NOITE, SEMPRE NOITE

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NOITE

terça-feira, 28 de maio de 2013

FREEZER


Me deitarei num freezer enorme, que caiba todo o meu ser congelado, estagnado por tudo que vivi, mesmo por não ter medo, mesmo por desconhecer o desconhecido, me deitarei. O tempo, há o tempo, tão amigo de uns, meu inimigo, este vai me congelar. Agora, já, congelada. Meus pensamentos, terão que congelar. CORSÁRIO, vai ficar do lado de fora, vai embora, não vai esperar até que o dia do congelamento termine. Sei que se meus amigos, vêem isto, certamente pensarão que estou mórbida, depressiva, mas hoje, agora, tenho que entrar no freezer. Comprarei roupas lindas, jóias brilhantes, cintos de couro, bota montaria, saias longas, anéis de ouro e prata, colocarei batom vermelho, colocarei o melhor perfume, pintarei os cabelos. Não roer unha, começarei um novo trabalho,dançarei músicas eletrônicas, rock, valsa, gauchesca, pagode sertanejo, beberei bebidas, nunca vistas, lerei livros nunca lidos,abraçarei antigos amigos, amigos novos, novos amigos, brincarei com crianças, sentarei no colo de meus pais, beijarei meus filhos ao dormir, horas, horas, minutos,minutos,tempo, tempo.Esquecerei quem fui, quem sou, prá onde vou. No Freezer ficarei, até que a morte nos separe, de uma vez por todas, CORSÁRIA, CORSÁRIO. Criarei novos filhos, filhos dos meus filhos, viajarei por lugares antes nunca vistos, caminharei por estradas, nunca vistas, flores perfumadas, nuvens carregadas, eu dentro do meu Freezer, tudo, tudo tem lá.Vou ver meus ídolos nos shows que vão oferecer prá mim. Pularei de alegria, cantarei. Freezer, hó freezer meu, existe CORSÁRIA, mais louca do que eu? CORSÁRIO, vai continuar do lado de fora, sempre na expectativa do descongelamento, só o tempo, o tempo congela, inimigo meu tornar-se há meu amigo.ESTER, minha amiga, que só procuro para falar de CORSÁRIO, disse que ía ler hoje minhas palavras, por quê? Não sei porquê. Sei que ESTER se preocupa comigo, ela comandará a temperatura do freezer, entregarei o botão prá ela. Quando ela ver que finalmente CORSÁRIO, foi embora, ela desligará com um sopro de vento todo o gelo que ali se concentrará. ESTER é uma mulher que guarda segredos. Eu não! ESTER é uma mulher que ignora meu CORSÁRIO, ainda bem. CORSÁRIO, é só para mim e a mãe dele. Vida de Freezer.CORSÁRIO era só para mim e é para a mãe dele. CORSÁRIO ultrapassou os limites da minha sabedoria. Até aqui eu sabia o que queria. Queria CORSÁRIO. Agora ele me pôs em dúvida. Pela primeira vez, ele me pôs em dúvida. Então Freezes, então o tempo passa, os segundos, minutos, horas, dias, meses, anos. E assim penso que ESTER, vai cumprir a missão ha que ela veio. Detonar, desligar, ativar o botão do Freezer. CORSARIO me pôs em perigo, no meio de bandidos, prostitutas, loucos. CORSÁRIO, pensou que eu seria capaz. Não sou capaz. CORSÁRIO pela primeira vez me tratou mal. Não tenho palavras hoje para descrever, amanhã quem sabe. O amor, tão imaginável em minha mente, virou cinzas, ainda queima, mas então eu no Freezer, não assistirei até quando. Freezer, freezer meu, existe amor mais imaginável que o meu? MUSICS DE HOJE. ARMANDINHO - OUTRA VIDA. 

domingo, 19 de maio de 2013

AMOR SUPER-HERÓI

EU SÓ TENHO A APRENDER COM MEU CORSÁRIO.

