segunda-feira, 10 de novembro de 2014
PROSTITUTA
Tentamos por diversas vezes não querer estar mais juntos. Mas a saudade e o vício de ter CORSÁRIO comigo e eu com ele, é maior que nossas vontades. Então, CORSÁRIO decidiu ligar. Não atendi na primeira chamada, nem na segunda e tão pouco no terceira. Estava me arrumando para um jantar com minhas colegas de trabalho em um restaurante da cidade. Então fui. Ambiente bom, muita comida, muita bebida, inclusive, nesta noite me diverti muito, pois decidi fazer uma homenagem e cantar uma música fazendo em forma de paródia para minhas colegas. Mas quando abri o celular, lá estavam 6 chamadas não atendidas. Fui para fora, já meia embriagada, acho... e resolvi retornar. Já com o pensamento que eu não iria dizer não se eu escutasse a voz dele, resolvi como quem não quisesse nada falar, e perguntar o que ele queria. CORSÁRIO me disse com todas as letras e sem receio: "Quero te ver hoje, agora". Disse para ele que não, pois estava em um compromisso. Ele desligou o telefone. Voltei para dentro e continuei a brincar, conversar, beber. Mas então pensei: "Por que não? Chega de bobagens, vou e vou mesmo, e preparar uma surpresa." Fui até o banheiro, tirei minha calcinha sem receio, pois estava com uma saia longa e não era transparente. Coloquei-a dentro da bolsa, grande por sinal e disse tchau para as meninas. Liguei prá ele. Ele disse,que era prá eu ficar ali na frente, que ele ía me pegar, pois eu havia comentado que estava de carona. As gurias, até que me perguntaram:" Como você vai? "Disse que eu ía de táxi, no entanto, resolvi ir caminhando e na rua, sozinha, no escuro. Alguns automóveis passavam por mim e buzinavam, afinal uma mulher sozinha na rua, com uma bolsa e saia longa parecia uma doida e não exatamente uma prostituta...kkkkkkk. Ele me ligava e eu respondia- pode vir, pode vir bem a frente.Ele me alcançou. Quando CORSÁRIO parou o carro do outro lado, eu atravessei em direção ao carro dele, e ergui a saia no rosto dele no vidro do carro. Os olhos dele brilharam e me chamou de louca. Coloquei minha cabeça prá dentro do carro e o beijei e a bunda de fora. Outros carros passavam , mas acredito que ninguém sabia quem eu era. Entrei no carro e ali mesmo fizemos sexo, sem tirar a saia, apenas ele me penetrava e eu correspondia. Foi tudo muito rápido, os automóveis passavam, buzinavam, acendiam nossos corpos com os faróis. Tudo muito lindo e gostoso. Fomos para casa dele, amanhecemos nos deliciando entre frutas, sexo, água e gemidos, ele não parava, estava com saudade. Na luz do sol ele me levou para casa, pedi que não acelerasse o carro para não acordar a vizinhança, eu ainda sem calcinha, CORSÁRIO se despediu de mim me dando um beijo e colocando o rosto na minha vagina me lambeu. Fiquei toda molhada novamente apesar de ardida, me molhei, me lubrifiquei. Queria ficar o dia inteiro com ele.
domingo, 2 de novembro de 2014
LEMBRAR
Um dia Silencioso, tem sabor de vida calma. Apesar de muitos lugares prá eu ir, só eu ir e ninguém, quase ninguém me visitar, optei por ter um dia silencioso. Mas este dia silencioso, me dá a impressão que realmente estou sozinha, que as pessoas estão fazendo algo e eu em casa, pensando, pensando. Claro pensando em minha amada mãe, pensando em CORSÁRIO. Agora, começaram a chegar os que são da casa, os que são de fato da casa. Meus filhos.CORSÁRIO, não é da casa, nem nunca será desta casa não. Penso que um dia, quem sabe um dia, iremos morar juntos. Sonho.Talvez em uma casa na praia.CORSÁRIO não ligou.Mas em compensação passei o dia pensando nele. Das coisas que vivemos, como por exemplo: O dia da calça branca.
