Minhas amigas me perguntaram: "Como vc vive sem o CORSÁRIO?" Respondi: "Como roupa no varal, aguardando solenemente que um cão vira-latas passe, me alcance com suas patas, puxe-me e finalmente, me coloque em sua boca, me rasgue toda, me leve de um lado para o outro, me arraste no chão. E quando estiver cansado de brincar comigo, me abandona no meio da lama, onde provavelmente, um rio passa por perto, e me leve, me leve prá bem longe....os caquinhos, os rasgados, os pedaços, flutuando nas águas serenas e aí...ainda com esperança que a roupa do varal, que agora navegando pelo rio aos pedaços, seja recolhida pelas mãos do meu CORSÁRIO quando estiver navegando em noite de lua cheia. Pega o trapo, torce e passa no rosto, no tórax, nas axilas para limpar o suor e leva no barco e sentado do lado do pano rasgado, olhe prá mim e diga: 'Era um lindo tecido, fino, requintado, agora é meu'."

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