NOITE, SEMPRE NOITE

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NOITE

domingo, 29 de janeiro de 2017

FILHOS

Das imagens que tenho dos filhos, são duas distintas: Antes e depois de enfrentar o Tubarão.
Tenho uma vaga lembrança que meus filhos eram com personalidades distintas e regulares. Hoje a dúvida me acompanha, talvez eu esteja comparando-os. Sei lá...eles diriam que sim.
  Meu menino, eterno menino, sempre foi um menino, com alma e muitas vezes comportamento de mulher, sensibilidade de mulher, meu eterno companheiro, sempre disposto a dizer, sim,sim,sim, sem saber as consequências, pois trata de sua mãe, sua eterna mãe. Ás vezes fico pensando se eu fosse embora daqui deste plano hoje, ou amanhã segunda-feira, o que seria do meu menino? Seria o óbvio que assim como eu, penduraria durante muito tempo no relógio da vida, olhando as paredes e se perguntando e agora? Como? O que fazer com esta casa e este jardim? Depois tomaria conta da tal  liberdade que tanto busca em sonhos fugazes que não encontra. E sinceramente? A liberdade, muitas vezes vem acompanhada de algo surpreendente, ela nunca vem sozinha. E por mais certeza que se tenha que ela é boa e que vale a pena, aquele algo surpeendente, toma conta do estar sozinho. O estar sozinho, faria parte da vida de meu menino. Até eu descobrir o Tubarão, meu menino era considerado por mim, já quase uma criatura independente, um leãozinho indo em busca de sua caça, com alguma dificuldade, mas indo. Cheio de lutas, conquistas que muitas vezes ele nem se quer conhecia ou sequer se dava conta. Meu menino com sua simplicidade, não sabia que conquistava um bom emprego, uma boa faculdade, uma organização financeira e do lar, mas estava lá. Enquanto eu estava fora, meu menino administrava tudo tão bem, com supremasia e estava colhendo frutos maravilhosos, que hoje, caem em suas mãos, mas que ele não está notando e avaliando o quão grande são os benefícios da sua vida. 
O meu problema atual, fez com que meu menino, não aceitando que isto está a acontecendo, não entende que a realidade tão dura, tão crua, está batendo na sua porta. Continua a não me dizer não. Continua sendo meu amigo e companheiro, no entanto, está se esquecendo de si próprio e neste se esquecer, é mais fácil, sair de perto de mim, não me ver como tal, porque ele também acredita que a Maroka, está sentadinha num cantinho, aguardando tudo isso passar. Mas enquanto este momento não chega, meu menino está novamente se entregando a amores e paixões fora de casa, pessoas ruins que querem sugar dele a pouca energia que ele tem. Sinceramente...tenho saudade do meu menino, porque agora, ele não é só meu, ele é de todo mundo.Acredito que mais cedo ou mais tarde, meu menino vai voltar, cheio de energia, amor, alegria, alegria esta que não vejo mais em seu olhar. Sim, talvez pelo sofrimento que ele não fale, ou talvez porque esconde algo que não queira me dizer, para me poupar, mas mal sabe ele que não tenho medo de nada, nem da morte.
Minha menina é uma critatura que nasceu estabelecendo seus critérios. Foi concebida quando ela quis, nasceu como ela quis, lutou ao nascer, como ela quis e ainda hoje, faz tudo como ela quer.
Sempre com passos largos na vida, sem medo e receio, porém sabedora de suas conquistas bem planejadas, por isso, não tinha, não tem e nunca terá medo ou receio do que calculadamente pensa em idealizar, vejo-a como aquela pessoa que foi escolhida por Deus para ser minha filha, calculadamente escolhida no cosmos, como aquela que entraria na família para sustentar e equilibrar esta família formada por nós três. 
A menina revira os olhos, quando falo algo que na concepcção dela é errado, eu não discuto, porque ela não permite, ela sabe que ela na vida deve passar o que está determinado por ela e se errar, bem, foi determinado por ela e sinceramente, ela assina embaixo.
Foi a última a saber da existência do Tubarão porque a menina já tinha uma estrutura um lar, feito por ela, limitado e ilimitado por ela, determinado por ela,quando ela decidiu viver uma vida que ela calculadamente definiu por ela, fora deste lar aqui onde ela foi criada.Então, para evitar que a menina levasse um choque de como administraria dois lares, sim porque assim ela se sentiria e se sente, foi evitado até o último momento a existência do Tubarão.
Consegui viver um bom momento sem o auxílio dela, mas como me deparei com certas coisas que me impossibilitaram de exercer certas ações, tive que chamá-la, tive que pedir para se ausentar do seu lar, não só por mim, mas pelo menino que estava sobrecarregado.
Como era de se esperar, a menina veio, olhou, observou e foi se organizar, retornou. E agora, comanda, reluz, luz que brilha neste lar, sem medo, sem demagogias. Não acredita em por acaso, não substima o Tubarão  o encara como se ele estivesse dentro dela.É autêntica e voraz, exige do Tubarão que vá embora, porque ela também tem pressa de viver e retornar as atividades  do lar dela.
Exímia em tudo que faz, a menina não quer me ver triste, muitas vezes me dá impressão de que ela pensa que eu exagero nas minhas dores reclamando do que sinto, dos meus dias tão diferentes. Vou sentir falta. Diz muitos nãos, mas levantando a bandeira do Sim. Sim a vida, Sim a verdade, Sim, eu sou.
A menina chora, chora muito quando não é entendida porque ela passa muito tempo da vida, tentando e entrando na vida dos outros, para ser entendida, mas se não for....azar, chora e não corre atrás.
O Tubarão prá ela, entra no obscuro, quando ela dorme,assim, nada é exigido, nada é feito, então ela fica na fragilidade, mas então...ela está dormindo, ninguém viu, ninguém sabe
A menina vai embora novamente deste lar e vai deixar a certeza de que agora, finalmente agora, eu sei quem ela é.

