NOITE, SEMPRE NOITE

NOITE, SEMPRE NOITE
NOITE

domingo, 22 de novembro de 2015

UM DIA APÓS

No dia seguinte, ao dia em que finalmente conheci MARABÔ, minhas pernas, ainda flutuavam em um mar de admiração, prazer, paixão. Sentia calafrios, depois de passar a noite inteira suando. A cama ficou molhada.Minha camiseta grudava ainda no meu corpo. Então decidi, ir embora. Queria sair dali. Olhei pela janela, uma chuva fininha, se fazia tão molhada quanto eu estava. A rua, cinza de vento castrado, vento de praia, sombrio e frio, queimando a pele, me fez pensar em uma caminhada. Sim por que não? Caminhar, na chuva, na rua, no mar. Cheguei na porta do quarto onde dormiam meus amigos e anfitriães. Estavam dormindo calmamente, um sono profundo. Olhei o meu quarto, a menina que dormia comigo, filha do casal, sonhava coisas inquietantes, porque ela assim como eu, mexeu-se a noite inteira. Mas, apara meus cuidados. Decidi colocar a minha roupa, colocar as coisas calmamente dentro do quarto e ir embora, entrar no meu carro e ir embora, escutar minhas músicas e ir embora, Foi o que fiz. Peguei minha mochila, minha coberta, meu travesseiro, encostei na porta do lado de fora. Silêncio, silêncio completo. Amei, amei o silêncio. Peguei um quadro que havia ganhado de presente de BABALORIXÁ. Gostei muito, pois marcará com certeza minha trajetória naquela casa, naquela rua. Novamente calafrios percorriam meu ser. Mas tive coragem. A mesma coragem que me fez chegar até aqui. A mesma coragem que me fez viver CORSÁRIO. A mesma coragem que fará eu viver MARABÔ. Insisti na minha coragem.Coloquei tudo minunciosamente. Olhei para o segundo piso. Era lá que ele estava. E lá tbm estava CIGANA, que mais tarde, vim a descobrir que é irmã de MARABÔ. CIGANA, na tarde anterior me perguntou se eu não dava carona prá ela. De imediato, disse que meu caminho era contrário, então me lembrei que seria possível sim. Subi, o segundo piso. Cheguei próxima á porta, para ver se tinha alguém acordado. Ninguém, me pareceu. Então desci novamente, silenciosamente. E silenciosamente, peguei meu carro e fui. Fui com toda a coragem, ainda não entendendo nada, sem saber ao certo o que ocorria comigo. O porquê de tanta admiração e aquela imagem de MARABÔ, na minha mente. O dia, a noite, o sorriso, a boca trancada, o cheiro, a chuva, o sol. Fui. E cheguei. Até agora, não esqueci MARABÔ e não vou esquecer tão cedo. 

