NOITE, SEMPRE NOITE

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NOITE

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

TORPEDO, LIGAÇÃO

Então decidi. Vou menstruar, ele não vai ligar, já fazem 3 dias, que MADAME BURTEFLY ligou pedindo que eu levasse ela para um passeio que eu neguei, porque estava muito envolvida com minhas dores. Resolvi menstruar. Parei de tomar comprimidos, não tinha nada a perder, apenas meus seios inchados, inflamados que esperavam ansiosamente pelos dias da menstruação. Programei ir na casa de OPALA, receber um pouco de carinho e atenção, tomar chimarrão com amigas, jantar em um lugar lindo, maravilhoso, com família, comer peixe, pudim. De repente o telefone toca, torpedo, meu coração dispara como sempre, minhas mãos suam, minhas pernas tremem. O que vou fazer? Claro, atender. Atender e dizer, que não posso. Até disse isso que estava longe, que não poderia ir. Tive coragem por um instante. Jantei. Tentei ser feliz. Comecei a mandar torpedos. "Espere, já vou. Á meia-noite estarei aí." Ho vida....! Lá fui eu. E novamente larguei tudo que tinha. Amigos, homem bonito, cheiroso, chácara, animais, lua cheia, bilhar, violão, coisas boas. Larguei tudo. Passei em casa, mudei de roupa, calça jeans bem apertada, como ele gosta, creme no corpo, blusinha com strass, salto alto, bem alto, casaco com capuz preto, tudo colado no corpo. Achei o meu CORSÁRIO, achei. Sentado na praça me aguardando. Lindo, daquele jeito, bermuda, camiseta e camisa xadrez e aquele boné azull que  ele ganhou.,replicando tudo o que nele escondia. Em emio á escuridão ele entrou no meu carro. Tocava um reggae, bom muito bom. Paramos num boteko prá a abastecer, cigarro. Cerveja eu tinha no carro. Chegamos em casa ele tira o boné. Beijo, beijo, criado, beijo largado, minha menstruação corria no OB, sentia o sangue subir até minha cabeça e descer até minha vagina louca aberta, esperançosa.Reclamei do cabelo dele. Cortei, com máquina e aparei pontas no pescoço com gilete, ele estava feliz, eu tbm. Reencontro. Ficamos até de manhã, tirando e colocando roupas, meustruação, sujou lençol, colchão e lixo do banheiro. Toda a a casa de sangue. Nosso sangue. Amor, amor. Quando ficava com absorvente, após banho, engolia o pênis do meu CORSÁRIO, como se fosse sobremesa de tudo que nós havíamos vivido. Maravilhoso! Amanheceu. Não dormimos. Estava feliz. Ele também. Eu não poderia dormir, ele não queria. No outro dia, sentia o cheiro dele na minha menstruação e assim, assim.
 Music de hoje: Luz dos olhos. 

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