DESCOBRINDO

Ta aí uma coisa que eu pensei que não ía acontecer. A Tal de solidão que tanto falam. De repente me vejo com a solidão, e pasmen...companheira que me ensinou muitas coisas, como: fazer tricô, voltar a escrever, planejar palestras, esquecer meus homens maravilhosos, tomar chimarrão e colocar minhas idéias em foco, clarear.
Fico triste, muito triste ás vezes, porém, como vem uma força sei lá de onde eu começo a enfrentar novamente meu Tubarão que está insistindo em ficar. 
Mês de Abril, já vai fazer um ano, que o Tubarão me acompanha. Ele faz questão de estar comigo. Tantas coisas que deixei de fazer e principalmente Ser, para isolá-lo e deixá-lo tão triste como eu me sinto grande parte do tempo. Essa tristeza não quero que os outros pensem que eu tenho, só quem sabe de fato, são meus filhos. Sim meus filhos, que até então, não tinha escrito, ou sequer falado sobre eles, porque minha vida, até o ano passado era ocupada por idas e vindas, andanças em copos de vinho, cerveja, praias, serras, amigos, samba, bares. Meus filhos, sabia que eles estavam aqui, guardados por Deus. Incrível...agora, penso que estarem guardados por Deus, é pouco, penso que eles deveriam estar guardados por mim. Mas sobre eles, falo em outra página.
Estou participando de um grupo chamado Amigas do Peito. Lá eu compartilho de experiências com outras mulheres que tiveram um Tubarão, terão e tem. Falamos de nossas vidas, nossas famílias, temos apoio de médicos oncologistas, nutricionistas, terapêutica, hidro ginástica, enfim, apoio total. No entanto,quando vem a tal de solidão, e abro meus email e vejo que lá, não tem mais novidade e que no meu faceboock eu compartilho links relativos á " Vá com fé, força, foco, etc, bom dia, boa tarde, boa noite, Deus está com você" eu meu deparo com uma realidade que muitas vezes não quero acreditar. Eu estou com o Tubarão dentro de mim, e as pessoas que eu conhecia, têm pena de mim. Algumas, outras sequer olham nos meus olhos com medo de ver uma pessoa careca. A pessoa careca, é a que está aqui. Ela não ocupa um lugar, ela está num lugar que não lhe pertence. A Maroka, está sentadinha num cantinho, esperando isto tudo passar. Também redescobri algumas pessoas que me auxiliam, como minha madrinha, minhas doces amigas, ANJINHA e LOKINHA, dois extremos mas, que estão sempre dispostas a me convidarem a sair um pouco de casa. Tem também minha amiga, tão, tão distante, CRIADORA, que me manda músicas e me auxilia com palavras, os outros, bem os outras ou outras pessoas, oram, mandam mensagens, e se sentem felizes. E hoje the music é aquela que CRIADORA  me mandou.

segunda-feira, 5 de setembro de 2016

RETICÊNCIAS

Enfrentando meu tubarão, me esqueço de escrever. Hoje por fim, decidi colocar unhas postiças, porque as minhas estão feias, bem feias. Mas...tenho entendido tudo que acontece comigo. As dores nas pernas, os enjoos que não são frequentes a queda de cabelo, aquele cabelo vasto e crespo, mas me sinto bem sem eles, não me fizeram nenhuma diferença, estou digamos assim...radical. Tive que me desfazer de algumas coisas, como minha cachorra, meu vinho, minha cerveja e minha alimentação irregular. Mas... me sinto bem assim, com um corpo sem nenhuma "pretuberância" que venha me atrapalhar no futuro. Sim, porque tem futuro. E pela primeira vez realmente, me sinto sem futuro, não sei exatamente o que fazer. Mas...Também oq eu é o futuro se não a vontade de querer planejar e não saber se vai dar certo ou não?
Minhas idas ao hospital tem sido uma constante. Vaidosa como sou, não perdi a chance de fazer um boock com minha nova cara e meu novo visual. E engraçado, ficou muito lindo. O mais lindo ainda, é sair na rua, com um turbante e ainda ser notada por homens tão carentes quanto eu. Ás vezes fico pensando que nunca mais vou gozar. Mas estranho, certa noite pensei muito em sexo. Pensei. Tenho uma grande insonia, ritmo dos remédios que tenho que tomar durante duas vezes na madrugada e ir ao banheiro de meia em meia hora. Quando não tenho remédios para tomar, continuo a ir no banheiro.
Tenho recebido muitas visitas, telefonemas. Telefonemas? Há sim...CORSÁRIO me liga toda semana. Não pode estar aqui. Gostaria. Cuidando de mim, fazendo meu café, meus pastéis, ou simplesmente olhando o meu sono. Preocupado que está, imagina que eu estou muito feia, com um olhar triste. Não ainda não. Talvez o olhar triste, será quando eu descobrir que sinceramente...não é um tubarão mas talvez dois. Daí não sei...pensei em desistir.
Mas...a vida é que comanda a vida e isto basta, a vida. Quanto ao SAVEIRO, nada, nada vezes nada que é igual á nada. E tal...

