que já estava suado, minha calcinha molhada, mãos cheia de suor, resbalando no rosto dele. E disse: Vai passear Corsário, vai brincar, procurar gatinha. Ele não quis me olhar e foi o que ele fez. 
A noite ía passando, eu já não era mais a mesma. As gurias andando de um lado pro outro. Fiquei muda, calada, pensativa, ele não saía do meu pensamento. Quando vi. Ele estava ali, logo ali, atrás de mim. Notei o seu rosto, o seu olhar fixo em mim. Também notei que o nariz dele estava sujo, tinha cheirado. Mas ele estava ali e sorriu prá mim. Eu dançava e ele se aproximava, eu estava de costas prá ele. Ele se aproximou tanto que pude sentir seu corpo quente. Eu fazia de conta que nada acontecia.Sorria. E as gurias me olhavam de jeito estranho. Adorava a  idéia. Senti o pênis dele se elevando, era muito bom. Ele me agarrou,novamente aquelas nãos na minha cintura, por trás de mim, me convidou prá dançar. Eu disse não. Derrepente...não senti mais sua presença, ficou gelado o espaço que ele deixou. Fiquei insegura. Prá mim, tava bom assim. Me acabei. Andei a festa toda procurando por ele e nada.
Amanheceu. Terminei sentada numa cadeira,praticamente alcoolizada, ou alcoolizada estava mesmo, não sei porque eu não queria dançar com ninguém, só pensava nele.

Caminhando com Lobos.


Sempre, ao longo da minha vida, procurei caminhar com lobos. Talvez prá me esconder da realidade. 
Minha Realidade é pura e simplesmente bela e feliz. Tenho uma família maravilhosa, pais adoráveis, que não me largam de jeito nenhum, filhos adoráveis, que seguram minha barra, tenho um trabalho razoavelmente bom, as vezes estou meia preguiçosa...Bons vizinhos, bons amigos, virtuais, normais, trabalho, lazer. Então? Por que não caminhar com lobos? Ora, sair da rotina. Viver emoções, buscar emoções. Ligar o carro, colocar a melhor roupa, pintar as unhas ruídas, comprar uma carteira de cigarro cara, fazer uma maquiagem, nunca a mesma claro, escovar os cabelos e ir.... caminhar com lobos. Adoro eles, me proporcionam maravilhas. Qualquer dia desses, coloco todos prá fora e vou viver a rotina que tenho que viver. Acho. Minha psicologa acha tudo tão normal...ri de mim. Eu não acho normal ter outra vida, sub vida. As pessoas pensam que me conhecem. Bom agora, resolvi tornar público. Diário na internet. Que saudade dos meus rabiscos no meu diário de adolescente. Já voei de Asa Delta, Já fiz Capoeira, Já cantei em festivais, agora, tenho uma profissão razoável e estudo muito, prá que minha profissão seja mais razoável ainda. Penso que caminhar com lobos, me proporciona um futuro muito bom. Eu sentada, numa cadeira numa varanda qualquer com meus netos e contar histórias, se bem que acho que eles vão achar tudo no blog.É nem vou contar. imagina...!
Meus lobos aparecem de dia, de noite, de tarde. Me doou prá eles e eles prá mim. Suo de paixão e eles vão embora.É tão bom. E derrepente, lá estou eu, no meu trabalho, convivendo com pessoas que nem sabem ou imaginam o que são lobos. 