segunda-feira, 16 de novembro de 2015

DE PRETO

De vestido preto, sapato preto,salto alto, colar, paetês, brincos longos vermelhos. Eu entrei.Porque era noite especial. Noite de festa. Meu cabelo crespo tomando conta de tudo, minhas pernas, também quase desnudas, uma bela maquiagem que durou uma hora para ficar perfeita, minhas unhas grandes e com bordas pretas, meu melhor perfume. Pronta, pronta para viver não sei o quê.Eu não sabia, m,as ele sabia. MARABÔ, sabia. Ele é o rei do mar. Eu sou CORSÁRIA .Eu sinto falta de CORSÁRIO. Mas tenho uma impressão, uma esperança. Quando entrei, senti que os pés de MARABÔ me abriram o caminho. E quando a respiração dele, chegava perto de mim, sentia os meus maiores instintos e maiores sonhos e fantasia que até agora realizadas com CORSÁRIO, estavam novamente se tornando realidade. Não fiquei quieta.., não consegui acalmar  meu espírito. Não consegui prestar atenção em nada. Sentia o cheiro dele, tão pertinho. A bebida, o cigarro, o blazer, a camisa, o chapéu, o rosto moreno, os olhos fechados, a flor vermelha. Que cenário. Eu pensei que finalmente, não era sonho. Era realidade. Ele existe. O homem que me levou para algumas viagens incandecentes, que até hoje eu não conhecia.  Era ele, que estava junto comigo e CORSÁRIO assistindo tudo. Lembro de uma vez , que no quarto da mãe de CORSÁRIO, eu vi ele, nos olhando e sorrindo prá mim. Senti tanto a presença dele em mim, o calor de CORSÁRIO e o olhar frio de MARABÔ. Lembro tbm que eu e CORSÁRIO....Meu Deus, agora tudo se encaixa! Na praia á noite, nós dois, CORSÁRIO me levou para uma casa de magia, bruxaria eu entendi assim. Mas não. Hoje eu sei, era um santuário para MARABÔ. Eu não entendia nada, não sentia nada. Nossa! Tudo explicado. A voz de CORSÁRIO, mudava e falava comigo, como MARABÔ. MARABÔ, tomou conta do meu ser. Agora com mais intensidade sonho com ele. Com mais realidade. Eu quero MARABÔ prá mim. 

quinta-feira, 5 de novembro de 2015

quarta-feira, 28 de outubro de 2015

MAGIA NEGRA

Sinceramente? Não sei por onde começar.Não sei como vou contar esta história inusitada.Tem coisas que eu não sei contar.Não sei escrever. Talvez embebecida num copo de cerveja ou numa taça de vinho, depois de ter fumado mais de vinte cigarros. talvez assim, assim. Não consigo imaginar um título, não consigo imaginar uma music, não consigo imaginar uma paisagem. Só sei que de loucuras, é a minha vida. Tenho medo da fronte de minhas paixões e momentos. Tenho receio que Deus não vá perdoar. Mas enfim, enquanto o fim dos dias não chega, terei que conviver com os dias atuais, tal e qual eles se somam. 
Minha carência e minha ausência de CORSÁRIO, me levam a cometer loucuras. Muitas. Qualquer um que tenha o olhar triste e venenoso me atrai. Um calor imenso pelo peito me invade, de dentro para fora. Escorre o suor e molha minha testa. Me sinto quente e impulsiva. Minha calcinha molha. E assim, me vejo em loucuras contagiosas do meu ser. Mas o medo que me aflige é até quando?Até quando continuarei sem me deter? Ainda não é o tempo de escrever sobre isto. 