No dia da calça branca, foi um dia especial que eu me considerei a rainha do mar. Estava eu, ansiosa para a festa de ano novo (2012) maravilha! Vida loka....Show do Armandinho na praia, virada do ano na praia do Farol em Torres - RS.Com CORSÁRIO. Coloquei uma coisa na cabeça, ir de roupa branca. A batinha muito linda com bordados e tecido de fru-fru branca eu já tinha, a sandália dourada também, porém faltou uma calça branca. Procurei em muitas lojas a semana inteira e nada. Bom, pensei, vou ir, chegou o dia comparei por lá mesmo. Eu na estrada, com o som bem alto, fumando meu cigarro, sozinha, curtindo, com telefone ligado, de repente uma ligação, já tinha feito muito caminho, atravessado duas cidades então minha amiga me ligou e disse que achou uma calça linda, branca, claro. Procurei o próximo retorno, busquei a calça, 5 cidades depois inclusive, passando pela minha. Cheguei no shopping, fui direto na loja que ela me falou, nem experimentei, algum ajuste, com certeza MADAME BURTERFLY iria fazer. Voltei para meu caminho, com a calça branca na sacola. Cheguei na praia, na casa dele, meia noite do dia 30 de Dezembro. Muito congestionamento e ele me disse que já estava cantando "Analua", kkkkkk eu ria e fiquei quieta por fora. entrei, e claro ele me botou na casa dele e como sempre, ele ficou no kit-net dele. Assim passamos a noite, eu descansando e ele também, ansiosos pelo dia 31 de dezembro eu, eu muito mais. Ver Armandinho na praia, algo surreal. Finalmente, o dia,
a noite tão esperada. O dia foi normal, praia, surf, sorrisos e a certeza de que MADAME BURTERFLY não sabia de nada. Mas a noite, inesquecível. fomos eu, CORSÁRIO, a irmã e o cunhado. Praia, cheia, farol aceso, gente feliz, champagne, Armandinho, cantando nossas vidas. Ele me agarrou, me beijou e eu linda, feliz com minha calça branca. Achamos um casal companhia, fomos jogar bilhar. CORSÁRIO, me olhava de uma maneira que me deixava em dúvida, gostava ou não gostava, sei lá...O que queria dizer aquele olhar? Fomos para casa, ele tirou minha roupa de uma maneira carinhosa e servil e outra noite que se vai. De manhã, acordei com os gritos de MADAME BURTEFLY "Guria, olha aqui..."Fui olhar, minha calça branca no tanque toda picoteada, em pedaços, pedaços.Até hoje, não falamos no assunto. Apenas CORSÁRIO acordou me olhou virou o rosto e ficou sério. Eu, também não disse nada, nada apenas com a certeza de que meu CORSÁRIO, por um motivo ou outro tomou esta decisão.
sábado, 1 de novembro de 2014
50 PILAS
Resolvemos então ir dançar. Era a coisa que CORSÁRIO mais queria naquela noite. Contando todo o dinheiro que nós dois tínhamos...50 pilas. Bom resolvemos ir. Bancos fechados, caixas fechados e o dinheiro que tínhamos gastamos de tarde na festa. Mas ríamos da situação, sem saber o quanto iríamos rir mais depois. O mais estranho é que chegamos na frente do Bar, e ele olhou prá mim e disse que não tinha documento. Que raiva....pensei que aquilo não era prá mim. Depois de fazermos 20 km no meio da noite distante da nossa casa, pensei que aquilo não era prá mim. Cheguei a imaginar que ele estava me testando prá ver até onde ía minha paciência com ele. Mas meu amor, minha bobeira, minha cegueira é maior do que tudo. CORSARIO dizia que então podíamos ir em outro lugar mais próximo e deixar a dança para outro dia. Eu não quis e novamente pegamos a estrada, chegamos na casa dele e retornamos. Bem no total: 50 km numa noite, para dançar. Chegamos no local finalmente. Eu vestida com uma camisa e salto alto, bem alto, ele, mais alto que eu com um blusão preto de malha, com capuz e aquele quase sem cabelo, mostrando o pouco rosto que ele tem. "Acho que CORSÁRIO é parecido com Eminem." Bom só para chegar, gastamos 35 reais de entrada, então fizemos as contas, quase não vai dar para nada. Beber nada. E foi o que fizemos, uma cerveja...20 reais, uma água 10 reais e tínhamos que voltar e pagar pedágio. Resultado: Ele então sorriu e me disse: "Água somente da torneira". E foi o que fizemos á princípio. De repente, não mais que de repente, vimos uma turma com uma mesa cheia de cerveja e gelo "abandonada" os donos estavam dançando, curtindo a festa e nós ali morrendo de sede. Então ele olhou prá mim, e disse que fosse o que acontecesse, eu deveria ficar calada e fingir que não o conhecia. Deu certo. Fui na frente saí do lugar da visão. Finalmente, ele chega sorridente e com o balde com as cervejas na mão. Tomamos saborosamente, numa alegria....Quanto prazer!. kkkkkkkkkk. Voltamos para casa, paramos um buteko e compramos de cerveja, do dinheiro que sobrou. E novamente, rizadas. Noite boa, vida boa. Sexo bom, novamente no carro, como apreciamos e gostamos. As mãos de CORSARIO, continuam grandes e macias. Eu sem calcinha ele, com a língua no meu rosto, seu pênis penetra fundo dor de amor. Sangrei, sangrei, adoro, sentei em cima da minha camisa, em cima dele e abri a janela. Ao fundo, a cidade ficou escura, faltou luz e cada vez mais crescia nosso tesão. Sorríamos, gritávamos e como sempre como se fosse a primeira vez. Não queremos nada, apenas nossa vida loka para nos completar.