Outro dia, agarrei um lobinho, jovem, muito jovem, no enterro do pai dele. O lobinho estava muito carente. Precisava de carinho. Foi o que eu dei. Servi um cafezinho, quando saímos do velório, abri minhas pernas, sentei no colo dele  e o beijei. Era um misto de compaixão, dor, solidão e tesão.Ele largou a xícara no chão, tirou minha roupa, eu tirei a dele e transamos. Muito bom. Ele chorava muito, eu sorria muito de gozo. Ele agarrava meus cabelos e chorava. Gozamos os dois juntos. Pouco tempo, foi rápido.Mas ele precisava, eu também.Sem nenhuma palavra, nos vestimos e voltamos para o velório de mãos dadas. As pessoas que estavam presentes, não reparavam, pois o falecido era meu tio e ele o Lobinho, meu primo. Enquanto enterrávamos meu tio, lembrei que não tinha usado camisinha, daí comecei a chorar desesperadamente, o Lobinho, veio até mim, me abraçou e tentou me consolar. Fomos cada um prá sua casa, a dor da despedida era grande. E hoje, nem meu amigo no orkut ele é.Ainda bem, que eu estava nos meus dias não férteis, não uso comprimido, menstruo normalmente como tem que ser, ciclo certíssimo ho lua, esta funciona mesmo.A camisinha também, quando ela é usada. 
Lembro de um Lobo, que a gente ficou no banheiro publico sabe aqueles? A gente dançava muito, eu virei de costas prá ele, e daí senti o pênis dele se elevando rapidamente, parecia um elevador. Virei de frente, botei a mão nele, puxei ele pro banheiro, ele sentou, sentei em cima dele e fomos muito felizes. Não sei quem é, nunca mais o vi. 
Há pouco tempo atrás,estava revoltada, Corsário não quis ir na festa comigo, disse que não tinha dinheiro. Comprei uma langerie espetacular, pensando nele, tinha que usar aquela langerie. Fui prá festa. Dirigindo sozinha na escuridão da estrada, avistei dois lobos á pé...
'Indo prá festa?" Perguntei prá eles. Sim, estavam indo. Dei carona. Fomos prá festa, nunca tinha visto eles. 
Dançamos muito, rimos muito, tomamos muito chopp e as gurias me procurando. Claro que não me acharam.
Eu tava muito ocupada, brincando, rindo. Quando eu disse que ía embora, um deles disse: "Eu vou com vc."
Senti aquilo de novo, a pomba gira tomou conta. 
Fizemos tanta coisa no meu carro, que tivemos que abrir os bancos de trás também. Fazia tudo, só pensando no Corsário, no que ele estava fazendo. 
Só não deixei ele gozar na minha boca, isso é só Corsário. Só ele tem direito, as lobas, também tem suas vontades e desejos e o escolhido. 
Nunca mais vi o Lobo da carona. Apesar de que mora na mesma cidade, acho até que já nos vimos, mas tenho a impressão de que não o conheço, tava tudo muito escuro. Ainda bem. 
Tem um aíque me manda uma s mensagens todo os dias. É de manha, tipo bom dia Amor, é de noite, tipo boa noite amor, durma com os anjos. Putz...vou ter que dar o que ele quer. Lobão maravilhoso. Vale a pena. Cheio de tatuagem, corpo sarado, fértil, ele tem cheiro de fertilidade, de terra, é um animal. Lobão mesmo, língua grossa, pelos macios, isto vou marcar.
 Corsário. Corsário não é sexo, Corsário é paixão.

NEM SEI, É SEMPRE ASSIM.



