O MOMENTO QUE TEM QUE SER.
Entramos na casa espírita. Oramos de mãos dadas.Momento bom. bom Momento. Meu coração saltava ,minhas veias giravam em volta do meu pescoço, numa velocidade imensa, ele sabia disso. Não conseguia me concentrar. Sentia novamente aquelas mãos quentes, suadas. Morria, desfalecia como sempre. Terminou. Eu sorri, ele sorriu. Ele mexeu os lábios, ele não sabe sorrir.Saímos acendemos outro cigarro. Perguntei se ele queria ir para o carro. Não. Vamos caminhar. Na praça, um casal se beijando calorosamente.Ele me olhou e disse: Felizes. Estão felizes. Beijo.Fiz de conta que não escutei. Tinha que me conter. Caminhamos muito. Falamos de muitas coisas. Ele falou do que fazia nos anos que não nos víamos.Sempre internado e voltando.
Ele estava limpo. Apesar da grande quantidade de remédios que toma para superar a dependência química. Mas ali...ele estava limpo. Voltamos pro carro, senti sede. Paramos num posto de conveniência, tomamos água, muita água. Noite boa, amena. o posto fechou. Nós ficamos. Caonversamos, rimos, chorarmos. Senti medo, alegria, dor, saudade, calafrios. "TE ADORO", pensei. Deitei no colo dele. Por que? Porque ele me disse que não estava casado e aquela mulher tinha vindo de livre e espontânea vontade. Ele não tinha convidado e nada haver. Deitei no colo dele. Botei minha cabeça no colo dele. Ele me abraçou no meu peito. Meus mamilos saltaram e ele sentiu. Quando vi que ele sentiu...Abracei-o...Estou escutando ADELLE....
Quando eu o abracei, ele me beijou. Beijou? Não me engoliu. Me sufocou, "Vou morrer", morte boa. Boa morte. Nos beijamos durante muito tempo...ele fez a volta em meu corpo com seus braços enormes, um dos braços, agarrou minha perna, puxou para junto dele, quase na cabeça. Ele tinha poder...nos entrelaçamos, como duas cobras no cio. O Beijo interminável. Os vidros do carro suado. E ele ali, me agarrando, suas mãos percorriam meu corpo de uma forma descomunal. Não tinha como reagir. Entrava na minha blusa, pegava meus mamilos e o beijo continuava. Viramos de posição, eu batia com as mãos na porta do carro. Beijava o pescoço dele, procurava os seus caxos pretos enormes.Minha calcinha, exalava um cheiro que não era mais só meu, era dele também e de tudo que vivíamos ali.As luzes se apagaram. Ficamos. Mas decidimos num impulso sair dali.Fomos parar em um loteamento de casas ainda inacabadas. A chuva começou a cair. O vidro do carro tava tão lindo.
Tão rápido tiramos nossas roupas.
O Beijo dele, transmitia prá mim, tudo que não tínhamos vivido há anos.
Não terminava, nos procurávamos incansavelmente. Sorria, chorarva, gritava. Certeiro. Tudo Certeiro.
Passsei a mão nos cabelos dele, tirei da testa. E no gesto louco,puxei prá trás prá sentir e ver o rosto dele. Como o momento que tinha que ser o primeiro e último.
Ele parou. Das poucas palavras que saem da boca dele, ele me perguntou porque tinha feito aquilo.Não dei resposta.
Infelizmente, chamei-o por outro nome num impulso de agarrar de pescoço e quando lambi todo o rosto dele. Ele sorriu, não disse nada.
Três camisinhas, roupas atiradas em todo o carro. Marcas de mãos no vidro. Corpos suados, quentes, resbalando um no outro, nos bancos do carro. Eu desfalecida e feliz. Ele? Até hoje não sei.
"PORQUE ACABOU DERREPENTE,POR QUE FOI DIFERENTE.O DESTINO NOS ENGANOU. MAS TENHO UM ENCONTRO MARCADO PRA FICAR DO TEU LADO.BASTA DORMIR EM PAZ" Banda Fatale.
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