terça-feira, 14 de outubro de 2014
EU CORRO PERIGO
Então resolvi aceitar o convite da irmã de CORSÁRIO, ir a festinha de aniversário da filha dela, ou seja, da sobrinha de CORSÁRIO. Sim, ele tem família. Uma família nobre, de causas nobres, de pés nobres. Tão nobre é meu CORSÁRIO, com suas palavras e dedicatórias, com seu sorriso meio sorriso, com suas mãos suaves e obscenas. Sim, CORSÁRIO é nobre. Me senti um pouco privada de ir, pois sabia, imaginava que ele estaria lá. Senti calafrios, quando já decidida a não ir, apesar de ter confirmado presença, ainda com cabelos meio brancos, aparecendo frontalmente, unhas sem pintar, uma amiga, ou não, sei lá...isto é outra história, me ligou. "Vamos ao aniversário?", pensei, pensei, nem presente tinha comprado, pois bem, como não tenho visto muita gente, só o essencial, decidi ir. Ela veio me buscar nomeio-a de nome ABÓBORA. Sempre se fazendo de minha amiga e companheira, pois temos muitas coisas em comum, inclusive a idade e atração por CORSÁRIO, mas isto é outra história. Parece loucura, mas nem chegamos ao local, e avisto quem? CORSÁRIO, no carro com sua irmã, ainda no trânsito, levando a aniversariante, ainda comentei: "Seremos as primeiras convidadas a chegar. ABÓBORA, ficou estarrecida, mais, muito mais do que eu, disse com todas as letras: "Mas olha não é CORSÁRIO ali na frente?" Sim, eu disse, ele também está.Chegamos ao local da festa, um salão bonito e colorido, olho para cima e lá está ele, no segundo piso, fumando um cigarro na sacada. Logo meu pensamento:"Corro perigo" mas ao mesmo tempo, 'não, não corro perigo, pois estou de carona, nada, nada de mal, igual ou diferente vai me acontecer'. Enfim, fomos recepcionadas pela aniversariante e pela irmã de CORSÁRIO, tiramos fotos, todos os sorrisos e de repente, ele veio, abraçou primeiramente ABÓBORA, normal, abraço normal. Então minha vez. Me abraçou tão forte que engasguei nas minhas salivas, disse-lhe que o abraço era apertado e amei. Ele sorriu e eu pensei: "Corro perigo". A tarde transcorria entre doces, jogos, risos, cerveja e cigarro. Cigarro na rua. Eu fui fumar. E cheguei na rua, lá estava ele, no mesmo lugar de anteriormente. Fiquei ao seu lado em silêncio. Fiquei calada, por um instante sem olhar para ele. Mas ele não, tomou atitude. "Vamos dançar hoje?" Inventei mil desculpas, tô sem dinheiro, to de carona. Mas a insistência dele, falava mais alto e meus olhos, reviravam para cima, lembrando-me do perigo que corria. Então , então, aceitei. E num piscar de olhos, convidei ABÓBORA, para sairmos porque eu tinha um compromisso. Bom. Não falei qual era o compromisso, porque acredito que todos, menos uns que não sabem, imaginam da minha relação com CORSÁRIO, e na realidade, para todos, menos uns, eu falo que não tenho mais nada haver. Somente para mim, não falo isso. Ele queria dançar, dançar, dançar. E Eu, correndo perigo
domingo, 28 de setembro de 2014
DE CAMISA E SAPATO EM MINHA PELE.
