Tenho me ocupado bastante com um novo trabalho que está me encantando. Pensei que não sabia fazer muitas coisas, além de amar loucamente CORSÁRIO. De repente um amigo, PAI DE SANTO me convida para fazer uma coluna no jornal, estou gostando. Dedico muito tempo pesquisando, falando com pessoas, tirando fotos de gente que não tem chance de sair na coluna social dos 'chiques' eu faço isso, busco lugares, pessoas amadas e queridas do meu bairro e estou feliz. Elas sentem-se felizes. Bha hoje estou me esmeirando nas palavras, mas aqui não sou assim.CORSÁRIO no entanto, viu algumas páginas e nada disse, apenas sorriu aquele sorriso que ainda não sei definir.Digo isto sim, porque estamos nos encontrando e novamente, não sei até quando. Aqueles beijos, aquela pegada, e agora com um novo ingrediente: O ciúme dele? O sentimento de posse? Não sei. Só sei que adoro. Adoro tudo que vem dele. sorriso mal feito, beijos incandescentes, brigas, silêncio selenium. Putz...telefone celular desligado! Adoro!.
Dia 07 de Outubro: Depois de tanto tempo, resolvi sem mais nada haver....caminhar na praça. Mal tinha chegado, quem eu vejo. CORSÁRIO tentando fazer um exercício físico, ali sozinho, caminhei em sua direção, pensei em continuar....mas minhas pernas, coração, mente, espirito, não deixavam. Parei. Conversamos como bons amigos....compadres, comparsas, cúmplices de tudo e como se nada tivesse acontecido em nossas vidas. Sentamos, rimos, tomamos água. Até que ele me convidou para sairmos. Onde? No mesmo lugar de sempre. Nosso cantinho no mato, na rua, no carro. Eu estava com uma calcinha branca que ele adorou, passava a mão ligeiramente e afinava os dedos entre minhas pernas, eu estava muito molhada, além do normal, pois tbm estava em fim de período menstrual... de repente, voltou tudo. Ele não ligou. Adorou....transamos como se fosse a primeira vez novamente, gritamos, adoramos. Fui prá casa ensaguentada e feliz.
Dia 11 de Outubro: Fomos juntos para a praia, almoçamos em casa, depois pegamos a mãe dele MADAME BUTTERFLY, passamos por vários lugares, junto com ela. Ele sorria mas nada dizia. Eu sonhava e ele nada sonhava. Chegamos na praia, cada um escolheu seu lugar para dormir. Eu fiquei num lugar estratégico, lindo, casinha nobre, esperando ele chegar. Nada. passei aquela noite inteira acordada com um vinho na cozinha e um cigarro. Só ouvia os passos dele na grama e a tosse, mas nada. Então cheguei a conclusão: Nada vai acontecer nos póximos dias.
Dia 12 de Outubro:Descobri que CORSÁRIO tem um amigo na praia, um novo amigo que ele adora, me deu a impressão até mais do que eu. Ganhou de presente um boné tipo Tche Guevara, acho...coisa que ele não tira mais da cabeça. O amigo é um bicha véio, nada haver...por ser bicha e nem véio, mas este tipo de gente quando não está resolvido, casado, geralmente faz o cú dos meninos aí não gosto, não tolero.
Dia 13 de outrubro: Após mais uma noite sendo trocada pela bicha véia, resolvi conhecer a criatura. De fato, a casa tinha cheiro de sexo, jovens meninos entre 20 á 25 anos no sofá uma corda que me fez pensar que ele amarrou alguém na noite anterior. Seria meu CORSÁRIO tbm. Imagino que a troca era bem nítida, teu cú por um cheiro da branca, do pó, do capeta! Minha imaginação ía muito firme nos meus anceios. Ele, a bicha véia, me deu algo para beber, martini com não sei o quê, aceitei, gostei, tinha algo de mágico. Tudo bem, vou embora.Resolvi dar uma volta. Fui atgé o Cartão postal da praia, caminhei sozinha, com minhas lágrimas e poensamentos. Roendo as unhas, vento no cabelo crespo, bem crespo, respirava fundo ao subir morros. Então encontrei um SENHOR maravilhoso! Ho vida boa, pensei. Passou por mim, me olhou, olhou novamente, me amou, me beijou e me cheirou. Aproveitei a direção do vento e voltei prá esperança do meu CORSÁRIO, mas nada, novamente outra noite solitária, vinho, cigarro, unhas ruídas.
Dia 14 de outubro: Volta para casa 250km sem nenhuma palavra. Só quem falava o tempo todo era MADAME BUTTERFLY, tanto falou que me irritou e como sempre usei a palavra. Nunca mais!

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