MARIA DA CONCEIÇÃO


Enquanto estávamos indo para o Delta do Jacuí, CORSÁRIO me falou de algo que eu não podia imaginar, de algo que talvez por um momento, pensei que era imaginação da sua mente, mas a história veio a se confirmar quando a VÓ falou com certeza e resignação:  dizia a VÓ que á mais ou menos 4 ou 5 anos atrás, este menino salvou a vida de uma pessoa, libertou-a de um mal ou pelo contrário a devolveu finalmente para a vida eterna. Existia aqui uma mulher ribeirinha chamada MARIA DA CONCEIÇÃO, ela veio a ficar mal, de repente uma doença que não tinha cura.Esta mulher, estava abandonada em sua cama, durante dias. O marido dela saía para trabalhar e não conseguia ver o estado em que ela se encontrava. Um dia CORSÁRIO, este menino, foi na casa dela, atravessou o rio de barco, e chegando na casa, viu-a completamente debilitada, muito doente mesmo, não só doente, mas suja, suja mesmo, com vestígios de urina e fezes em seu corpo, pulgas, sem tomar banho mal alimentada. O marido dela, não tinha coragem de cuidar dela como deveria. CORSÁRIO, este menino, pegou-a nos braços, deu-lhe banho, lavou bem os cabelos dela, arrumou-lhe a cama, lavou os lençóis, fez comida boa para ela, tratou dela, com cuidado e carinho, atravessou o rio novamente para buscar coisas para curar suas feridas. Era um dia especial para MARIA DA CONCEIÇÃO, ela a princípio não quis, sentiu-se intimidada, mas CORSÁRIO com suas palavras e carinho, conseguiu fazer esta mulher renascer por um momento. Quando o marido dela chegou a viu limpa, alimentada, ele perguntou como podia aquilo. MARIA DA CONCEIÇÃO disse que havia um anjo lindo de cabelos cacheados que veio ajudá-la, ergueu-a nos braços, arrumou-lhe os cabelos, deu banho e alimentação. Dois dias depois MARIA DA CONCEIÇÃO, foi embora, foi viver no lugar mais lindo, lá onde o anjo que persistia em estar no corpo do meu CORSÁRIO, esperava por ela de braços abertos. Ela foi linda, limpa, e feliz. CORSÁRIO, fez o que o anjo queria, assim para que ela alcançasse a vida eterna. Meu CORSÁRIO tem estes poderes. E eu brincando e sorrindo e chorando por dentro pedi, que quando eu estiver na minha hora, quero que ele me acolhe, assim assim, e que num clarão, ele abra a janela para que eu possa ver o mar e ir embora limpa, linda e com o aconchego do meu CORSÁRIO. Vida, vida, que surpresas ele pode me trazer. Porque meu CORSÁRIO, tão lindo, tão anjo, tem que carregar a podridão do mundo, quando ele salva almas? Por quê? Por quê? Não consigo respostas, só CORSÁRIO sabe.