Ops, tô escutando um piano ali no meu vizinho, o som magnífico de um piano. Tá aí, boa dica. é isso, é isso. "Beethoven - Chiaro Sonata el la luna" Então...estou me acostumando a dirigir o carro e procurá-lo. Procurar meu CORSÁRIO, onde andará? Em que noites se esconde? Em que chuvas se molha? Em que bancos senta? Gostaria de ver. Ás vezes tenho a impressão que o vejo, outras no entanto não. Tenho a miséria de espírito guardada comigo, quando penso nele. Muitos dias, sem vê-lo, sem tê-lo, para mim, é como se o tempo passasse tão rápido que um dia se ignora num ano. Fico com lembranças. Falo dele, para CIGANA, pego o telefone ligo para mim mesma e na doce esperança de encontrá-lo novamente. Ás vezes penso que ele morreu como minha mãezinha. Mas não, não estou sabendo de nada, notícias chegam tão rápido. Nosso último encontro foi um nada, quase nada. "Four seasons - Vivaldi" Eu nas minhas insônias, no meu lamentar de dores, pensando que a vida, virou um quase nada, pensei que a metade dela tinha ído com mãezinha. Penso hoje, que sim, muita coisa foi com ela, pois fiquei com a pior parte, administrar, o que já fazia, administrar o que era dela por direito e ela conquistou, então preservar. Parei de trabalhar, parei de estudar, dedico-me ao meu pai, que ansião, que é, triste e desolado, cabe a mim, filha única manter todo o castelo forte que construíram. E nessa macega toda, reencontrei CORSÁRIO. Vivemos um momento bom, porque eu estava boa. Queria me exibir para ele, no entanto, sem vontade de fazer amor. Ele ficou possesso, queria me ter, sim. Estava somente com uma camisa e um sapato em minha pele e assim, saímos para tomar um chopp. Deixei ele na esquina, com o combinado que iríamos sair depois. Não tive pasciência de esperar. E não saímos, vim prá casa dormir, descansar, me masturbar. Louca que fui, louco que ele estava, botou a mão entre as minhas pernas e acariciou minha vagina, enfiou seus dedos compridos enquanto me beijava, língua boa, gostosa. Mas eu não quis, não quis, vim prá casa me masturbar. E hoje, um mês depois, não o vejo, não o sinto, ele não ligou, eu não liguei. Saí com LOBO ontem, foi legal. Ele queria que eu ficasse até de manhã, eu queria ir embora. juntei minhas roupas no chão e fui e fui, ele nem sequer olhou. Apenas lamentou. Me grudou, me beijou, me fez mulher durante muito tempo, no entanto quem eu via no espelho? CORSARIO. CORSÁRIO.
domingo, 27 de julho de 2014
VONTADE DE SILÊNCIO
E como se não bastasse, tudo, tudo se tornou em quase nada....Vida desprotegida. Mãe, viajou. Mãezinha viajou para além do que eu possa entender. Não faço quase nada para entender. Apenas o silêncio da minha mente. As lágrimas que com fel me feriam a boca, os olhos que doíam de tão molhados e salgados, a dor na garganta do grito que não saía, o medo de perder a vida, o rosto da minha mãe me olhando como se quem dizia: "Eu sei de tudo da sua vida" E sabia. Levou consigo todos os meus segredos. Mãezinha querida, dona do mistério do céu, do infinito. A primeira da família a conhecer o paraíso que Deus fez com tanta magnitude, nos aguardando depois dessa longa caminhada de proveitos, aprendizagem espiritual, depois de tantas dores, amores, sofrimento, enfim, o infinito. Mãezinha do meus olhos. Falta-me agora a visão de ver as coisas com mais ternura. O Vazio que ELA me deixou, será para sempre aqui na Terra. Mãezinha, amor eterno, vida que te te feliz agora. Quem sou eu agora, mãezinha? Um pequeno vagalume no Universo e tu mãezinha? Uma luz imensa no cosmo, onde ao encontrar os teus, com abraços, carinho e amor, com certeza, vai rir de mim. Dos meus desapegos, das minhas lágrimas, das minhas dores.UM DIA, UM DIA, VAMOS NOS ABRAÇAR.Queria hoje ser um pássaro de fogo, ir ao cosmos, te abraçar, voltar para cuidar destes que deixaste comigo, para preencher os meus dias.
domingo, 6 de julho de 2014
O TEMPO DO FRIO
"Agimos certo sem querer, foi só o tempo que errou, vai ser difícil sem você porque você não está comigo o tempo todo...Já que você não está aqui, o que posso fazer é cuidar de mim...Lembra que o plano era ficarmos bem. Bem, olha só o que achei...Cavalos Marinhos"
Novamente, internação. Meu CORSÁRIO desta vez foi fundo. Está no hospital Psquiátrico São Pedro. Não me contive das razões do meu ser, busquei de todas as maneiras, para continuar. Trabalhar, ver o vento, ir á praia, vestir a melhor roupa, fazer sexo com um desconhecido ou conhecido, beber vinho, fumar e finalmente, roer unhas novamente. Ir ao salão de beleza toda sexta-feira, se tornou uma rotina para mim. Busco a beleza do meu ser exterior onde não consigo mais achar interiormente. As pessoas estão começando a se cansar de mim. No samba, não fui mais. No barzinho também não. Estou curtindo eu mesma. Meus programas são como uma onça solitária ou tão claramente uma CORSÁRIA em alto mar, pescando, caçando baleias, ou peixinhos pequenos para sobrevivência, tomando água salgada, menstruando e gostando do sangue que vê, se misturando com ânsia de modificar toda esta verdade. A verdade de não ter CORSÁRIO e de saber que tão decididamente, os tratamentos que ele faz são periódicos e que isto também se tornou uma rotina para n[os, vai e volta, como se tudo fosse tão normal.
