NOITE, SEMPRE NOITE

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NOITE

quarta-feira, 7 de maio de 2014

A ONÇA BEBE ÁGUA VENENOSA.

Ainda trago comigo aquele rosto cheio de esperança. Maquiagem, roupas exuberantes, muita alegria, vida, vida, jóias, cabelos soltos ao vento meu carro agora com uma onça como adesivo e tento brilhar, brilhar. Chego nos locais quase sempre sozinha ou quase sempre com muita gente de nariz empinado, salto alto. Brinco danço, sorrio e conto piadas. Dou rizadas que nem eu mesma sei de onde as tiro. No entanto quando me encontro com CORSÁRIO, todo o passado retorna. Fui numa festa onde ele estava, estava há dias. Sempre prestativo quis ele fazer parte da arrumação. Fui convidada para participar como amiga da família e de fato desta vez me pus no meu lugar. Amiga da família. Orei a semana inteira enquanto ele trabalhava nos preparativos da festa da família. Corri a semana inteira atrás de jóias, roupas e calçado, a melhor com certeza. Me preparei como uma onça. Cheguei e a primeira pessoa que vi, é lógico ele. Ele estava lá, também tentando de todas a s maneiras disfarçar, pois na semana anterior havíamos brigado novamente. Em resumo, mandei  mais um torpedo. "Juro por Deus, não te quero mais". E agora a coisa ficou muito séria, eu jurei por Deus. Durante os acontecimentos da festa, ele ía e vinha, passava por mim, como um viajante solitário, não estava bonito como eu previa. Estava com uma roupa bem simples, ao contrário de mim. Ele com um blusão branco e calça jeans, não gosto daquele blusão. Estragou o meu fogão.Não gosto daquele blusão, talvez tenha a referência de que os piores momentos que passei com CORSÁRIO, foi quando ele estava com aquele blusão.Eu de minha parte, com uma saia longa, muito longa preta com cintura lata, uma blusa de onça, um colar de crucifixo  prata meio Dark até a barriga e brincos pretos. Fingia não vê-lo, mas impossível. Conversei com várias pessoas, sempre sorridente, tirei muitas fotos que levaram várias curtidas, dancei. Via ele se infurnar atrás de uma árvore ou na escada sentado solitariamente para fumar. A impressão que eu tinha e só eu tinha, era que ele estava a minha espera. Durante o buffet, trocamos algumas palavras, meras palavras, bobagens sem sentido, mas assim mesmo, ele mais uma vez demonstrou ser mais inteligente que eu. Terminou a tarde com a crise de ciúmes de uma mulher a LOUCA, que me separou do marido dela, quando viu nos dois dançarmos, então CORSÁRIO foi embora. Dancei com o cunhado de CORSÁRIO, homem que ele tem muito ciúme, então ele pegou nem me lembro quem e convidou para dançar e no dançar, ele esbarrava em nós. Sentia orgulho e medo. Mas por fim com a cena da LOUCA, decidimos vir embora. Foi um dia bom. Consegui não me aproximar dele. A última vez que falei com CORSÁRIO, foi quando ele me convidou para jantar, mas senti na fala dele que a inteção era me persuadir, para me levar naqueles locai que ele costuma ir. Fiquei decepcionada, quando recebi o torpedo dizendo a real intenção dele. A minha resposta foi não, não. E fiquei orgulhosa de mim. E quase que fui. A onça bebe água venenosa.

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