NOITE, SEMPRE NOITE

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NOITE

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

FUMAÇA

Eu hoje consegui fumar mais de vinte cigarros. Estou chegando no meu limite. Tenho que parar.
Tenho tantas coisas ainda prá viver.
Quero tanto ainda ver CORSARIO! Estar com CORSARIO.
De repente, ele está feio. Muito feio.
Não consegui mais falar com ele, apesar de tão perto.
Fomos até a casa de praia dele eu e minhas amigas: ABÓBORA E FADINHA.
Mas nada, nada vezes nada, que é igual a nada.
Não consegui abraça-lo, não consegui beijá-lo, nada.
Nem na noite de lua, indo pro mar, consegui encontrá-lo.
E assim os dias se passaram.
Natal, com a morte de meu pai, que se completou num amor ferrenho e louco, doce inveja!
Revellion com meus filhos numa praia, tão distante, quão distante é a vida que tenho agora de CORSÁRIO.
Tudo tão claro e límpido. 
Vinte Cigarros, mais de vinte cigarros e a solidão batendo silenciosamente á minha porta.
Sem casa na praia, sem pai, sem mãe, sem cão solidário, sem CORSÁRIO.
Resgatei com tudo isto, o amor eterno de meus filhos, que sempre respeitei e vou continuar respeitando.
A mim, ficou bem claro duas coisas: A família e com ela a vontade de viver mais intensamente.
CORSÁRIO, está cada vez mais distante de minha vida, de minha vontade. Estou morrendo para CORSARIO.
Quem sabe um dia em outra vida!

Enquanto isto, tenho que começar uma nova luta: Parar de fumar, para chegar onde quero.
Descançar e viver, só viver.

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