Tenho a impressão de que nada, nada será como um dia já foi antes.
Os dias passam, a vida vem, tudo, tudo. E ele, quase nada. Agora, novamente distante de mim. Preso, no seu passado e seu futuro. Vejo ele nos meus sonhos. Lágrimas correm, mãos em oração, dor e sofrimento.
Tenho vontades. Vontade de revê-lo e mostrar um mundo melhor. Mas como? Estou tão Fraca.
"Cordeiro de Deus que tirais os pecados do mundo, tende piedade de nós."
Mas saí, procurei LOBO, fizemos sexo por todos os lados. Seu cheiro, o quarto me deixa pensando em CORSÁRIO, não é o mesmo cheiro, mas lembra sim. Seu sorriso meio a meio, me faz lembrar os dentes encravados num sorriso medroso de CORSÁRIO, ele, LOBO, me trata bem, me procura e me quer. E eu vou, e eu vou, dizendo a outras pessoas que vou me encontrar com meu CORSÁRIO, então, tudo bem, a ilusão se faz.
quarta-feira, 7 de maio de 2014
A ONÇA BEBE ÁGUA VENENOSA.
Ainda trago comigo aquele rosto cheio de esperança. Maquiagem, roupas exuberantes, muita alegria, vida, vida, jóias, cabelos soltos ao vento meu carro agora com uma onça como adesivo e tento brilhar, brilhar. Chego nos locais quase sempre sozinha ou quase sempre com muita gente de nariz empinado, salto alto. Brinco danço, sorrio e conto piadas. Dou rizadas que nem eu mesma sei de onde as tiro. No entanto quando me encontro com CORSÁRIO, todo o passado retorna. Fui numa festa onde ele estava, estava há dias. Sempre prestativo quis ele fazer parte da arrumação. Fui convidada para participar como amiga da família e de fato desta vez me pus no meu lugar. Amiga da família. Orei a semana inteira enquanto ele trabalhava nos preparativos da festa da família. Corri a semana inteira atrás de jóias, roupas e calçado, a melhor com certeza. Me preparei como uma onça. Cheguei e a primeira pessoa que vi, é lógico ele. Ele estava lá, também tentando de todas a s maneiras disfarçar, pois na semana anterior havíamos brigado novamente. Em resumo, mandei mais um torpedo. "Juro por Deus, não te quero mais". E agora a coisa ficou muito séria, eu jurei por Deus. Durante os acontecimentos da festa, ele ía e vinha, passava por mim, como um viajante solitário, não estava bonito como eu previa. Estava com uma roupa bem simples, ao contrário de mim. Ele com um blusão branco e calça jeans, não gosto daquele blusão. Estragou o meu fogão.Não gosto daquele blusão, talvez tenha a referência de que os piores momentos que passei com CORSÁRIO, foi quando ele estava com aquele blusão.Eu de minha parte, com uma saia longa, muito longa preta com cintura lata, uma blusa de onça, um colar de crucifixo prata meio Dark até a barriga e brincos pretos. Fingia não vê-lo, mas impossível. Conversei com várias pessoas, sempre sorridente, tirei muitas fotos que levaram várias curtidas, dancei. Via ele se infurnar atrás de uma árvore ou na escada sentado solitariamente para fumar. A impressão que eu tinha e só eu tinha, era que ele estava a minha espera. Durante o buffet, trocamos algumas palavras, meras palavras, bobagens sem sentido, mas assim mesmo, ele mais uma vez demonstrou ser mais inteligente que eu. Terminou a tarde com a crise de ciúmes de uma mulher a LOUCA, que me separou do marido dela, quando viu nos dois dançarmos, então CORSÁRIO foi embora. Dancei com o cunhado de CORSÁRIO, homem que ele tem muito ciúme, então ele pegou nem me lembro quem e convidou para dançar e no dançar, ele esbarrava em nós. Sentia orgulho e medo. Mas por fim com a cena da LOUCA, decidimos vir embora. Foi um dia bom. Consegui não me aproximar dele. A última vez que falei com CORSÁRIO, foi quando ele me convidou para jantar, mas senti na fala dele que a inteção era me persuadir, para me levar naqueles locai que ele costuma ir. Fiquei decepcionada, quando recebi o torpedo dizendo a real intenção dele. A minha resposta foi não, não. E fiquei orgulhosa de mim. E quase que fui. A onça bebe água venenosa.