domingo, 25 de outubro de 2015

OS ENCONTROS FATAIS

Há como é belo o momento em que os encontros fatais são inevitáveis. Sonhei a minha vida inteira até aqui, com o momento em que eu não sentiria mais nada por CORSÁRIO . Imaginava que um dia, iria encontrá-lo numa balada qualquer deste espaço qualquer que tanto nos leva a lugar nenhum e de repente, não mais que de repente, eu iria ver ele parado em alguma porta. E o Fim de semana começou assim: Quase sem querer, eu quis ir para a praia. A mesma praia em que nós ficávamos sozinhos nos amando e nos deliciando com tudo que a vida tem de bom. A mesma praia em que ficávamos tristes com que a vida tem de ruim. A mesma praia em que nós pensávamos que éramos quase nada. A mesma praia em que pensávamos que éramos quase tudo. A mesma praia que eu não consigo esquecer e que não penso mais em outra praia. Mesmo não estando mais com ele, ao seu lado, ainda como quem se estivesse ele sempre ao meu lado, vou na mesma praia, e me reviro agora sozinha, com meus cabelos ao vento, olhando minha sombra na areia imaginando que é ele tentando me segurar pela cintura, agarrando meus cabelos, me despindo ao vento e deixar a luz tocar minha vagina e a água infiltrar minhas entranhas. Mas...cheguei naquele fim de semana na mesma praia. Eu e minha amiga. Fomos bem recebidos por IÁ e BABALORIXÁ.. Bons amigos que surgiram na Praia Azul, de maneira categórica, a fim de que possa matar um pouco a saudade de meu CORSÁRIO. Masd tudo bem, fomos ouvir música ao vivo, comer, beber. Minha amiga, INSÂNA, queria muito ficar com alguém naquela noite. Correu, correu atrás de um moço que veio conversar comigo quando eu fui na rua para fumar. IINSÂNA ficou desesperada, ao ver que o moço foi lá para fora tbm. Ficamos alguns instantes ali conversando, quando vimos ela desesperada chegando com um celular e pedindo o número do telefone dele. Meus Deus, eu pensei. Nunca precisei fazer isto. Sacudi a cabeça e fui para dentro, em seguida ele entrou tbm, mas então fiquei apática e com vergonha. Não quis mais olhar para  moço. Saímos dali.
Decidimos ir a uma balada dançar um pouco, nos divertir. Então...Nossa que susto. Meu sonho se tornou realidade. Ali estava ele, CORSÁRIO, parado na porta, triste com alguns amigos. Meu CORSÁRIO sempre triste. Pensei para mim. Encontro fatal. Olhei, sorri, e disse: "que acontecimento, quanta coincidência". Ele não sorriu. Apenas disse: "Eu estou morando aqui, CORSÁRIA, agora para ficar". Meu coração de luto, minhas pernas calejadas, entraram para dentro do salão e eu fingia estar feliz. Ele fingia estar feliz. E fingindo que estávamos felizes, ficamos durante muito tempo. CORSÁRIO, ficou parado no bar de frente prá mim. Sempre que eu olhava ele estava olhando. E de repente, ele sumiu,. Sumiu. E nunca mais o vi. 

domingo, 23 de agosto de 2015

COMO?


E dali há uns dias, ele ressurgiu e trouxe consigo uma mensagem. Eu chorei. Mas não retornei.

PASSADO

Finalmente, tomei a decisão. Desta vez definitiva. Vários telefonemas. Alguns não atendi. CORSÁRIO me ligava sem parar. Já tinha combinado com amigas que eu ía sair. Jantar num lugar, bom gurias legais. Eu coloquei minha melhor roupa e estava decidida a ir. Quando novamente o telefone tocou. Então finalmente atendi. Era novamente CORSÁRIO. Não perdoei-me quis encarar. Não adiantava mais adiar, tinha que falar. Não quero mais. Chega de tantas desilusões e de vida perigosa. Chega de ir a lugares incomuns. Chega de tanto mar, lua, estrela, bebidas, festas escuras. Chega de ilha, vaga-lumes, lágrimas, alegrias, solidão e foguetes, bicicleta, carro, suor, unhas ruídas, pele, osso, cigarro, maquiagem, maquiagem borrada, shows, noite escura, dias de sol, orações, bandidos, arrependimentos, coragem. Cansei. Velas, luzes, barcos, redes. Cansei. E com coragem, novamente, fiz minha melhor maquiagem, coloquei meu melhor perfume, liguei meu carro e no lugar que ha anos e anos nos encontramos, fui. E lá estava ele, do mesmo jeito, me esperando com o cigarro na mão, naquela parada. Ele não exitou nenhum momento de me dizer que estava com saudade. Muita saudade. Nenhum momento por surpresa minha, eu fiquei feliz. Não estava feliz. Estava trite em saber que mais uma vez, estava disposta a terminar e não sabia se ía terminar. Eu queria ir em um lugar público, mas ele não. Eu queria tomar algo. Mas ele não. Paramos em um buteco, depois de andar muito de carro, quando compramos algo para beber. Aquela noite para mim, não tinha estrelas, nem lua. Também não sentia o cheiro dele. Me senti muito só... E assim permanecemos no silêncio durante algum tempo, mas aquele silêncio, era preciso. Caímos em nós mesmos, quando ele começou a falar do passado. Já sabia ele, que eu não estava bem e que realmente naquele momento, nada mais seria possível. Ele sabia, mas não acreditava, talvez nem eu. Fomos no meio da noite, no mato, nas estrelas e o medo de eu não conseguir era maior. Mas eu não podia fraquejar. E como num susto eu disse: Não quero mais. Chega de tantas desilusões e de vida perigosa. Chega de ir a lugares incomuns. Chega de tanto mar, lua, estrela, bebidas, festas escuras. Chega de ilha, vaga-lumes, lágrimas, alegrias, solidão e foguetes, bicicleta, carro, suor, unhas ruídas, pele, osso, cigarro, maquiagem, maquiagem borrada, shows, noite escura, dias de sol, orações, bandidos, arrependimentos, coragem. Cansei. Velas, luzes, barcos, redes. CORSÁRIO sem saber o que dizer, Suspirou, suspirou de uma maneira, que eu nuca tinha visto, mas era real. Então, ele me disse: "Queria tanto acreditar que não é verdade, mas pela primeira vez em todos estes anos, sinto uma sinceridade, não vindo de tua boca, como antes, mas da tua mente." A minha mente, naquele momento, entrou em eclipse com a dele.  E assim, fomos. Um para cada lugar. Ele ainda indagou o porquê de tudo isto. Eu não quis responder. Apenas disse: "O FIM"

