NOITE, SEMPRE NOITE

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NOITE

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

ESPERMA

Na segunda vez que fomos na Casa Espírita, já fomos contando os momentos, as horas, os minutos, ansiávamos que terminasse logo. Pedi a atenção de Deus. Nos consultamos e ao falar do porquê eu estava ali, senti que a mentora auxiliar notou nos meus olhos a paixão, o amor que me carregava até ali. Mesmo eu sabendo que não ía ser prá sempre, eu estava ali, com os olhos cheio de lágrimas falando dele, da vida dele, da família dele. De mim, nada. Não havia nada, minha concepção de amor, atenção, eram voltados prá ele naquele momento.Ele também, fez tudo conforme eu pedia. "Vamos nos consultar?Vamos ouvir palestra?, Vamos fazer passes?" Quatro passes para cada um, 4 vezes que íamos passar por ali, isto eu tinha certeza. Pois na realidade, nem isso aconteceu. Corsário, não é homem que se possa ter certeza nenhuma. Corsário é uma criatura perdida no mundo. Mas assim mesmo, lá estávamos nós, novamente. Corsário e eu, juntos de mãos dadas, felizes. Ao terminar a sessão, caminhamos para o carro, com a certeza de que iria acontecer novamente. Aconteceu. Mais uma vez. Luzes de faróis, carro suado, calcinha molhada, só de pensar, respiração ofegante e ele me tomou nos braços,mais uma vez.Erguia minhas mãos, lambia meus peitos cuidadosamente, me fazia menina-mulher, sua língua percorria minha barriga, entrava no umbigo.Segurando meus braços para cima da minha cabeça, me prendia, me deixava sem reação. E eu gostava. Ele queria.Eu tamb., gostava muito de estar presa ás mãos dele. SAUDADE.E mais uma vez, eu me desfalecia. Penso que ele sabia e ás vezes penso que ele não sabia. Hoje, minhas incertezas são tão grandes! Mas eu consegui terminar com tudo, quando comecei a cobrar dele, ações mirabolantes, coisas que ele não podia e nem pode me dar.  ESTOU COM MUITA SAUDADE DELE. Corsário, ser inanimado, ser da fantasia da minha cabeça. A última camisinha estourou. A 3ª eu acho...correria, abrimos o carro, ele foi para um lado, eu pro outro. Saímos ambos nus prá fora...rimos muito, mas ao entrar no carro, que vi: manchamos a poltrona do carro.E assim está até hoje.Quando olho pro lado, lá está. O pecado, o medo, a insegurança.Os espermas, fortes, consistentes, lágrimas que vem de dentro da vida. Nunca tinha visto algo antes.Ía ficar ali prá sempre, prá sempre... Fomos prá casa dele. Ele me convidou para continuarmos no quarto. Não quiz...mamãe estava em casa. Ele dizia que não dava nada, mas eu não quiz. Me arrependo até hoje de não ter ído...quantas coisas, quantos suores, tinha acontecido .Óh vida. 


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