terça-feira, 18 de março de 2014
segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014
DE VOLTA, DE VOLTA, NÃO CANSO
Tem algo que nossa vã filosofia não pode explicar, nem quero explicação.Penso que meu vício por CORSÁRIO está consumado, e que haverá muita vida ainda, muitos amores, muito sexo, muitas caras e bocas, brigas, aventuras, desventuras.Eu não entendo: Vinte cigarros por dia, unhas ruídas, cabelos ao vento e onde parar? Nos braços de CORSÁRIO. De que adianta ficar quilometros de distância se me foi permitido ficar cada vez mais próximo dele? Ha vida, vida, buscar no samba, alguém que nunca apareceu. Transar com pessoas desconhecidas, que nunca apareceram de fato dentro de mim. Gozar, pensando que talvez ele estivesse vendo. Me sinto feliz em admitir que ele faz aparte de mim. Do meu jeito meio confuso, do jeito dele, louco de ser. Mas faz parte de mim. Vejo nas visualizações que tem uma pessoa que lê meu blog, quem será? Ainda na casa da CIGANA e de PALHAÇO, passei o dia inteiro falando nele, pensando nele. Então programei. Comprei roupa nova e fui. Fui novamente e desta vez direto á Casa Azul.É claro que cheguei dei de cara com ele. Ele tava lá, os olhos dele arregalou. Sua expressão era um misto de felicidade e vingança. Eu queria abraça-lo, beijá-lo assim que cheguei, mas MADAME BUTTERFLY estava presente, então conversamos um pouco e estava começando a anoitecer. Disse prá ela que ía caminhar na beira do mar, ela perguntou se eu não queria um maiô, eu disse não, só ía caminhar. De fato pensei nisso, sabia que ele não ía atrás de mim. Caminhando num certo momento, olhei para o lado e vi ele chegando. Ele meu CORSÁRIO,estava me seguindo, chegou, me pediu um abraço, como se nada estivesse acontecendo, me levou para as dunas de mãos dadas, e ali aconteceu. Aconteceu tudo novamente. Como se o tempo não tivesse passsado, como se nunca tivesse havido torpedos, nem distância. Me agarrou, tirou minha roupa rapidamente, transamos, ali, na areia, nas dunas, gozei duas vezes, ele espírrou aquele esperma longo e de líquido grosso, que parece um creme na minha pele, que só ele tem. Não, não usamos camisinha, novamente. Tenho medo, reviro meus olhos para cima e peço em oração o perdão e que Deus me ilumine. Naquela noite não voltei para casa da CIGANA, fiquei ali com MEU CORSÁRIO, rindo de nossos objetos, do meu carro, que fomos em casa pegá-lo para passearmos na praia. Descobrimos um novo lugar que será nosso novamente, uma estrada direto pro mar, linda com o nome de CORSÁRIA DA SILVA. E a noite se fez e o dia veio, tomei café e fui embora, e desta vez, para não voltar tão cedo. Me lembro das palavras dele. "Eu te amo", novamente, Eu te Amo que finjo não ouvir.
O MONSTRO
Afinal, quem seria o monstro? Ele? Como disse na última vez que brigamos: "Você é um monstro..." Ou seria eu própria? Que na minha ânsia e na saudade, não contive meus impulsos e fui....fui até onde ele estava. Demorou o tempo a passar, mas cheguei lá. Exatamente no local onde pensava nunca mais, nunca mais estar. Que monstro sou eu, que não consigo ficar longe daquela sombra, que não contenho meus impulsos? Que monstro sou eu, que percorro ainda 250 km, para ver aquele que me não me julga, mas que como eu, tem saudade e quer, quer cada vez mais? Os monstros. CORSÁRIO E CORSARIA DA SILVA, monstros decadentes, em seus seres inanimados, sem perguntas, sem respostas, sem vontades, somente desejos. Fuiiiiiiii, eu, CIGANA e PALHAÇO.Meus amigos que montando um esquema chegamos na casa de PALHAÇO, alguns quilometros distantes da casa de CORSÁRIO. Praia, mar, vida loka, coisas boas, nós três. Mas quando chegava a noite a solidão tomava conta de mim. Sentia-me como uma intrusa,, bha vou parar...gente chegando...Sim, estou ciente e quero continuar. Ouvia soluços, gritos de prazer de meus amigos, suava gelada, me masturbando na minha dor. Até que então, tive a idéia: Vou vestir uma roupa, vou sair, claro, rumo na praia, na Casa Azul e fuiiiiii. Muitas vezes durante o trajeto, lembrava-me de tudo que ha via dito prá ele, os torpedos e telefonemas que eu não dava respostas, principalmente as apalavras: Me esqueça, vai viver a tua vida...Você é um monstro e tudo mais.... e este tudo mais, se resumiu em tudo nada.Cheguei até a rua da Casa Azul, sentia o cheiro de CORSÁRIO de longe e no meio da noite, eu, tão bem vestida, com meu maio vermelho e uma blusa transparente por cima, estampada com cores de onça, sapato de salto, pronta para matar ou me matar, olhei aquela visão, na rua. Sim era ele, daquele jeito de sempre, caminhando na escuridão de encontro ao nada. Eu dentro do carro, de encontro ao tudo. Queria, mas meu medo me ameaçou, então num piscar de olhos, ele passou do meu lado, do meu lado, podia esticar o braço e dizer: E aí? Quer entrar?" Nãoooooooo, o que fiz? Acelerei o carro e fui. Acendi os faróis em luz alta e voltei no mesmo trajeto que tinha feito de ída, agora na volta. Então, o que fiz, voltei prá casa da CIGANA e voltei chorando, com minha roupa tomara que tu CORSÁRIO me coma e voltei pro quarto, onde já havia silêncio, só silêncio, o silêncio dos gemidos de CIGANA E PALHAÇO, o silêncio da minha alma.
