NOITE, SEMPRE NOITE

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NOITE

terça-feira, 20 de setembro de 2011

VENTO NO LITORAL

Tentei de todas as maneiras, realizar nossos projetos.Eu e Corsário na praia brincando, correndo caminhando, sorrindo de mãos dadas como ele dizia.Tentei, de todas as maneiras, carregá-lo prá esse momento. Consegui colocá-lo dentro do meu carro e irmos. Fomos.
Estrada livre, dia bom, vento no rosto, janelas abertas, cigarros, som, músicas preferidas e o silêncio. O Silêncio além do motor do carro e as musicas que escutávamos.
Quando o silêncio era quebrado,...NÃO CONSIGO ESCREVER, SÓ CHORO...eu falava alguma coisa.Paramos para tomar um café, conversamos sobre várias coisas, mas senti que o olhar dele era cada vez mais distante, mas também a paixão nos consumia, não víamos a hora de chegar no nosso canto. Nossa pele pedia socorro Ele tentava ás vezes sorrir prá mim e disfarçar a ansiedade, eu tbm, claro. 
Chegamos. Fizemos o almoço, arrumas o quarto.
Mas quando chegamos, a frieza dele, estava tornando meu momento tão planejado, em solidão, e fria eu estava ficando.
Antes de almoçar, fui até a praia, não vi ele na casa, me parece que tinha ido no mercado, então fui. Vi o mar, como era antigamente, como era naquele momento e como sempre será. Sempre de encontro a mim, sempre querendo me levar prá algum lugar. 
Gaivotas, lindas, soberanas passeavam nos meus pés. Silêncio. Eu sorria, agradecia á Deus por aquele momento. Meu coração bombeava mais sangue, do que o normal. Meus pulmões recebiam tanto ar, tanto sal, que me sufocava de alegria e dor."BEM, OLHA SÓ O QUE ACHEI...CAVALOS MARINHOS"(LEGIÃO)
Tinha certeza e esperança que ele fosse ali, me encontrar, me abraçar pela cintura e dizer que estava feliz. Isto não aconteceu.Voltei prá casa, estava bem, mas minha primeira decepção, foi essa.
Almoçamos,  eu fui para o quarto, tão lindo, tão perfeito. Arrumei a cama com  tanto primor...só faltavam as rosas vermelhas. Coloquei minha melhor langerie, vermelha como ele gosta. Esperei.Ele veio. 
Entrou no quarto, sentou na cama, me olhou fixamente. Aquele olhar que não consigo mais descrever. Levantou a coberta. ESTAVA FRIO...Sorriu, aquele sorriso que não sei descrever. Deitou-se do meu lado. E eu disse: Me conta uma história prá eu dormir? "Vc tá cansada?" Um pouco. Ele me ofereceu o peito dele, me encaixei no peito dele, como uma pequena concha, quis escutar o coração dele,...PARADA PRÁ EU CHORAR NOVAMENTE...não conseguia, tão silencioso, pequenos batimentos cardíacos, quase imperceptíveis. Quantas dores, quantas lágrimas...Ele tocava a minha pele,tirou minha langerie rapidamente.
Sufocou-me com seu beijo, como sempre...me deixava ser ar. Eu nua, ele com roupa, queria que eu deixasse o meu cheiro na roupa dele.E assim, durante muito tempo, a gente ficou. Eu me esfregando na roupa dele.
Eu quase não percebi, quando ele tirou a roupa, foi tão rápido, me penetrou num impulso, eu quiz, eu deixei, era isso mesmo, a vontade, a vagina tão molhada, que parecia uma cascata. Era este o propósito.SEM CAMISINHA. Sem camisinha aconteceu. 
Penetramos várias vezes, ele prometeu cuidar, confiei, mais uma vez, confiei. AIDS, HIV, DST, tudo estava fora do meu controle. 
Consegui ir por cima, comandei.Meus seios saltavam do meu peito, de tão freneticamente eram os movimentos. Ele olhava tudo com atenção.GELATINOSOS MEUS PEITOS.
Falou da minha langerie e da cama...tudo caprichado, parecia estar feliz. E me prometeu:" Vc não sabe a surpresa que tenho prá vc á noite." Me sorriu aquele sorriso que não sei descrever, e disse que ía fazer xixi.
"Vc não vai voltar",eu disse: "Eu ía volar, mas como vc disse isso, não vou voltar mais."Me olhou com ar de reprensão. E FOI. ESTOU CHORANDO....

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