terça-feira, 10 de maio de 2016

"É DOCE MORRER NO MAR"

" Saveiro partiu de noite foi, madrugada não voltou...o marinheiro bonito sereia do mar levou...Nas ondas verdes  do mar meu bem, ele se foi afogar, fez sua cama de noivo no colo de Iemanjá".

email e dragão.


Os emails que enviamos para nós, são emails, singelos e discretos. SAVEIRO possui uma linguagem de um homem muito culto e imediato. Está ansiosamente aguardando nosso próximo encontro. Eu irei, assim que conseguir eliminar de vez com o tubarão que exala o cheiro da podridão, correndo meus ossos, minha carne. Amanhã, será a primeira grande mordida, começa a luta. Tenho fé e meu Dragão há de vencer, para finalmente eu me reencontrar com meu SAVEIRO. Ele é alto, um homem não tão bonito de aparência, tem a face de alguém que já trabalhou muito e assim como eu, está cansado, em busca de um porto para atracar, um farol iluminado. E assim vai ser. Assim espero. Assim Seja. A vida vai sorrir para mim. 

domingo, 8 de maio de 2016

AINDA BEM


SAVEIRO

SAVEIRO,você  veio prá ficar, SAVEIRO me fez feliz..."O meu coração, já estava aposentado, tudo se transformou". " O meu coração já estava acostumado com a solidão...." "O meu coração tinha sido maltratado".
Numa resolução imediata, tentei de todas as maneiras, parar e vibrar com toda minha força. Isolar-me, sentar na frente do mar e ficar. Ficar em silêncio comigo mesma. Escutar apenas fogos de artifícios no céu, abrir uma champagne comigo mesma porque sempre acreditei que eu merecia este momento. Ficar na sacada de um hotel qualquer na beira do mar, sacada, noite, comida boa, meu melhor vestido. E fiz, fiz porque era isso que iria combater minha alma tão imperfeita, tão cheia de ilusões. Tão maltrada de amores e de dissabores. Estava cansada. E o silêncio do meu ego, iria me fazer muito bem. Foi o que fiz, com toda a minha liberdade e  vontade de sere feliz comigo mesma. Confesso que foi o meu melhor momento de toda a minha vida. Há grandes surpresas me aguardavam. Mas não queria. Queria a surpresa de mim mesma. Ver o que poderia acontecer. Quantas lágrimas íam rolar. E sinceramente? Nenhuma. Posso dizer que esta foi minha maior surpresa. Nenhuma lágrima rolou. Então fiquei com medo de mim. Muito medo, porque CORSÁRIA, é mais cruel do que pensava. 
Beirando a estrada, me pus a andar com meu carro, música, GPS, viagem. Amo, amo. Mar, lógico, muito mar, respiro o sal do mar, engulo o sal do mar e entendo as mais duras mensagens do sal do mar, entendo o gosto do sal do mar, vejo os faróis acenderem e apagarem juntamente com o sal do mar. E fuiiiiii. E cheguei. Um lugar bonito, aconchegante, gostoso, onde pessoas que nunca tinham me visto, sorriram para mim, para meu rosto, meu olhar. e eu fiquei feliz. A primeira pessoa que me sorriu ao chegar, foi ele: SAVEIRO. Senti o que tudo ía correr bem e que já não estava tão sozinha. Fui para meu quarto, muito lindo aconchegante, dormi, cansada da viagem. Ao acordar, fui para a janela olhar a doce visão da piscina e as pessoas, nadando em família, felizes aguardando solenemente pela hora do ano novo. Eu anciosa por meu momento de plenitude. Desci, vesti meu amiô e fui para meu amigo e companheiro, o mar. Lindo mar, mais azul, mais saudável, lindo horizonte e fiquei, caminhei, me banhei e em oração pedi a IEMANJÁ, que trouxesse para mim, muita paz, muita luz...mal sabia eu que a rede que iria lançar naquele dia, iria vir junto um Tubarão de tão grande e espessa minha rede estava.Voltei,e o pedir a chave de meu quarto SAVEIRO ainda estava lá na recepção do hotel, sorridente e meigo, simples e generoso. Subi. Tomei um dos meus melhores banhos da minha vida, de alma lavada, de vida lavada, algo de novo dentro de mim, iria acontecer. Minha alma, vida nova, cara nova, tentando esqueer CORSÁRIO, MARABÔ e tudo mais. E assim  se fez. E assim se fez. Pedi minha champagne no quarto a voz da pessoa no telefone me perguntara para quantas pessoas, respondi que somente uma. Uma única pessoa que talvez valeria por muitas, ri então. A voz que eu ouvi era de SAVEIRO. Ele impressionado disse: "Não, você não vai tomar champagne sozinha, te convido para brindar conosco do hotel" Aceitei o convite, pois me interessava fazer amizades. E assim fiz. Jantei e fui assistir os fogos na sacada, muitos fogos, no quinto andar onde SAVEIRO tinha me dado a sugestão, o melhor lugar do hotel.Tudo muito lindo, perfeito como eu imaginara. Champagne, eu, fogos, sacada, porém a surpresa...Bom a supresa era SAVEIRO. Sempre ao meu lado, sorrindo, me observando e pegando minha mão. Até que ele sumiu.
Resolvi caminhar no meio do povo com meu vestido amarelo e minha guia no pescoço que MARABÔ tinha feito para mim. voltei ao quarto e fui dormir um pouco, porque ao retornar ao hotel, SAVEIRO, havia me perguntado se ele podia tomar mais uma champagne comigo, eu disse que sim. Sim porque a figura afetiva de SAVEIRO me fazia bem. E assim foi.
SAVEIRO foi no meu quarto, com uma champagne e duas taças. Amei. Amei. Conversamos muito, ficamos amigos, mass....saí de fininho da sua vida dizendo que eu estava muito confusa. Primeira vez, primeira vez...Foi bom. Assim não interfiro na vida dele que disse que me amou desde o primeiro momento. Foi bom. Está sendo bom. Agora, nós amigos de emails, anciosos por um novo encontro.