sábado, 18 de maio de 2013

ESTADO DE CHOQUE

Hoje foi um dia muito especial, a coisa ocorreu em Estado de Choque, CORSÁRIO sempre me surpreendendo e a vida que ele me mostra, me faz voltar novamente aqui, hoje, ele me aconselhou a vir direto prá cá. Por isso o Estado de Choque. CORSÁRIO sabe, que meu blog existe, CORSÁRIO sabe tudo, como ele sabe? Ainda não sei. Mas o meu estado de choque foi terrível. Imagino que alguém falou a ele que a vida me ensinou a escrever sobre ele. Coisas ele me falou, me indagou, queria ele me arrancar palavras, lágrimas, talvez um Eu Te Amo. Palavras conseguiu. Muitas palavras, então quando ele satisfeito do que queria, novamente fez planos, praia, praia...não sei se quero viver tudo isto novamente. CORSÁRIO me deixa feliz, mas a felicidade que ele exala, se detém em momentos de tristeza, quando estou só. Muitas coisas prá eu fazer, muitos planos a realizar, no entanto, largo tudo prá fazer as vontades, realizar os desejos de CORSÁRIO. então ele sorri, então ele me aguarda, como quem pega um barco e vai velejar. Não sei até onde é compreensível estes momentos, ou minha vida com CORSÁRIO. Sei que tudo um dia vai ter fim e este fim, parece que não tem fim. Loucura insana, como sempre.Pensei em trabalhar, fazer o que realmente prá mim, era de fato importante, ganhar dinheiro, no entanto a ligação de CORSÁRIO, foi cedo. "Quero ir na casa da Vó", então, o Delta do Jacuí. Meu Deus, meu Deus, como negar? Como negar algo para CORSÁRIO, ainda mais aquele lugar maravilhoso, onde a gente carrega as forças e as forças carregam a gente. É claro, ajeitei dali, ajeitei daqui e fomo e fomos...Estrada longa, longas rizadas, longas palavras, plantação de arroz, animais voadores, cães, trabalhadores, vida, vida e eu feliz e ele feliz. Então...como do nada, a voz de CORSÁRIO me devolve á realidade quando ele diz que tudo que vivemos daria um livro. Hammm ESTADO DE CHOQUE! Fiquei surpreendida, sorri, chorei por dentro, me deslimbrei e dois minutos de silêncio invadiu minha alma, tão castigada alma, tão confusa alma. Pensei em dizer que era loucura, mas como exalar uma palavra de mentira sequer á CORSÁRIO! Sem condições e é claro, acabei dizendo prá ele que eu tinha um blog expliquei em detalhes como funcionava. Então....daqui prá frente palavras cuidadosas. Pensei. Ele sorriu e falou sério, devemos fazer um livro e publicar. Claro, claro...hammmmm? E ele, não se esqueça de mim. Então, tá....Estado de Choque. Mas durante a volta, falamos de nossos amores, nossos desejos, do sol,, do mar, do frio, do ar, das estrelas e dos vagalumes. Então vagalumes, os quanto foram colocados em sua mão e ele amassou.Então, de repente, the music Vagalumes e assim, no celular. E assim, em Estado de Choque escutei, vibrei, amei, ele colocou prá eu escutar, porque gosta da music, ele pagpu ceva, ele pagou xis, então ficamos felizes.Não quero sexo agora, deixei isso bem claro. Deixei ele na casa de amigos, o que para mim, também ficou bem claro o que ele ía fazer. AMASSAR OS VAGALUMES NA MÃO DELE.

quarta-feira, 24 de abril de 2013

Fabrício Carpínejar- Baseado em: Medo de se Apaixonar- NÃO SENTI MEDO DE ME APAIXONAR

Não senti medo se sofrer que não estava acostumada.Não senti medo de me conhecer e me esquecer outra vez.Não senti medo de sacrificar a amizade. Não senti medo de perder a vontade de trabalhar, de aguardar que alguma coisa mudasse de repente, de alterar o trajeto para apressar encontros. Não senti medo se o telefone tosasse ou se não tocasse. Não senti medo de inventar desculpa para me ver livre do medo. Não senti medo de me sentir observada em excesso, de descobrir que a nudez ainda é pouca perto de um olhar insistente. Não senti medo de ser engolida como se fosse líquido, de ser beijada como se fosse líquen, de ser tragada como se fosse leve. 
Não senti medo de me apaixonar e não prever o que poderá sumir, o que poderá desaparecer. Não senti medo de que ele seja um canalha, medo de seja um poeta, medo de que seja amoroso, medo de que um pilantra, incerta do que realmente quer, talvez todos em único homem, todo um pouco por dia. Não senti medo do imprevisível, que foi planejado. Não senti medo de que ele mordia meus lábios e provasse o sangue.
Não senti medo de oferecer o lado mais fraco do corpo. O corpo mais lado da fraqueza. Não senti medo de que ele fosse o homem certo na hora errada, a hora certa para o homem errado.. Não senti medo de me ultrapassar e esperar por anos, até que antes disso e depois disso possam se coincidir novamente. Não senti medo de largar o tédio, nem de que ele inspire a violência da posse, a violência do egoísmo, que queria reparti-lo com ninguém, além dele. Não senti medo de que ele fosse melhor do que as suas respostas, pior do do que suas dúvidas. Não senti medo de que ele não fosse vulgar para se escorraçar, mas deliciosamente rude para chamar, que ele se vire para não dormir, que ele acorde ao escutar a minha voz. Não senti medo de ser sugada como se fosse pólen, soprada como se fosse brasa, recolhida como se fosse paz. Não senti medo de ser destruída, aniquilada, devastada, e não reclamar da beleza das ruínas. Não senti medo de ser antecipada e ficar sem ter o que dizer. Tão pouco de não ser interessante o suficiente para prender a atenção dele. Não senti medo da independência dele, de sua algazarra, de sua facilidade em fazer amigas. Não senti medo que ele não precisasse de mim. Tão pouco de ser uma brincadeira dele quando falava sério ou que bancava o sério quando fez uma brincadeira. Não senti medo dos cheiros dos travesseiros, cheiro das roupas, dos cabelos, de não respirar sem recuar. Não senti medo que o medo de entrar no medo seja maior do que o medo de sair do medo.Não senti medo de machucar, ferir, agredir para não ser agredida nem machucada. Não senti medo de passar felicidade sem reconhecê-la, tão pouco medo do cansaço de parecer inteligente quando não há o que opinar. Não senti medo de interromper o que recém iniciou, de começar o que terminou. Não senti medo de enlouquecer sozinha.


