NOITE, SEMPRE NOITE

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NOITE

domingo, 27 de outubro de 2013

COM QUE ROUPA EU VOU

ESTER me convidou para irmos num show de rock. Mesmo sem estar muito a fim, concordei. Dizem as boas línguas, que quando a gente não está afim de ir em algum lugar, é porque vai bombar. Bom e bombou. Primeiro realmente, a falta de vontade de ir. Segundo sem grana e por último não sabia que roupa colocar, pois nunca tinha ído naquele lugar. Então, o que fiz: Pensamento lógico: "Enche-se de coragem e vai, pede dinheiro prá entrada, e coloca uma roupa preta e uma bota, afinal é um show de rock. Fuiiiiiiiiiiiii, fomos. ESTER na realidade, precisava de companhia para ir e voltar por que lá ela já tinha. Um amigo que ela beijou a noite toda. Eu, deminha parte, estava anciosa para que tudo terminasse antes do fim. Quem sabe, faltar luz...O lugar era bonito e aconchegante, pessoas bonitas e agradáveis. De repente, não mais que de repente, aparece os amigos do amigo de ESTER, todos babando como lobos em cima da carne podre, no caso eu. Eu estava podre. Havia fumado muito, bebido muito, me aleijado muito. Mas tudo bem. Show bom, curti muito, dancei muito me rasguei toda. E no final do show, comecei a gritar para ESTER que na minha casa, tem lugar para o teclado e o tecladista da banda. UAU!, Por que disse aquilo. O amigo de ESTER era amigo do tecladista. OK, OK, pensei. E do nada, no final do show, o que me chega? Ele o próprio o TECLADISTA. Bom, conversamos, nos beijamos e não transamos. Pensei coisas óbvias: Que JOÃO-DE-BARRO não me quer mais, por isso não estou tomando comprimidos....que CORSÁRIO ainda mora na minha mente e que daqui por diante não quero mais ninguém, a não ser que toque em mim, como CORSÁRIO tocava, de unhas, dentes e língua. Daí né, disse não, não, NÃOOOOOOOO! Que saco. Da próxima vez, vou sem roupa, sem maquiagem e sem fogo no cú. Daí as pessoas, ou melhor, os lobos, vão pensar que eu sou loka. Beijo de sabão, língua de sapo, barriga de elefante. TECLADISTA.

sábado, 12 de outubro de 2013

OPRESSOR

Das almas coloridas que se desfazem dentro do meu ser, busco em constante pensamento, algo que talvez, eu não consiga entender. As lágrimas e os goles de cerveja, de gente cantando e uivando no meu ouvido, tentam sufocar sem resultado algum, o que eu não consigo ofuscar. Tentei, tentei, pela vigésima vez, tentei e não consegui. O que me resta? Mas algo de novo aconteceu. Rebusquei forças, de não sei onde e joguei tudo na cara de CORSÁRIO. Joguei roupas, cds, dvds, até minha pulseira de ouro caliente de moedas, ficou no chão. Joguei, gritei, disse palavras obscenas: vagabundo, monstro, covarde. Senti necessidade isto, chorei muito, ruí muito minhas unhas. Me Compus, fiz a maquiagem, coloquei minha camisa cor-de-rosa transparente, jeans apertado, salto alto e  fui jantar e receber homenagens, com um olhar triste, que hoje está saindo do meu rosto. Hoje vesti-me de bruxa, com um vestido curtíssimo por baixo da capa que arrastava no chão, maquiagem negra, batom roxo e fui novamente. Tirei capa, bebi, fumei, me arrastei, brinquei. E novamente, as pessoas me homenageando. Mas quando eu penetrava na floresta para fumar, nenhum CORSÁRIO, nenhum JOÃO-DE-BARRO, somente vagalumes. Convite para ir ao litoral, ver mar de gente, submarinos, constantes, viagem ao fundo do mar, me atirar, sangrar dentro da minha vagina, me enterrar no meu cabelo. Limpei casa, arrumei cama, lavei lençóis, comprei vela e pefumei a casa. E sem sentir dor, dormi a tarde inteira, como quem  dorme com um espírito gelado, não opressor, masgelado, pela falta d carinho porque esqueci meu anjo da guarda, vou retornar com ele, achá-lo no meu ser. E voltar, voltar para meu Freezer, preciso. 