TUBARÃO

Algumas questões me deixaram ausente durante muito tempo. O tempo, há o tempo que quero recuperar voltando a escrever.Deixei de ter o meu prazer, para dar ênfase a outras coisas que foram surgindo e também desaparecendo da minha vida. Esta vida tão inconstante e que ás vezes confesso que não sei se realmente é assim que a vejo. Inconstante. Penso muito que gosto disso. E que esses momentos de inconstância me fazem feliz. Penso que minha vida, é assim mesmo.Dessa amaneira, como deve ser. Penso também que o mar, vigia e me acalenta nas suas ondas que vão e que vem sem me responder. Fio parada muito tempo, na areia, olhando e como tantas pessoas perguntam os por quês dos por quês, eu fico ali também. Viajando com meu carro numa estrada muitas vezes vazias, á noite ou no clarear do dia, chego no mar para perguntar. Tento colocar para as pessoas do meu ideal, não sou entendida, encontro saveiros, marinheiros, todos meus, aceito todos, todos são meus. Mas sempre me perguntando os por quês desta vida. Por que o mar faz isso comigo? Por que ciganinha da praia? Por que MARABÔ? Por que toda a falange que carrega as duras escondidas do mar. A vida ainda me traz surpresas, muitas. O mar me traz surpresas. IEMANJÁ, me traz surpresas. Tentei de todas as maneiras, tentar, tentando, esquecer CORSÁRIO, que ainda vem á mente, momentos saudosos maravilhosos. Levando e trazendo como onda a imagem de MARABÔ., suprindo e adjetivando as mensagens de SAVEIRO. Agora, SAVEIRO, entrou na minha vida trazido também pelo mar. Mas SAVEIRO é um capíitulo que vai começar, vai explodir também na minha mente, no meu coração. Minha entrega é total. Minha entrega é geral. E como o sal, que gruda na pele, e como um gosto amargo que pede água, ainda o mar trouxe para mim, o mais venenoso dos animais, o tubarão que consome e afloxa a carne, corroendo as entranhas fazendo cada dia um pedaço diluir, um pedaço da minha carne cair. Com maquiagem, com creme anti-rugas, com roupa íntima bem escolhida, com vestido preto e colar de pérolas o tubarão come tudo, engole, até chegar á carne. Eu sei. Sei. Tenho que lutar. Justamente agora, que SAVEIRO, me apareceu. Justamente agora, que o mar me trouxe tão delicadamente, um homem como SAVEIRO. Mas foi tão grande, tão grande a rede que lancei, que junto com SAVEIRO, veio um enorme Tubarão que continua a comer minha carne. Sei que agora, me resta lutar e deixar SAVEIRO, sentado na beira do mar olhando, observando minha luta porque ele não pode fazer nada, nada....novamente cabe a mim. E somente á mim. Terei que fazer com que o Dragão sucumba de dentro de mim e finalmente assuma seu papel.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