sábado, 18 de janeiro de 2014
CRUZADAS FONTES PESQUEIRAS DO MEU SER.
Apesar de não ter mais CORSÁRIO, me sinto feliz em não tê-lo. Saudade sim, mais feliz por ter a certeza de que a dor não é tão doída assim. Tenho tido alguns prazeres. Escola de Samba, ensaios de carnaval, VIRGÍNIA uma amiga, que fazia tempo que não convivia com ela, um casal aí que apareceu que me convidam prá sair e fazer sexo, com eles. Tudo tão bom, tudo tão normal. Continuo sedutora, porém só para alguns, não consigo ser para todos. Me estremeço, ao ver certos homens, me congelo ao ver outros, me permito, variar. Isto é bom e faz parte de mim. Ainda me sinto insegura. CORSÁRIO, deixou em meu ser, algo tatuado que não poderei esquecer, que a vida, não vai esconder. Tenho dó de mim, ás vezes. Pego o telefone, imagino que ele está perto, saio na rua, tento vê-lo, me parece que ainda estou doente. Será? Mas estou vivendo. Ainda não consegui chegar nem perto de onde ele mora no mar. Não estou com coragem, essa é a verdade. Então me aparecem novas oportunidades e vou agarrando-as. É isso, só isso, cruzadas, fontes pesqueiras do meu Ser.
quarta-feira, 1 de janeiro de 2014
TORPEDO SMS.
CORSÁRIO: "Por que você estragou nossa amizade assim?
CORSÁRIO: "O que significava nossa amizade prá vc?"
CORSÁRIA DA SILVA: " Nossa? Só eu fui sua amiga, você não sabe o que é ter amigos, e nem o valor de uma amizade."
CORSÁRIO: .......
CORSÁRIA DA SILVA: " Vai viver tua vida e me esquece"
CORSÁRIO.....até neste momento, três pontinhos.
CORSÁRIO: "O que significava nossa amizade prá vc?"
CORSÁRIA DA SILVA: " Nossa? Só eu fui sua amiga, você não sabe o que é ter amigos, e nem o valor de uma amizade."
CORSÁRIO: .......
CORSÁRIA DA SILVA: " Vai viver tua vida e me esquece"
CORSÁRIO.....até neste momento, três pontinhos.
A MENTE QUE ENGANA
Quando eu penso, penso que através do pensamento eu somente penso.
Não me detenho á conclusões.
Estou vivendo apenas o pensamento.
Me visto, crio coisas, não rou mais as unhas, apenas penso.
Ainda com o pensamento em CORSÁRIO, apenas penso.
Meus pensamentos sobrevivem há 40 cigarros por dia, mas daí penso. "O que me faz ficar 12 dias num hospital, ao lado de alguém que nem pensa?
Penso que meu pensamento, escondida no meio do lixo hospitalar, fumando cigarro e conhecendo loucos, doentes e tarados, criminosos, velhos, crianças, mulheres, traficantes, é de ainda fumar 40 cigarros por dia.
Também penso que quando saio na rua, com meus vestidos loucos, cabelos longos, bem maquiada, no meu carro, com meus cartões de crédito buscando num boteko qualquer da esquina duas cervejas, algo pode acontecer.Então meu pensamento corre, corre longe de mim. E beijo um qualquer sentado no buteko, tomando cerveja. Daí penso: " É isso, é isso, vc vai fazer aquilo que te convém". Daí penso que sonho com o loko me masturbo e penso que nele é como meu CORSÁRIO, igualzinho, igualzinho. Não, Nãoooooo, este pensamento, não quero mais.