sábado, 6 de abril de 2013

OUTRA NOITE QUE SE VAI


TOCA O MARLEY NA VIOLA


Ainda no meu tempo, continuo indo nos lugares que CORSÁRIO vai. Ainda no meu tempo, continuo buscando o olhar obscuro de CORSÁRIO. Ainda no meu tempo, busco a solidão e choro por opção, não quero, não vou me olhar obscura. Ainda no meu tempo, fico imaginando os lugares que poderíamos estar juntos. Ainda no meu tempo, ainda busco as mensagens no telefone, fotos e releio o blog. Ainda no meu tempo, nada de novo. Não quero. Ainda no meu tempo, fico sozinha no bar, sentada, fumando esperando ele chegar. Ainda no meu tempo, espero ele ligar. Ainda no meu tempo, evito ir na casa dele. Ainda no meu tempo, se ele passar ou ligar, vou evitar. Ainda no meu tempo, levanto e vou trabalhar, sorrio, choro, lavo roupa, tomo banho e minha febre vem. Ainda no meu tempo, penso que ele deve estar com outra. Ainda no meu tempo, minto que não quero mais. Ainda no meu tempo, penso que minha família é tudo prá mim. Ainda no meu tempo,sonho que estou no mar. Ainda no meu tempo, obstinada, abstinência. Ainda no meu tempo, droga vencida, ardida doída. Ainda no meu tempo, toca um Marley na viola.

OUTRA NOITE QUE SE VAI
E outra noite que se vai
E eu não to correndo atrás
Quanto tempo já passou
E a gente nem se falou
Quanta coisa a gente faz
Depois quer voltar atrás

Outra noite que você
Passa e finge que nem vê
Não esconde o teu rancor
Quer tentar me enlouquecer
Quanta coisa a gente faz
Depois quer voltar atrás

Então me diz alguma coisa
Bate aqui de madrugada
Pra lembrar daquele tempo
Pra sempre ou só por um momento
Me dá um beijo na boca
E depois me leva pra tua casa

Perguntou por mim que eu sei
Olha por mim vai tudo bem
Disse que me viu passar por ai
E que eu não tava muito bem
Quanta coisa a gente faz
Depois quer voltar atras

Então me diz alguma coisa
Toca um Marley na viola
Pra lembrar daquele tempo
Pra sempre ou só por um momento
Me dá um beijo na boca
E depois me leva pra tua casa

Perguntou por mim que eu sei
Olha por mim vai tudo bem
Disse que me viu passar por ai
E que eu não tava muito bem
Quanta coisa a gente faz
Depois quer voltar atrás

Então me diz alguma coisa
Toca um marley na viola
Pra lembrar daquele tempo
Pra sempre ou só por um momento
Me dá um beijo na boca
E depois me leva pra tua casa