CIGANA

CIGANA entrou em contato comigo. Me falou de coisas que eu não imaginava. Me falou da reação de MARABÔ. Tentei inicialmente, não ler, as mensagens que ela me enviava. Porém, as conversas íam crescendo, e minha curiosidade tbm. Quis muitas vezes não acreditar, mas a curiosidade me faziam acreditar no que lia. Ela me contará com detalhes todos os olhares lançados naquela noite que teve função na casa de BABALORIXÁ. Sentia novamente os calafrios. CIGANA me falou que MARABÔ assim como OUTREM, que tbm estava lá e que me serviu de consolo naquela noite. Bom,OUTREM  é outra história. Marabô tbm sentiu minha energia e minha atração por ele. Todos ou muitos sentiram e viram isto. Eu sinceramente, não conseguia disfarçar. CIGANA me relatou que naquela manhã, MARABÔ levantou muito cedo e teria ido até o galpão, enquanto eu colocava as malas no carro. Bem, enquanto eu subia as escadas, á procura de CIGANA, ele me procurava com olhar e calado. E assim, ele ficou calado. Porque provavelmente pensara que eu estava em busca de OUTREM, que tbm estava alojado num dos apartamentos de cima. Meus lábios sorriam com a notícia. Fiquei em êxtase. Já me imaginava, novamente naquele lugar, sorrindo para MARABÔ, servindo-o, sentindo o seu cheiro. CIGANA fala comigo todos os dias. Se não fala escreve. E minha vontade de beijar e abraçar MARABÔ cresce a cada dia.  Durnte a noite, me masturbo com prazer, sinto o frio dos braços de MARABÔ, sinto a respiração. Respiração esta que já conheço porque tenho certeza de que quem estava sempre comigo e CORSÁRIO, era ele. Tenho vontade de encontrar CORSÁRIO e dizer-lhe o que estou sentindo, o quanto entendo a missão de CORSÁRIO, enquanto entendoCigana apareceu na minha vida, no segundo andar. Após conhecer CIGANA, não sei bem como, ela  os caminhos que percorri até chegar em MARABÔ. Agora, neste exato momento, estou sentindo cheiro de vela queimada, é a segunda vez que sinto hoje. E os meus dias tem se passado assim: perfumes, velas, álcool, cigarro e uma vontade imensa de rever meu MARABÔ.

domingo, 22 de novembro de 2015

UM DIA APÓS

No dia seguinte, ao dia em que finalmente conheci MARABÔ, minhas pernas, ainda flutuavam em um mar de admiração, prazer, paixão. Sentia calafrios, depois de passar a noite inteira suando. A cama ficou molhada.Minha camiseta grudava ainda no meu corpo. Então decidi, ir embora. Queria sair dali. Olhei pela janela, uma chuva fininha, se fazia tão molhada quanto eu estava. A rua, cinza de vento castrado, vento de praia, sombrio e frio, queimando a pele, me fez pensar em uma caminhada. Sim por que não? Caminhar, na chuva, na rua, no mar. Cheguei na porta do quarto onde dormiam meus amigos e anfitriães. Estavam dormindo calmamente, um sono profundo. Olhei o meu quarto, a menina que dormia comigo, filha do casal, sonhava coisas inquietantes, porque ela assim como eu, mexeu-se a noite inteira. Mas, apara meus cuidados. Decidi colocar a minha roupa, colocar as coisas calmamente dentro do quarto e ir embora, entrar no meu carro e ir embora, escutar minhas músicas e ir embora, Foi o que fiz. Peguei minha mochila, minha coberta, meu travesseiro, encostei na porta do lado de fora. Silêncio, silêncio completo. Amei, amei o silêncio. Peguei um quadro que havia ganhado de presente de BABALORIXÁ. Gostei muito, pois marcará com certeza minha trajetória naquela casa, naquela rua. Novamente calafrios percorriam meu ser. Mas tive coragem. A mesma coragem que me fez chegar até aqui. A mesma coragem que me fez viver CORSÁRIO. A mesma coragem que fará eu viver MARABÔ. Insisti na minha coragem.Coloquei tudo minunciosamente. Olhei para o segundo piso. Era lá que ele estava. E lá tbm estava CIGANA, que mais tarde, vim a descobrir que é irmã de MARABÔ. CIGANA, na tarde anterior me perguntou se eu não dava carona prá ela. De imediato, disse que meu caminho era contrário, então me lembrei que seria possível sim. Subi, o segundo piso. Cheguei próxima á porta, para ver se tinha alguém acordado. Ninguém, me pareceu. Então desci novamente, silenciosamente. E silenciosamente, peguei meu carro e fui. Fui com toda a coragem, ainda não entendendo nada, sem saber ao certo o que ocorria comigo. O porquê de tanta admiração e aquela imagem de MARABÔ, na minha mente. O dia, a noite, o sorriso, a boca trancada, o cheiro, a chuva, o sol. Fui. E cheguei. Até agora, não esqueci MARABÔ e não vou esquecer tão cedo. 