Nem sei, é sempre assim.To tentando de alguma maneira salvas 3 almas. A minha, do Corário e do Advento. Nada até agora, sei lá se vou conseguir, mas to tentando. Tá difícil hoje, conversar com o Advento, ele não acredita no que falo e o pior é que não tenho como provar. Não tenho câmera, não tenho celular, como tirar fotos de algo que já aconteceu?Bom vou ter que escaniar.algumas fotos do passado. Meus filhos é que tem tudo isso que não tenho.O que eu tenho, é vontade. Isso tenho de sobra. Agora determinação prá realizar estas vontades, aí me falta. Como roo as unhas, Meu Deus. Como sou insegura.Ele me fala de lutas livres, eu falo em capoeira. Capoeira irmão, paz.Ele me fala em baseado, eu falo em ceva. Entende? Ainda bem que ele está distante, não ultrapassa a tela do computador. Teve uma época que eu pensava que ele vinha correndo me abraçar, me estrupar, tamanho era o nosso tesão. Agora, só estamos filosofando e muito e muitas brigas on line.Penso no Advento, como uma criatura que não deve e nem pode sair da tela. O pior é que o final do ano tá se aproximando e ele vai chegar. Não sei como vai ser. Quero acreditar que será tudo normal, a gente vai se olhar, vai rir, se abraçar e rir novamente  pelo menos acredito que é assim que vai ter que ser.O Advento, não gosta de saber muito das minhas coisas. Quando eu começo a falar sério com ele, ele começa a me mandar vídeos, bons vídeos, que sintetizam nossa conversa. Conheci um mundo diferente através dos vídeos que ele me manda. Conheci o lado obscuro da sociedade, o povo do morro das favelas, conheci a música do Eminem, sua vida e sua história mirabolante, conheci Rihanna, com sua imagem maravilhosa, daí foi quando resolvi mudar cabelo, fazer caminhadas, cuidar da minha pele e comecei a me achar. Realmente, o Advento me seduz. Quando ele me manda vídeos em Sexta ou Sábado, é sempre baladas, adoro. Me sinto corajosa, pinto as unhas, boto a melhor roupa, ele me manda a Pomba-gira, e saio.Até chego a pensar que ele vai estar lá e me grudar na parede e a gente transar ali mesmo, ele levanta minha saia e daí acontece. Mas a real é outra, não tem ninguém igual a ele, sedutor. Eu venho prá casa, fumo meus cigarros e termino a noite comigo mesma. Minto, tem.O Corsário. O Corsário é um sedutor.Mas ele não está lá na balada. Ele está preso. Corsário. Vou falar do Corsário.Advento me transmite alegria. Tá sempre loko, fuma maconha e  toma muito vinho .. E eu chamo ele de lindo, ele diz que não. Está feio e liga a Camb,prá mostrar como está, fumando maconha e tomando vinho eu continuo a dizer que ele é lindo. Talvez ele não entenda muito bem. Mas prá mim, ele é lindo. Hoje ele tá me mandando uns vídeos bem animados, ele só tá angustiado que tá sem nada, sem fumo, sem alcool até sem cigarro. Mas ainda bem que ele tem a telinha, daí ele fica feliz.E assim ele vai passando o domingo.Ao contrário do Corsário, ele não tem como se distrair, não sei porque não compram um computador, um not prá ele, aposto que nós íamos ficar felizes.Acho que a mãe dele, pensa que ele vai ficar influenciado. Mas quando ele quer ficar influenciado, ele foge da prisão.E daí é pior. Gostaria de dizer estas coisas pro Advento, mas ele não quer saber. Por isso eu fiz o blog. O Advento não quer saber, porque tem muita coisa em comum com ele, quando eu começo com estes papos, ele fica sério e me manda vídeos, ele não gosta. Adoro o Advento. Ele me distrai, me faz ficar feliz, acho que ele não sabe disso. A gente brinca muito. Ao contrário do Corsário, ele é triste e cabisbaixo, seus olhos estão sempre distantes, ele sofre.Ma sobre o Corsário, vou falar depois.Hoje, eu e o Advento, entramos numas, que ele vai conseguir, carros, mulheres, maconha, cocaína, crack, e uma ilha. Disse prá ele, que eu estaria lá, administrando toda essa vida prá ele, cuidar das roupas, das jóias, das mulheres, das festas intermináveis, buscar gente, levar gente, uns a gente afogaria no mar, etc. E quando ele estivesse cansado, eu botaria a cabeça dele prá dormir, disse prá ele que isso era carinho, e ele disse que eu estava carente, não. Estamos nós dois carentes. Ele me mandou um vídeo. Até agora Advento está silencioso e eu com vontade de ver e estar com Corsário...vou ligar. Mas penso que não devo, amanhã, vou na casa dele e eu vou tentar falar com ele.Isso. Tentar. 
11:39:00
de corsaria