terça-feira, 8 de outubro de 2013

CINQUENTA REAIS

Então, de repente, fiz sexo, como uma prostituta, senti muito prazer. Deixei que ele tomasse conta da minha vagina com seus dedos, sua língua em meus mamilos, fechando os olhos, me chupando, eu fechando os olhos e sonhando, gemendo, gritando, chorando. Gozei. Por um momento, pensava que era com meu CORSÁRIO, no entanto, quando abria os olhos de relance, via a imagem de JOÃO DE BARRO, que tem me dado prazer e eu á ele. Estamos em comunhão, não queremos transar com outras pessoas. Virei de costas, ele gozou, gozou muito. Eu não. Pensei que ía gozar antes, ele gozou primeiro, fiquei decepcionada então pensei, vou cobrar. Levantei, vesti-me não fui ao banheiro. Me vesti rapidamente olhei prá ele, e disse: “Cinquenta reais” Ele: “O quê?” Sim, cinquenta reais, é que cobro a domicílio, é barato não é? Não preciso de muito dinheiro, apenas estou cobrando a gasolina por ter vindo aqui. JOÃO DE BARRO não entendeu. Sorriu. Me vesti, passei a mão no gato e no cachorro dele que estão sempre assistindo nossa cena, devastadora, liguei o carro e chorei. Vi o rosto dele no retrovisor me olhando ainda nú, parado na rua, no sereno. Cheguei em casa, tomei meu vinho e orei. Pedi perdão ao meu CORSÁRIO. Mas, vida, vida, CORSÁRIO, está morrendo, e eu tenho que viver, e cobrar algo da vida. Cinquenta reais é o suficiente para o combustível do meu ser. Baratíssimo, por uma vagina e um traseiro e um pensamento obscuro pela voz me chamando na hora da morte AMÉM, de meu CORSÁRIO. Hoje CORSÁRIO ligou. Levei filmes para ele assistir, coloquei meu melhor perfume, meu melhor batom, minha melhor blusa, meu melhor salto e lambi o rosto do meu CORSÁRIO, deixei os filmes e fui embora. Para CORSÁRIO não cobro nada.

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

A MINHA ALMA

"A minha alma tá armada e apontada  para a cara do sossego...Ás vezes falo com a vida, ás vezes é ela quem diz, qual a paz que não quero conservar para tentar ser feliz..." 
"Me abrace e me dê um beijo,
Faça um filho comigo,
Mas não me deixe sentar na poltrona
No dia de domingo (domingo!)

Procurando novas drogas de aluguel
Neste vídeo coagido,
É pela paz que eu não quero seguir admitindo."


Então o que aconteceu, fui na casa de JOÃO DE BARRO, fiz o que deveria ter feito. Fizemos sexo, 4 vezes, gozamos, nos entregamos, numa ânsia louca de amor. Ele queria, eu tbm. Como dois adolescentes nos entregamos entre um copo de vinho e outro. Um cachorro e um gato, na sala brincavam juntos, enquanto a loba e o JOÃO DE BARRO, brincavam incansavelmente. Rimos, eu chorei. Ele levou um susto. Chorei, porque choro.Num abraço  coloquei minhas pernas nuas em cima das dele, sentei no colo, sentindo a penetração profunda de seu sexo, encostei minha cabeça, no ombro dele e notei que o corte de cabelo era igual a do meu CORSÁRIO. Chorei no ombro dele. Ele apavorado e gostando do meu choro me perguntou o porquê daquilo. Eu disse que não, não iria contar.Então solucei, grite e ele gozou mais uma vez, eu gozava tbm, estava enlouquecida. Gostei. Mas a saudade de meu CORSÁRIO, era maior. Ainda é maior. Assim como maior é a distância que sentimos um pelo outro á medida que o tempo passa. CORSARIO não me quer mais, isto ficou evidente para mim. Sinto o beijo dele, o sorriso sem graça dele, o perfume. Mas em outros braços vou esquecer, afinal tudo passa. JOÃO DE BARRO, me diz loucuras. Me chama de gostosa, diz que tenho um beijo alucinante e quer me ver sempre. Este sempre ficou resumido em quando eu quero. Não vejo sempre JOÃO DE BARRO, mas até agora, ás vezes que ficamos juntos, tem sido bom. Ele é gentil, amável e tem o melhor cigarro da região, gosto de mel. É um homem lúcido e que sabe das coisas. Me manda torpedo dizendo "bom Dia!" E eu respondo, no entanto, entre ídas e vindas. Procurei CORSÁRIO no Domingo, então...."Só não me deixe sentada numa poltrona numa tarde de Domingo" Saímos, como sempre CORSÁRIO não diz não. Mas não foi legal, só eu senti a saudade.