segunda-feira, 16 de novembro de 2015

DE PRETO

De vestido preto, sapato preto,salto alto, colar, paetês, brincos longos vermelhos. Eu entrei.Porque era noite especial. Noite de festa. Meu cabelo crespo tomando conta de tudo, minhas pernas, também quase desnudas, uma bela maquiagem que durou uma hora para ficar perfeita, minhas unhas grandes e com bordas pretas, meu melhor perfume. Pronta, pronta para viver não sei o quê.Eu não sabia, m,as ele sabia. MARABÔ, sabia. Ele é o rei do mar. Eu sou CORSÁRIA .Eu sinto falta de CORSÁRIO. Mas tenho uma impressão, uma esperança. Quando entrei, senti que os pés de MARABÔ me abriram o caminho. E quando a respiração dele, chegava perto de mim, sentia os meus maiores instintos e maiores sonhos e fantasia que até agora realizadas com CORSÁRIO, estavam novamente se tornando realidade. Não fiquei quieta.., não consegui acalmar  meu espírito. Não consegui prestar atenção em nada. Sentia o cheiro dele, tão pertinho. A bebida, o cigarro, o blazer, a camisa, o chapéu, o rosto moreno, os olhos fechados, a flor vermelha. Que cenário. Eu pensei que finalmente, não era sonho. Era realidade. Ele existe. O homem que me levou para algumas viagens incandecentes, que até hoje eu não conhecia.  Era ele, que estava junto comigo e CORSÁRIO assistindo tudo. Lembro de uma vez , que no quarto da mãe de CORSÁRIO, eu vi ele, nos olhando e sorrindo prá mim. Senti tanto a presença dele em mim, o calor de CORSÁRIO e o olhar frio de MARABÔ. Lembro tbm que eu e CORSÁRIO....Meu Deus, agora tudo se encaixa! Na praia á noite, nós dois, CORSÁRIO me levou para uma casa de magia, bruxaria eu entendi assim. Mas não. Hoje eu sei, era um santuário para MARABÔ. Eu não entendia nada, não sentia nada. Nossa! Tudo explicado. A voz de CORSÁRIO, mudava e falava comigo, como MARABÔ. MARABÔ, tomou conta do meu ser. Agora com mais intensidade sonho com ele. Com mais realidade. Eu quero MARABÔ prá mim. 

quinta-feira, 5 de novembro de 2015

quarta-feira, 28 de outubro de 2015

MAGIA NEGRA

Sinceramente? Não sei por onde começar.Não sei como vou contar esta história inusitada.Tem coisas que eu não sei contar.Não sei escrever. Talvez embebecida num copo de cerveja ou numa taça de vinho, depois de ter fumado mais de vinte cigarros. talvez assim, assim. Não consigo imaginar um título, não consigo imaginar uma music, não consigo imaginar uma paisagem. Só sei que de loucuras, é a minha vida. Tenho medo da fronte de minhas paixões e momentos. Tenho receio que Deus não vá perdoar. Mas enfim, enquanto o fim dos dias não chega, terei que conviver com os dias atuais, tal e qual eles se somam. 
Minha carência e minha ausência de CORSÁRIO, me levam a cometer loucuras. Muitas. Qualquer um que tenha o olhar triste e venenoso me atrai. Um calor imenso pelo peito me invade, de dentro para fora. Escorre o suor e molha minha testa. Me sinto quente e impulsiva. Minha calcinha molha. E assim, me vejo em loucuras contagiosas do meu ser. Mas o medo que me aflige é até quando?Até quando continuarei sem me deter? Ainda não é o tempo de escrever sobre isto. 




domingo, 25 de outubro de 2015

OS ENCONTROS FATAIS

Há como é belo o momento em que os encontros fatais são inevitáveis. Sonhei a minha vida inteira até aqui, com o momento em que eu não sentiria mais nada por CORSÁRIO . Imaginava que um dia, iria encontrá-lo numa balada qualquer deste espaço qualquer que tanto nos leva a lugar nenhum e de repente, não mais que de repente, eu iria ver ele parado em alguma porta. E o Fim de semana começou assim: Quase sem querer, eu quis ir para a praia. A mesma praia em que nós ficávamos sozinhos nos amando e nos deliciando com tudo que a vida tem de bom. A mesma praia em que ficávamos tristes com que a vida tem de ruim. A mesma praia em que nós pensávamos que éramos quase nada. A mesma praia em que pensávamos que éramos quase tudo. A mesma praia que eu não consigo esquecer e que não penso mais em outra praia. Mesmo não estando mais com ele, ao seu lado, ainda como quem se estivesse ele sempre ao meu lado, vou na mesma praia, e me reviro agora sozinha, com meus cabelos ao vento, olhando minha sombra na areia imaginando que é ele tentando me segurar pela cintura, agarrando meus cabelos, me despindo ao vento e deixar a luz tocar minha vagina e a água infiltrar minhas entranhas. Mas...cheguei naquele fim de semana na mesma praia. Eu e minha amiga. Fomos bem recebidos por IÁ e BABALORIXÁ.. Bons amigos que surgiram na Praia Azul, de maneira categórica, a fim de que possa matar um pouco a saudade de meu CORSÁRIO. Masd tudo bem, fomos ouvir música ao vivo, comer, beber. Minha amiga, INSÂNA, queria muito ficar com alguém naquela noite. Correu, correu atrás de um moço que veio conversar comigo quando eu fui na rua para fumar. IINSÂNA ficou desesperada, ao ver que o moço foi lá para fora tbm. Ficamos alguns instantes ali conversando, quando vimos ela desesperada chegando com um celular e pedindo o número do telefone dele. Meus Deus, eu pensei. Nunca precisei fazer isto. Sacudi a cabeça e fui para dentro, em seguida ele entrou tbm, mas então fiquei apática e com vergonha. Não quis mais olhar para  moço. Saímos dali.
Decidimos ir a uma balada dançar um pouco, nos divertir. Então...Nossa que susto. Meu sonho se tornou realidade. Ali estava ele, CORSÁRIO, parado na porta, triste com alguns amigos. Meu CORSÁRIO sempre triste. Pensei para mim. Encontro fatal. Olhei, sorri, e disse: "que acontecimento, quanta coincidência". Ele não sorriu. Apenas disse: "Eu estou morando aqui, CORSÁRIA, agora para ficar". Meu coração de luto, minhas pernas calejadas, entraram para dentro do salão e eu fingia estar feliz. Ele fingia estar feliz. E fingindo que estávamos felizes, ficamos durante muito tempo. CORSÁRIO, ficou parado no bar de frente prá mim. Sempre que eu olhava ele estava olhando. E de repente, ele sumiu,. Sumiu. E nunca mais o vi. 

