É lógico que procurei de quase todas as formas tentar novamente esquecer CORSÁRIO, como? Ha historinha que já está se tornando uma constante, uma rotina. Vivendo, morrendo, os dias se passam. Passeio, escrevo, faço projetos, conheço homens, senhoras, crianças, tiro fotos, falo dele em todos os lugares, mas a loucura é uma constante. Inventei um projeto de fazer obras na minha casa, arrumar, limpar gavetas, círculo vicioso do meu ser. Festas lindas, pessoas lindas, comida boa, nada que me CORSÁRIO me proporciona. Achei pensei que tivesse achado, uma pessoas especial que me olha no fundos dos olhos e fala comigo, pelas redes sociais, sempre com delicadeza. Homem bom. OPALA, é um jovem senhor. Tem bons modos, casa boa, vida boa, calmo, tranquilo, ás vezes penso que ainda vou ter alguém assim, porque Deus, tem me enviado pessoas assim. Mas por que? Para quê? Me pergunto a todo instante, como, como tirar CORSÁRIO da minha mente, como mentir para ele, gritar para ele, eu não te quero mais, tem pessoas boas querendo me ver, estar comigo, viajar comigo, como? Minha mente se resume em olhar fotos, em procurar chamadas não atendidas no telefone, mensagens...passo os dias assim. Passear com família, filhos, amigos, lugares bonitos exóticos. Não, ele está no poder. Ele sabe, que quando o telefone tocar, eu estarei nos braços dele, eu irei encontrá-lo. Ele vive isto, e novamente tudo irá acontecer. E de repente, o telefone toca. Meu coração, pula, meu pulso acelera, minhas pernas tremem, meu suor no meu peito ainda cheio. Esqueço. Liga novamente e novamente todo o processo. Coração, pulso, pernas, suor, peito. Atendo. Nada, era prá eu ligar prá MADAME BURTEFLY, ligo. Falamos. Ele nada. Meu coração sabe, ela vai viajar e deixar meu CORSÁRIO sozinho. Não ligo, não mando mensagem. Penso. Vou para o salão, pintar cabelo, cortar, depilar virilia, me arrumar, com a certeza: O telefone vai tocar.
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