NOITE, SEMPRE NOITE

NOITE, SEMPRE NOITE
NOITE

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

O MONSTRO

Afinal, quem seria o monstro? Ele? Como disse na última vez que brigamos: "Você é um monstro..." Ou seria eu própria? Que na minha ânsia e na saudade, não contive meus impulsos e fui....fui até onde ele estava. Demorou o tempo a passar, mas cheguei lá. Exatamente no local onde pensava nunca mais, nunca mais estar. Que monstro sou eu, que não consigo ficar longe daquela sombra, que não contenho meus impulsos? Que monstro sou eu, que percorro ainda 250 km, para ver aquele que me não me julga, mas que como eu, tem saudade e quer, quer cada vez mais? Os monstros. CORSÁRIO E CORSARIA DA SILVA, monstros decadentes, em seus seres inanimados, sem perguntas, sem respostas, sem vontades, somente desejos. Fuiiiiiiii, eu, CIGANA  e PALHAÇO.Meus amigos que montando um esquema chegamos na casa de PALHAÇO, alguns quilometros distantes da casa de CORSÁRIO. Praia, mar, vida loka, coisas boas, nós três. Mas quando chegava a noite a solidão tomava conta de mim. Sentia-me como uma intrusa,, bha vou parar...gente chegando...Sim, estou ciente e quero continuar. Ouvia soluços, gritos de prazer de meus amigos, suava gelada, me masturbando na minha dor. Até que então, tive a idéia: Vou vestir uma roupa, vou sair, claro, rumo na praia, na Casa Azul e fuiiiiii. Muitas vezes durante o trajeto, lembrava-me de tudo que ha via dito prá ele, os torpedos e telefonemas que eu não dava respostas, principalmente as apalavras: Me esqueça, vai viver a tua vida...Você é um monstro e tudo mais.... e este tudo mais, se resumiu em tudo nada.Cheguei até a rua da Casa Azul, sentia o cheiro de CORSÁRIO de longe e no meio da noite, eu, tão bem vestida, com meu maio vermelho e uma blusa transparente por cima, estampada com cores de onça, sapato de salto, pronta para matar ou me matar, olhei aquela visão, na rua. Sim era ele, daquele jeito de sempre, caminhando na escuridão de encontro ao nada. Eu dentro do carro, de encontro ao tudo. Queria, mas meu medo me ameaçou, então num piscar de olhos, ele passou do meu lado, do meu lado, podia esticar o braço e dizer: E aí? Quer entrar?" Nãoooooooo, o que fiz? Acelerei o carro e fui. Acendi os faróis em luz alta e voltei no mesmo trajeto que tinha feito de ída, agora na volta. Então, o que fiz, voltei prá casa da CIGANA e voltei chorando, com minha roupa tomara que tu CORSÁRIO me coma e voltei pro quarto, onde já havia silêncio, só silêncio, o silêncio dos gemidos de CIGANA E PALHAÇO, o silêncio da minha alma.

Nenhum comentário:

Postar um comentário