domingo, 23 de agosto de 2015

COMO?


E dali há uns dias, ele ressurgiu e trouxe consigo uma mensagem. Eu chorei. Mas não retornei.

PASSADO

Finalmente, tomei a decisão. Desta vez definitiva. Vários telefonemas. Alguns não atendi. CORSÁRIO me ligava sem parar. Já tinha combinado com amigas que eu ía sair. Jantar num lugar, bom gurias legais. Eu coloquei minha melhor roupa e estava decidida a ir. Quando novamente o telefone tocou. Então finalmente atendi. Era novamente CORSÁRIO. Não perdoei-me quis encarar. Não adiantava mais adiar, tinha que falar. Não quero mais. Chega de tantas desilusões e de vida perigosa. Chega de ir a lugares incomuns. Chega de tanto mar, lua, estrela, bebidas, festas escuras. Chega de ilha, vaga-lumes, lágrimas, alegrias, solidão e foguetes, bicicleta, carro, suor, unhas ruídas, pele, osso, cigarro, maquiagem, maquiagem borrada, shows, noite escura, dias de sol, orações, bandidos, arrependimentos, coragem. Cansei. Velas, luzes, barcos, redes. Cansei. E com coragem, novamente, fiz minha melhor maquiagem, coloquei meu melhor perfume, liguei meu carro e no lugar que ha anos e anos nos encontramos, fui. E lá estava ele, do mesmo jeito, me esperando com o cigarro na mão, naquela parada. Ele não exitou nenhum momento de me dizer que estava com saudade. Muita saudade. Nenhum momento por surpresa minha, eu fiquei feliz. Não estava feliz. Estava trite em saber que mais uma vez, estava disposta a terminar e não sabia se ía terminar. Eu queria ir em um lugar público, mas ele não. Eu queria tomar algo. Mas ele não. Paramos em um buteco, depois de andar muito de carro, quando compramos algo para beber. Aquela noite para mim, não tinha estrelas, nem lua. Também não sentia o cheiro dele. Me senti muito só... E assim permanecemos no silêncio durante algum tempo, mas aquele silêncio, era preciso. Caímos em nós mesmos, quando ele começou a falar do passado. Já sabia ele, que eu não estava bem e que realmente naquele momento, nada mais seria possível. Ele sabia, mas não acreditava, talvez nem eu. Fomos no meio da noite, no mato, nas estrelas e o medo de eu não conseguir era maior. Mas eu não podia fraquejar. E como num susto eu disse: Não quero mais. Chega de tantas desilusões e de vida perigosa. Chega de ir a lugares incomuns. Chega de tanto mar, lua, estrela, bebidas, festas escuras. Chega de ilha, vaga-lumes, lágrimas, alegrias, solidão e foguetes, bicicleta, carro, suor, unhas ruídas, pele, osso, cigarro, maquiagem, maquiagem borrada, shows, noite escura, dias de sol, orações, bandidos, arrependimentos, coragem. Cansei. Velas, luzes, barcos, redes. CORSÁRIO sem saber o que dizer, Suspirou, suspirou de uma maneira, que eu nuca tinha visto, mas era real. Então, ele me disse: "Queria tanto acreditar que não é verdade, mas pela primeira vez em todos estes anos, sinto uma sinceridade, não vindo de tua boca, como antes, mas da tua mente." A minha mente, naquele momento, entrou em eclipse com a dele.  E assim, fomos. Um para cada lugar. Ele ainda indagou o porquê de tudo isto. Eu não quis responder. Apenas disse: "O FIM"

segunda-feira, 8 de junho de 2015

"A NOITE TÁ NO FIM"


