NOITE, SEMPRE NOITE

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NOITE

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

DE VOLTA, DE VOLTA, NÃO CANSO

Tem algo que nossa vã filosofia não pode explicar, nem quero explicação.Penso que meu vício por CORSÁRIO está consumado, e que haverá muita vida ainda, muitos amores, muito sexo, muitas caras e bocas, brigas, aventuras, desventuras.Eu não entendo: Vinte cigarros por dia, unhas ruídas, cabelos ao vento e onde parar? Nos braços de CORSÁRIO. De que adianta ficar quilometros de distância se me foi permitido ficar cada vez mais próximo dele? Ha vida, vida, buscar no samba, alguém que nunca apareceu. Transar com pessoas desconhecidas, que nunca apareceram de fato dentro de mim. Gozar, pensando que talvez ele estivesse vendo. Me sinto feliz em admitir que ele faz aparte de mim. Do meu jeito meio confuso, do jeito dele, louco de ser. Mas faz parte de mim. Vejo nas visualizações que tem uma pessoa que lê meu blog, quem será? Ainda na casa da CIGANA  e de PALHAÇO, passei o dia inteiro falando nele, pensando nele. Então programei. Comprei roupa nova e fui. Fui novamente e desta vez direto á Casa Azul.É claro que cheguei dei de cara com ele. Ele tava lá, os olhos dele arregalou. Sua expressão era um misto de felicidade e vingança. Eu queria abraça-lo, beijá-lo assim que cheguei, mas MADAME BUTTERFLY estava presente, então conversamos um pouco e estava começando a anoitecer. Disse prá ela que ía caminhar na beira do mar, ela perguntou se eu não queria um maiô, eu disse não, só ía caminhar. De fato pensei nisso, sabia que ele não ía atrás de mim. Caminhando num certo momento, olhei para o lado e vi ele chegando. Ele meu CORSÁRIO,estava me seguindo, chegou, me pediu um abraço, como se nada estivesse acontecendo, me levou para as dunas de mãos dadas, e ali aconteceu. Aconteceu tudo novamente. Como se o tempo não tivesse passsado, como se nunca tivesse havido torpedos, nem distância. Me agarrou, tirou minha roupa rapidamente, transamos, ali, na areia, nas dunas, gozei duas vezes, ele espírrou aquele esperma longo e de líquido grosso, que parece um creme na minha pele, que só ele tem. Não, não usamos camisinha, novamente. Tenho medo, reviro meus olhos para cima e peço em oração o perdão e que Deus me ilumine. Naquela noite não voltei para casa da CIGANA, fiquei ali com MEU CORSÁRIO, rindo de nossos objetos, do meu carro, que fomos em casa pegá-lo para passearmos na praia. Descobrimos um novo lugar que será nosso novamente, uma estrada direto pro mar, linda com o nome de CORSÁRIA DA SILVA. E a noite se fez e o dia veio, tomei café e fui embora, e desta vez, para não voltar tão cedo. Me lembro das palavras dele. "Eu te amo", novamente, Eu te Amo que finjo não ouvir.

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