NOITE, SEMPRE NOITE

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NOITE

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

OBSERVANDO

Já fazem 10 dias que não consigo sentir o cheiro de CORSÁRIO. Já fazem 3 dias que choro. Dou uma parada naquilo que faço e choro. Já fazem um século que amo CORSÁRIO, tudo está escrito. Procurei novamente a casa espírita, para eu conseguir me sintonizar com ele á distância. Meu amor é tão grande, que penso que CORSÁRIO agora, somente á distância. Estou tentando enviar bons pensamentos prá ele, boas energias, e assim me deram a impudência de fazê-lo, estou tentando, mas ainda estou muito fragilizada. Fumo muito, bebo muito e choro muito. Sei que tenho que parar pois assim, não conseguirei nada. Mas quero continuar na minha caminhada. Sei que ele ainda vai estar nos meus braços, vou sentir o cheiro dele, talvez ainda até morrer nos meus braços, pois o fim está próximo, bem próximo. Estive na casa de uma amiga, que assim do nada, está me auxiliando. ROSA-FLORES, é uma pessoa que também já sofreu muito por amor, tem algumas passagens de vidas, sempre sofridas por amor. Ela ainda não sabe, mas vai ter que viver talvez mais uma ou duas vidas terrenas assim. Estou tentando de todas as maneiras, me divertir, conversar com pessoas. E ROSA-FLORES, me convidou para irmos na casa dela, onde tem um enorme jardim, e por causa desse jardim, as pessoas vão passando na frente e ficando. Muito bom. Tomamos muitas cevas, conversamos, damos rizadas, mas meu pensamento somente em CORSÁRIO, sabendo que o trajeto dele, é a casa onde ela mora. Todos que passavam de boné na cabeça, magros, meus olhos arregalavam e diziam:"É o seu CORSÁRIO". Me enganavam meus olhos, e assim, entramos madrugada a dentro. Estavam em minha companhia, alguns amigos de CORSÁRIO: GURI e SEPÉ. Me conheceram naquela noite e ficaram encantados com a beleza em que me encontrava: shortinho de jeans, blusinha preta tomara-que-caia, colares, pulseiras e dançando muito, rindo, parecia que estava feliz. Ambos, GURI E SEPÉ, queriam passear comigo. Queriam entrar no meu carro e pelos seus olhares fazer sexo comigo, porque meu corpo pedia sexo, mas não o deles. Fico com a minha vagina transparecendo, quando fico muitos dias sem sexo, e agora especialmente sem o sexo do meu CORSÁRIO. Tinha tudo na mão, poderia escolher, um dos dois ou os dois. Não quis. SEPÉ, cutucava no meu ouvido palavras de acalento. GURI, palavras obscenas. Então, quando eu distraída, sorridente, aparece do nada, no meio da noite, na escuridão o meu CORSÁRIO. Senta numa cadeira, observa todos, e pde um cigarro, ninguém se levanta do lugar, ninguém diz nada. Ele chegou e somente o silêncio.Somente ele falava. Então, ele olhou fixamente para mim. "CORSÁRIA, vc tem um cigarro?" Eu o dei. E quando ele pegou da minha ,mão, sumiu assim como chegou: no meio da escuridão. Ainda tentei alcança-lo, queria sentir o cheiro dele, beijá-lo no pescoço e nada. Foi aí então que olhei para a praça, enfrente a casa de ROSA-FLORES, lá estava ele, o meu CORSÁRIO, perdido na escuridão, sozinho, olhando para nós, me observando. Continuei a dançar, falar alto, rir, porque sabia que ele estava lá. E assim, ao longo desses dez dias, a notícia que tenho dele, é que ele vai sempre na praça em frente da casa de ROSA-FLORES, e pergunta por mim. E na escuridão ele fica, observando quem entra e quem sai. CORSÁRIO, POR QUE SOFREMOS TANTO?


Um comentário:

  1. MEU COMENTÁRIO É TRISTE E OBSCENO. CORSÁRIO E CORSÁRIA, AMANTES DO NADA.

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