NOITE, SEMPRE NOITE

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NOITE

sábado, 12 de outubro de 2013

OPRESSOR

Das almas coloridas que se desfazem dentro do meu ser, busco em constante pensamento, algo que talvez, eu não consiga entender. As lágrimas e os goles de cerveja, de gente cantando e uivando no meu ouvido, tentam sufocar sem resultado algum, o que eu não consigo ofuscar. Tentei, tentei, pela vigésima vez, tentei e não consegui. O que me resta? Mas algo de novo aconteceu. Rebusquei forças, de não sei onde e joguei tudo na cara de CORSÁRIO. Joguei roupas, cds, dvds, até minha pulseira de ouro caliente de moedas, ficou no chão. Joguei, gritei, disse palavras obscenas: vagabundo, monstro, covarde. Senti necessidade isto, chorei muito, ruí muito minhas unhas. Me Compus, fiz a maquiagem, coloquei minha camisa cor-de-rosa transparente, jeans apertado, salto alto e  fui jantar e receber homenagens, com um olhar triste, que hoje está saindo do meu rosto. Hoje vesti-me de bruxa, com um vestido curtíssimo por baixo da capa que arrastava no chão, maquiagem negra, batom roxo e fui novamente. Tirei capa, bebi, fumei, me arrastei, brinquei. E novamente, as pessoas me homenageando. Mas quando eu penetrava na floresta para fumar, nenhum CORSÁRIO, nenhum JOÃO-DE-BARRO, somente vagalumes. Convite para ir ao litoral, ver mar de gente, submarinos, constantes, viagem ao fundo do mar, me atirar, sangrar dentro da minha vagina, me enterrar no meu cabelo. Limpei casa, arrumei cama, lavei lençóis, comprei vela e pefumei a casa. E sem sentir dor, dormi a tarde inteira, como quem  dorme com um espírito gelado, não opressor, masgelado, pela falta d carinho porque esqueci meu anjo da guarda, vou retornar com ele, achá-lo no meu ser. E voltar, voltar para meu Freezer, preciso. 

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