segunda-feira, 8 de junho de 2015

"A NOITE TÁ NO FIM"


A FADA DO MEU BOTEQUIM

Tanto tempo sem vê-lo, tanto tempo sem tê-lo. Saudade, dor que geme no ser. Dor que frutifica no ventre, nas entranhas do corpo suado, molhado, das noites sem dormir. CORSÁRIO sumiu. Acredito que no Rio Jacuí, talvez no Rio Guaíba, talvez em Triunfo, em Rio Grande ou no grande Oceano. Tantas coisas aconteceram. Tantas pessoas, me viram, sorriram prá mim, me consolando dos últimos acontecimentos, a falta dos meus pais, a falta da minha filha, vida, vida loka. De repente, não mais que de repente, me sinto isolada numa grande ilha com tanta gente que pega seus barquinhos, vêm e vão e assim os dias vão passando de "par em par".E no meio de tudo um pequeno ar de solidão. E de repente a coisa vai andando, a vida vai andando. Sinto ainda as mãos de CORSÁRIO, mãos longas, cheias, longa, sinto ainda seu hálito na minha boca. E assim vou indo. Sempre com vontade de estar no mar, no bar, no ar. Bebo meu vinho, minha cerveja, oro, oro muito prá esquecer, to indo pro litoral. Reviver coisas, amar coisas. Respirar o ar das coisas. Amo, amo e penso onde ele está? Á Deus rogo, Maria mãe dos aflitos e dos perdidos. Sinto e choro. Ele nunca está ausente. Aos que foram para outro plano, foram e nada mais. Aos que ficam orações.

