Estou pensando agora, neste exato momento, dez dias depois de estar e somente estar com meu CORSÁRIO que viverei apenas de lembranças. E que daqui por diante escreverei detalhes, momentos que passei ao lado dele. Coloquei no meu celular: "E assim os dias vão passando lentamente" indiquei este blog para duas pessoas leem, penso que vou indicar também para o PREFEITO pessoa que está se comunicando comigo . Não, não vou fazer isto agora!
A última vez que estive com CORSÁRIO, ele me pediu dinheiro. Fui até a casa dele. Me chamou de querida, lia nos seus olhos que queria me comer, me saborear. Mas eu por sem motivo nenhum, naquele momento, não quis. Não quis talvez porque estava cansada, minhas forças chegando ao fim. Ele me deu um beijo, e neste beijo ele sentiu que minha energia para ele, estavam acabando, estavam por um fio, um último suspiro.Carregava comigo um vestido "tomara que me coma", um salto alto, somente calcinha branca embaixo, exatamente como ele gosta. Até pensei em algo, quando me arrumei, mas ao chegar perto dele, além da calcinha molhada, não consegui imaginar ele me tocando. Me perguntou várias vezes onde iria. Contei-lhe com detalhes, que tinha uma janta de pessoa influente da cidade vizinha, gente que ele não conhecia, onde ía rolar champagne e comida boa, gente bonita e assuntos agradáveis. Ele se distanciou de mim, como um pássaro negro na plantação, que ao ver o espantalho, segura firme seu coração na boca e voa para bem longe. E foi o que ele fez. Voou. Foi para bem longe, desde então, não tenho notícias dele. Fico imaginando, quantas coisas ele está vivendo na beira do rio, ouço sua voz gritando ás margens, quando alcança o pear, escuto rizadas de mulheres loquaz da beira do cais, tocando o corpo dele, também cansado de tudo. Sinto o cheiro do fumo que ele puxa para os pulmões, o arrepio nas costas, quando ele exala a branquinha, e o ardume da cachaça em sua garganta. Consigo acompanhar seus passos de volta prá casa lentamente e trazendo peixe podre nas costas, BR em frente, Ouço o choramingar dele, vejo seus cabelos crescerem e sua barba. Vivo tudo que ele está vivendo. Mas decidi: Vou apenas escrever com detalhes, tudo que tenho na minha memória, o sexo, o diálogo a vida que tive ao lado de meu CORSÁRIO. Cinquenta Tons de Cinza? Que nada, Seiscentos Tons de Obscuridade.
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