Eu até que pensei que ía ser mais um dia daqueles solitários, o mesmo de sempre. Tenho saído com alguns amigos, sorrindo, mas no fundo sempre solitária. Cheguei a pensar que ando meia curva para o amor, ou melhor para o sexo, porque o amor...há este somente do CORSÁRIO. Resolvi investir em minha solidão, literalmente. Coloquei numa mochila, um biquini, um protetor solar, uma toalha de banho um vestido e uma calcinha e liguei meu carro e não pensei onde ía. Acabei entrando num sítio de lazer. Estava vazio, começou a nublar, mas assim mesmo, me permiti em ficar com uma piscina só para mim e me deleitar deitada numa cadeira lendo um livro. Achei que era o suficiente para o dia solitário. De repente, chega em mim, um jovem senhor, com a barba mal feita,olhos negros e arregalados, cabelos levemente ondulados, sobrancelhas grossas de calça preta dobrada até o joelho, melhor dizendo, calça de quem estava trabalhando sem camisa, e com um pequeno sorriso nos lábios, um meio sorriso. Sua cor bem bronzeada, novamente a conclusão de que era um trabalhador do dia. Me olhou ali calado, e com muita demora me perguntou se eu estava bem. Respondi que sim e deduzindo que era um trabalhador da casa, disse-lhe que nada estava me faltando, em outras palavras, eu estava mandando ele embora. Mas não, ele permaneceu ali parado. E quase que parado, se curvou de forma que dava para ficar encostado no meu ouvido e disse baixinho: "Mas vc não me perguntou se eu queria algo? Congelei com a voz dele. Esquentei com o murmurio dele no meu ouvido. Molhei o meu maiô parte debaixo. Ele notou o meu suspiro silencioso e com as mãos grandes e grossas, colocou-as no meu seio de modo que acariciou o bico do meu seio e fez levantá-lo, instantaneamente. Me beijou no rosto suavemente e minha boca ficou entreaberta, procurando pela boca dele. Finalmente ele chegou bem mais próximo me beijou somente com a língua e suas mãos se dividiam agora entre o bico do meu seio e o interior da calcinha do maiô me molhei todinha, o beijo era uma constante e eu estirada na cadeira na beira da piscina, abri os olhos e pude contemplar os cabelos dele, levemente ondulados se mexendo om o vento. O livro que eu lia deixei cair no chão, minhas mãos buscaram a cabeça daquele desconhecido. Então ele veio por cima e sua calça, parecia que ía arrebentar e seus dedos, se movimentavam freneticamente na minha vagina.Tentei respirar, não conseguia. Até que a voz dele novamente susurrou no meu ouvido."Vamos sair daqui". Não sei como, minhas pernas conseguiram ir até onde ele me levava, segurei na mão dele e nos encontramos de frente a uma casa muito bonitinha, aconchegante e lá entramos e fizemos sexo. Muito sexo. Agarrava ele com meus dentes nas suas orelhas, ele me puxava cada vez mais para junto de si Sentados na cama, em gemidos esturrecedores. Tive a impressão de que assim como eu, ele tbm não tinha sexo há algum tempo. Gozei muito, tinha um orgasmo atrás do outro. Na perna do lado direito a tatuagem de Iêmanjá. Pensei comigo:"Outro homem das águas, não, não posso me apaixonar." Ele sorria, ria gritava, seu pênis endurecido sempre. Seu suor cheiroso. Homem das águas.Comelou a chover. Nos deitamos, acendemos um cigarro. Caminhei dentro do quarto para ver a chuva, ele foi ao banheiro, eu camihei na casa, pingando, pingando, minhas pernas, eram moles. Ele me agarrou por trás, me inclinou contra a mesa da varanda e beijou minha nuca e me disse no ouvido: "Vc é muito gostosa" E assim, molhada, molhada, me molhei mais ainda. Seu sexo era cheiroso, fizemos por trás, num envelope ele me colocou e quando vi, estava tendo orgasmo novamente. E chorei e ri. Ele sentou e me colocou no seu colo e me disse no ouvido: "quero tomar um banho com vc" E assim fizemos.
Passamos algum tempo no banho, agora de maneira branda e macia, ele carinhoso, me sorria, meio sorriso e foi bom. Vesti minha roupa, que ele foi buscar no vestuário do clube. E ri, ri muito.
Fui embora, sem saber o seu nome, o que fazia ou ao menos quem era. Tbm não disse meu nome. Mas para mim....O HOMEM DAS ÁGUAS.


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