A FADA DO MEU BOTEQUIM

Tanto tempo sem vê-lo, tanto tempo sem tê-lo. Saudade, dor que geme no ser. Dor que frutifica no ventre, nas entranhas do corpo suado, molhado, das noites sem dormir. CORSÁRIO sumiu. Acredito que no Rio Jacuí, talvez no Rio Guaíba, talvez em Triunfo, em Rio Grande ou no grande Oceano. Tantas coisas aconteceram. Tantas pessoas, me viram, sorriram prá mim, me consolando dos últimos acontecimentos, a falta dos meus pais, a falta da minha filha, vida, vida loka. De repente, não mais que de repente, me sinto isolada numa grande ilha com tanta gente que pega seus barquinhos, vêm e vão e assim os dias vão passando de "par em par".E no meio de tudo um pequeno ar de solidão. E de repente a coisa vai andando, a vida vai andando. Sinto ainda as mãos de CORSÁRIO, mãos longas, cheias, longa, sinto ainda seu hálito na minha boca. E assim vou indo. Sempre com vontade de estar no mar, no bar, no ar. Bebo meu vinho, minha cerveja, oro, oro muito prá esquecer, to indo pro litoral. Reviver coisas, amar coisas. Respirar o ar das coisas. Amo, amo e penso onde ele está? Á Deus rogo, Maria mãe dos aflitos e dos perdidos. Sinto e choro. Ele nunca está ausente. Aos que foram para outro plano, foram e nada mais. Aos que ficam orações.

terça-feira, 28 de abril de 2015

TEMPO, TEMPO, TEMPO

Depois de tanto tempo, tempo, tempo, tinha a imprenção que nada mais ía acontecer. Mas algo inevitável, algo que sangra dentro de mim, faz com que eu me aproxime de CORSÁRIO. Ainda tentando fugir dele, agonizei em caminho que eu adoro fazer. Na esperança, na triste esperança de rever o HOMEM DAS ÁGUAS, me revirei até o local que me encontrei com ele. Sim, porque gostei. Na realidade, nunca mais o vi, nunca mais o senti. Mil trezentas visualizações do meu blog, fico imaginando quem observa e nada descreve. Continuei meu caminho até onde eu entendia que seria o local de parar. Parei num boteco, comprei uma cerveja e um cigarro como de costume e fui visitar meus amigos. Um casal muito legal; A DAMA E O VAGABUNDO. A DAMA me colocou no salão de beleza e me fez bonita e assim, resolvi passar a noite com eles. Em paz. em paz? De repente, no meio do filme que estávamos olhando, quando a DAMA desce as escadas, o VAGABUNDO, resolve botar um filme pornô, ai que vergonha. Tentei escapar e desci as escadas atrás dela. Talvez, movido por minha curiosidade, porque perguntei, como se acessava os filmes pornôs. Sim, talvez movido por minha curiosidade e o bobão, pensou algo. Mas não dormi, fiquei a noite toda acordada. O que seria paz, tornou-se uma noite de insônia. Coitada da DAMA, ter um VAGABUNDO BOBÃO, ao seu lado. Mas por fim, amanheceu. Tomei banho, num banheiro muito bom, casa boa e me fui caminhando pela cidade. Muito bom. Sol batendo, vida, vida, secas. Cheguei até a casa da minha amiga VIRGÍNIA que tem um marido maravilhoso, homem com o qual compartilhei bons momentos, de amor, beleza e sexo. Adoro ele.MAESTRO, é um homem bom, me respeita, me beija me dá carinho, com a autorização de VIRGÍNIA. Sempre convivemos em comunhão, ás vezes tenho saudade dele.Mas chegando lá, encontrei VIRGÍNIA muito doente, então  a  atenção de MAESTRO era praticamente só prá ela. Praticamente, porque ás vezes ele vinha e me agarrava na cozinha, me beijava e aquele medo de alguém se aproximar. Mas no meio disso tudo, quem eu vejo: CORSÁRIO. Sentando, me olhando, livre, leve solto, como sempre. Amo, amo. Fim de tarde. Fim de tarde, fomos, eu e CORSÁRIO numa chácara tomar banho de piscina, sol entrando, vida, vida, nos beijamos, nos agarramos novamente e o sonho virou pouco, O sonho de não tê-lo mais. Mas ele, ele, está de casamento marcado. Casamento.TEMPO, TEMPO, TEMPO.

domingo, 25 de janeiro de 2015

VINHEDOS.

O Celular é uma invenção maravilhosa. Com ele, você pode ver quem está querendo falar contigo. Desta vez, depois de muito tempo, MADAME BURTERFLY, liga. Parece que adivinha que eu novamente estou querendo esquecer CORSÁRIO, viver outras coisas. Mas não, no entanto a primeira frase que digo: "Só faço este favor para ti se me deixares ir em tua casa pousar, pois pretendo ir lá prá cima. "Imaginaaaaaaa, eu novamente aos trancos e barrancos. Minhas amigas me convidam prá passear, fazem planos comigo, mudar a casa, viajar. E o que acontece? Penso nele, em estar com ele em viver novamente loucuras com ele, meu querido CORSÁRIO, que está se acabando. Não vou mais atender o celular.Ela me convidou para irmos aos vinhedos, onde um dia, fui com CORSÁRIO e brincamos em baixo dos parrerais de uvas, brincamos, rimos, gozamos, numa tarde linda de verão.Não, não atenderei mais o telefone.