terça-feira, 28 de abril de 2015

TEMPO, TEMPO, TEMPO

Depois de tanto tempo, tempo, tempo, tinha a imprenção que nada mais ía acontecer. Mas algo inevitável, algo que sangra dentro de mim, faz com que eu me aproxime de CORSÁRIO. Ainda tentando fugir dele, agonizei em caminho que eu adoro fazer. Na esperança, na triste esperança de rever o HOMEM DAS ÁGUAS, me revirei até o local que me encontrei com ele. Sim, porque gostei. Na realidade, nunca mais o vi, nunca mais o senti. Mil trezentas visualizações do meu blog, fico imaginando quem observa e nada descreve. Continuei meu caminho até onde eu entendia que seria o local de parar. Parei num boteco, comprei uma cerveja e um cigarro como de costume e fui visitar meus amigos. Um casal muito legal; A DAMA E O VAGABUNDO. A DAMA me colocou no salão de beleza e me fez bonita e assim, resolvi passar a noite com eles. Em paz. em paz? De repente, no meio do filme que estávamos olhando, quando a DAMA desce as escadas, o VAGABUNDO, resolve botar um filme pornô, ai que vergonha. Tentei escapar e desci as escadas atrás dela. Talvez, movido por minha curiosidade, porque perguntei, como se acessava os filmes pornôs. Sim, talvez movido por minha curiosidade e o bobão, pensou algo. Mas não dormi, fiquei a noite toda acordada. O que seria paz, tornou-se uma noite de insônia. Coitada da DAMA, ter um VAGABUNDO BOBÃO, ao seu lado. Mas por fim, amanheceu. Tomei banho, num banheiro muito bom, casa boa e me fui caminhando pela cidade. Muito bom. Sol batendo, vida, vida, secas. Cheguei até a casa da minha amiga VIRGÍNIA que tem um marido maravilhoso, homem com o qual compartilhei bons momentos, de amor, beleza e sexo. Adoro ele.MAESTRO, é um homem bom, me respeita, me beija me dá carinho, com a autorização de VIRGÍNIA. Sempre convivemos em comunhão, ás vezes tenho saudade dele.Mas chegando lá, encontrei VIRGÍNIA muito doente, então  a  atenção de MAESTRO era praticamente só prá ela. Praticamente, porque ás vezes ele vinha e me agarrava na cozinha, me beijava e aquele medo de alguém se aproximar. Mas no meio disso tudo, quem eu vejo: CORSÁRIO. Sentando, me olhando, livre, leve solto, como sempre. Amo, amo. Fim de tarde. Fim de tarde, fomos, eu e CORSÁRIO numa chácara tomar banho de piscina, sol entrando, vida, vida, nos beijamos, nos agarramos novamente e o sonho virou pouco, O sonho de não tê-lo mais. Mas ele, ele, está de casamento marcado. Casamento.TEMPO, TEMPO, TEMPO.

domingo, 25 de janeiro de 2015

VINHEDOS.

O Celular é uma invenção maravilhosa. Com ele, você pode ver quem está querendo falar contigo. Desta vez, depois de muito tempo, MADAME BURTERFLY, liga. Parece que adivinha que eu novamente estou querendo esquecer CORSÁRIO, viver outras coisas. Mas não, no entanto a primeira frase que digo: "Só faço este favor para ti se me deixares ir em tua casa pousar, pois pretendo ir lá prá cima. "Imaginaaaaaaa, eu novamente aos trancos e barrancos. Minhas amigas me convidam prá passear, fazem planos comigo, mudar a casa, viajar. E o que acontece? Penso nele, em estar com ele em viver novamente loucuras com ele, meu querido CORSÁRIO, que está se acabando. Não vou mais atender o celular.Ela me convidou para irmos aos vinhedos, onde um dia, fui com CORSÁRIO e brincamos em baixo dos parrerais de uvas, brincamos, rimos, gozamos, numa tarde linda de verão.Não, não atenderei mais o telefone.

