NOITE, SEMPRE NOITE

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NOITE

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

INDIFERENÇA

Acolha-me em ti, hó indiferença infinita. Deixa-me sobreviver a tua indiferença. De tantas noites solitárias, vinhos cigarros, orações e medo. O som do mar, pés caminham, fazem sofrer coisas que CORSÁRIO não vê. Há indiferença, acolhe-me em teu ombro, deixa eu chorar, gritar, rasgar viver. Quero cada vez mais viver a indiferença. Quero ajoelhar-me a seus pés e dizer que não estou mais aqui, que simplesmente me convenci que vc indiferença venceu. Dor, dor da indiferença. Mulher tão capaz de terminar com tudo. Silêncio, soluço selenium, a nave permanece mesmo quando cai. Quem sou eu contra a indiferença?Vou compartilha-la comigo, e ser amiga da indiferença. CORSÁRIO, nunca mais.

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