Mas enfim, a mente que engana, me faz correr atrás e descobrir seu nome. E no meio disso tudo, dos meus pensamentos obscuros, LOBO, me liga. Vou dou prá ele, tudo que posso, deixo ele me chupar, me lamber, me comer. Suo, suo, suo, pinga suor de pensamento e penso que queria estar com DANTE, DANTE tem uma tatuagem linda. Também penso que podia estar lambendo sua tatuagem.
Que pensamento bobo. DANTE NÃO SERÁ MEU.
A minha mente engana.
Não me detenho á conclusões.
Estou vivendo apenas o pensamento.
Me visto, crio coisas, não rou mais as unhas, apenas penso.
Ainda com o pensamento em CORSÁRIO, apenas penso.
Meus pensamentos sobrevivem há 40 cigarros por dia, mas daí penso. "O que me faz ficar 12 dias num hospital, ao lado de alguém que nem pensa?
Penso que meu pensamento, escondida no meio do lixo hospitalar, fumando cigarro e conhecendo loucos, doentes e tarados, criminosos, velhos, crianças, mulheres, traficantes, é de ainda fumar 40 cigarros por dia.
Também penso que quando saio na rua, com meus vestidos loucos, cabelos longos, bem maquiada, no meu carro, com meus cartões de crédito buscando num boteko qualquer da esquina duas cervejas, algo pode acontecer.Então meu pensamento corre, corre longe de mim. E beijo um qualquer sentado no buteko, tomando cerveja. Daí penso: " É isso, é isso, vc vai fazer aquilo que te convém". Daí penso que sonho com o loko me masturbo e penso que nele é como meu CORSÁRIO, igualzinho, igualzinho. Não, Nãoooooo, este pensamento, não quero mais.
Mas enfim, a mente que engana, me faz correr atrás e descobrir seu nome. E no meio disso tudo, dos meus pensamentos obscuros, LOBO, me liga. Vou dou prá ele, tudo que posso, deixo ele me chupar, me lamber, me comer. Suo, suo, suo, pinga suor de pensamento e penso que queria estar com DANTE, DANTE tem uma tatuagem linda. Também penso que podia estar lambendo sua tatuagem.
Que pensamento bobo. DANTE NÃO SERÁ MEU.
O RIO SECOU
Estamos novamente em outro ano. Pásmen, eu usando óculos para poder escrever. Sinto muito cansasso nas pernas, sei lá dizem que é menopausa, será? Gostaria. Coisa boa transar sem precisar pensar que se eu não menstruar estou grávida. Camisinha, sempre. Ás vezes esquecida. Reencontrar amigos, principalmente amigas, é bom. Lésbica ? Eu ? Nãooooo, gosto mesmo é de pau natural. Penso também que os homens não se agradam de mim, digo, amigos homens, talvez porque eu falo demais em sexo, então eles pensam que eu quero ir prá cama com eles. Outro dia, dei abraço em um, em dois, em três, o terceiro beijei na boca e não fui prá cama, fui pro chão mesmo. Outros que não querem me olhar, ainda não entendo por quê, talvez com receio que eu vou convidá-los prá sexo, sei lá....todos loucos. Penso que minhas amigas, não vão transar comigo. Ou vão? Sei lá, tá tudo tão esquisito. Sonho com meu CORSÁRIO me visitando, sinto o cheiro dele ainda, mas também ainda, não liguei, não mandei mensagens, nada. Não fui onde ele mora, onde ele se esconde, não fui no mar. Ainda vejo carros, indo e voltando, CORSÁRIO caminhando na rua, se escondendo atrás de alguma árvore, ou parada para me observar. Fico feliz em saber que ele pergunta de mim, fico triste ao saber que ele agora diz que sou uma amiga da família. Que família? Da mente dele. Pedi para algumas amigas lerem meu blog, penso que elas pensam que é chato. Bom, para mim, não é. Tendot de todas as maneiras, escrever. Mas agora que estou de férias, vou fazer isto sim.
O Delta do Jacuí, não vou mais, nunca mais, sem condições, aquele lugar mágico, onde as almas circulavam de maneira obscuras meu ser e o de CORSÁRIO, a dona de tudo aquilo partiu. Deve estar tabmém, na beira do rio, cantando e enfeitando com suas luzes o que de fato é o seu lugar. Então, sem CONCEIÇÃO, sem ELENA, sem prostitutas, sem bêbados, agofados, sem CORSÁRIO, sem rio. Porque o rio secou. Tudo junto, o rio secou.
O rio secou , assim como meu amor por CORSÁRIO, vai secar, depois de 4 meses sem vê-lo, sem to cá-lo, sem recebê-lo em meus disturbios, o rio secou.
Estou tentando, vou tentar. Penso que vou ser feliz sem a presença dele, todo dia na minha mente. Droga, droga, rio que seca. Vagina seca.
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