terça-feira, 20 de janeiro de 2015

MUSIC DE HOJE


HOMEM DAS ÁGUAS 2

Então ainda na estrada um telefonema, um número que não conhecia. Atendi.
"Olá, vc está indo bem, dona CORSÁRIA?" Escutei aquela voz assim baixinho, escorregando no meu ouvido. Encostei o carro. "Sim quem está falando?" - "Sou eu, então já sei teu nome e teu telefone, quero te ver novamente." Nem perguntei como ele sabia. Pois deixei meu nome e número no cadastro do clube. Fácil. "Não quer voltar e passar a noite aqui? A estrada está perigosa, chovendo muito. " Parei meus pensamentos, por um instante, cheguei a pensar que o melhor seria ir embora, no entanto aquela voz, me hipnotizava. E sem desligar o telefone, fiz a volta na estrada e retornei. Desta vez, ele estava a minha espera embaixo do poste com um guarda-chuva na entrada do clube, com o controle abriu o portão enorme assim que meu carro se aproximou a sombra dele, com a escuridão e luz me deixavam fascinada. Desta vez, me guiou até a casinha onde estávamos antes. Entramos, me agarrou tirou minha roupa antes que eu visse e me deparei nua nos seus braços novamente. Arranquei as roupas dele finalizando com o pênis dele na minha boca. Ele gemia feito homem de posse. Buscou a camisinha e fizemos sexo em cima da mesa de jantar. Uma enorme mesa. Deitamos na mesa e ele sussurrou no meu ouvido, tenho fome. Preparamos um belo jantar que ele próprio fez o prato principal, das frutas eu fiz uma salada com canela e para minha surpresa, nus completamente nus, apenas com um avental que ele me deu e outro de frente inteira que ele tinha. Rimos, conversamos. E quando fui me vestir para jantar, entrei no banheiro principal da casa e me deparei com roupas femininas no cesto de roupas. Do espelho pude ver no boxe, uma calcinha preta pendurada. Do banheiro mesmo falei. "Então vc não está só nesta casa". Ele ligeiramente disse: "Estou com vc." - "Não, HOMEM DAS ÁGUAS, vc entendeu." Ele veio até o banheiro me abraçou pela cintura e respondeu: "É da minha filha, ela partiu hoje para Ibiza, levei ela esta madrugada vai fazer estágio de turismo e hotelaria na Espanha. Claro, só podia, foi criada neste lugar junto comigo e quer investir mais....rizadas." Fiquei calada. "E sua esposa?" - "Faleceu, quando minha filha nasceu. Há 22 anos atrás ainda existia isto, mulheres mal assistidas na hora do parto." - "Hammmmm, lamento". Então ele quis saber de mim. Falei um pouco, muito pouco. Minha profissão e meus amigos, meu hobby e minhas festas de meus filhos não. Fizemos amor e agora ele, no sono profundo eu aqui escrevendo e novamente com a certeza de que a "Onça negra
bebe água venenosa" 

HOMEM DAS ÁGUAS.



Eu até que pensei que ía ser mais um dia daqueles solitários, o mesmo de sempre. Tenho saído com alguns amigos, sorrindo, mas no fundo sempre solitária. Cheguei a pensar que ando meia curva para o amor, ou melhor para o sexo, porque o amor...há este somente do CORSÁRIO. Resolvi investir em minha solidão, literalmente. Coloquei numa mochila, um biquini, um protetor solar, uma toalha de banho um vestido e uma calcinha e liguei meu carro e não pensei onde ía. Acabei entrando num sítio de lazer. Estava vazio, começou a nublar, mas assim mesmo, me permiti em ficar com uma piscina só para mim e me deleitar deitada numa cadeira lendo um livro. Achei que era o suficiente para o dia solitário. De repente, chega em mim, um jovem senhor, com a barba mal feita,olhos negros e arregalados, cabelos levemente ondulados, sobrancelhas grossas  de calça preta dobrada até o joelho, melhor dizendo, calça de quem estava trabalhando sem camisa, e com um pequeno sorriso nos lábios, um meio sorriso. Sua cor bem bronzeada, novamente a conclusão de que era um trabalhador do dia. Me olhou ali calado, e com muita demora me perguntou se eu estava bem. Respondi que sim e deduzindo que era um trabalhador da casa, disse-lhe que nada estava me faltando, em outras palavras, eu estava mandando ele embora. Mas não, ele permaneceu ali parado. E quase que parado, se curvou de forma que dava para ficar encostado no meu ouvido e disse baixinho: "Mas vc não me perguntou se eu queria algo? Congelei com a voz dele. Esquentei com o murmurio dele no meu ouvido. Molhei o meu maiô parte debaixo. Ele notou o meu suspiro silencioso e com as mãos grandes e grossas, colocou-as no meu seio de modo que acariciou o bico do meu seio e fez levantá-lo, instantaneamente. Me beijou no rosto suavemente e minha boca ficou entreaberta, procurando pela boca dele. Finalmente ele chegou bem mais próximo me beijou somente com a língua e suas mãos se dividiam agora entre o bico do meu seio e o interior da calcinha do maiô me molhei todinha, o beijo era uma constante e eu estirada na cadeira na beira da piscina, abri os olhos e pude contemplar os cabelos dele, levemente ondulados se mexendo om o vento. O livro que eu lia deixei cair no chão, minhas mãos buscaram a cabeça daquele desconhecido. Então ele veio por cima e sua calça, parecia que ía arrebentar e seus dedos, se movimentavam freneticamente na minha vagina.Tentei respirar, não conseguia. Até que a voz dele novamente susurrou no meu ouvido."Vamos sair daqui". Não sei como, minhas pernas conseguiram ir até onde ele me levava, segurei na  mão dele e nos encontramos de frente a uma casa muito bonitinha, aconchegante e lá entramos  e fizemos sexo. Muito sexo. Agarrava ele com meus dentes nas suas orelhas, ele me puxava cada vez mais para junto de si Sentados na cama, em gemidos esturrecedores. Tive a impressão de que assim como eu, ele tbm não tinha sexo há algum tempo. Gozei muito, tinha um orgasmo atrás do outro. Na perna do lado direito a tatuagem de Iêmanjá. Pensei comigo:"Outro homem das águas, não, não posso me apaixonar." Ele sorria, ria gritava, seu pênis endurecido sempre. Seu suor cheiroso. Homem das águas.Comelou a chover. Nos deitamos, acendemos um cigarro. Caminhei dentro do quarto para ver a chuva, ele foi ao banheiro, eu camihei na casa, pingando, pingando, minhas pernas, eram moles. Ele me agarrou por trás, me inclinou contra a mesa da varanda e beijou minha nuca e me disse no ouvido: "Vc é muito gostosa" E assim, molhada, molhada, me molhei mais ainda. Seu sexo era cheiroso, fizemos por trás, num envelope ele me colocou e quando vi, estava tendo orgasmo novamente. E chorei e ri. Ele sentou e me colocou no seu colo e me disse no ouvido: "quero tomar um banho com vc" E assim fizemos.
Passamos algum tempo no banho, agora de maneira branda e macia, ele carinhoso, me sorria, meio sorriso e foi bom. Vesti minha roupa, que ele foi buscar no vestuário do clube. E ri, ri muito.
Fui embora, sem saber o seu nome, o que fazia ou ao menos quem era. Tbm não disse meu nome. Mas para mim....O HOMEM DAS ÁGUAS.

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

FUMAÇA

Eu hoje consegui fumar mais de vinte cigarros. Estou chegando no meu limite. Tenho que parar.
Tenho tantas coisas ainda prá viver.
Quero tanto ainda ver CORSARIO! Estar com CORSARIO.
De repente, ele está feio. Muito feio.
Não consegui mais falar com ele, apesar de tão perto.
Fomos até a casa de praia dele eu e minhas amigas: ABÓBORA E FADINHA.
Mas nada, nada vezes nada, que é igual a nada.
Não consegui abraça-lo, não consegui beijá-lo, nada.
Nem na noite de lua, indo pro mar, consegui encontrá-lo.
E assim os dias se passaram.
Natal, com a morte de meu pai, que se completou num amor ferrenho e louco, doce inveja!
Revellion com meus filhos numa praia, tão distante, quão distante é a vida que tenho agora de CORSÁRIO.
Tudo tão claro e límpido. 
Vinte Cigarros, mais de vinte cigarros e a solidão batendo silenciosamente á minha porta.
Sem casa na praia, sem pai, sem mãe, sem cão solidário, sem CORSÁRIO.
Resgatei com tudo isto, o amor eterno de meus filhos, que sempre respeitei e vou continuar respeitando.
A mim, ficou bem claro duas coisas: A família e com ela a vontade de viver mais intensamente.
CORSÁRIO, está cada vez mais distante de minha vida, de minha vontade. Estou morrendo para CORSARIO.
Quem sabe um dia em outra vida!

Enquanto isto, tenho que começar uma nova luta: Parar de fumar, para chegar onde quero.
Descançar e viver, só viver.